O céu ainda estava escuro quando o apito soou. Era segunda-feira, e o pátio do 5º Batalhão parecia mais frio do que o habitual. Os recrutas se alinharam em silêncio, os rostos tensos, os corpos ainda marcados pelos treinos da semana anterior. O Capitão Carlos Alexandre Figueiredo surgiu com a farda impecável, os olhos duros e a voz mais grave do que nunca. — Hoje não é dia de treino. — Disse, caminhando entre as fileiras. — Hoje é dia de verdade. Parou no centro do pátio, com as mãos atrás das costas. — Honra. Lealdade. Coragem. São palavras bonitas. Mas na guerra, elas são tudo o que resta quando o mundo desaba. E acima de tudo... ninguém fica pra trás. O silêncio era absoluto. — Se alguém aqui acha que pode sobreviver sozinho, está no lugar errado. Se alguém aqui acha que pode atac

