O gabinete do Capitão Figueiredo estava silencioso, iluminado apenas pela luz amarelada da luminária sobre a mesa. Pilhas de relatórios aguardavam revisão, mas Carlos não tocava em nenhum. Estava de pé, olhando pela janela, o olhar perdido no pátio vazio. A porta se abriu com um leve rangido. O Major Albuquerque entrou, com passos firmes e expressão neutra. — Capitão. — Disse ele, fechando a porta atrás de si. — Precisamos conversar sobre o que vem agora. Carlos se virou, o semblante sério. — Sobre a tropa? — Sobre Melissa. Carlos se calou por um instante. Depois, assentiu. — Ela se forma como sargento em menos de dois meses. E com isso... pode escolher onde seguir. O Major se aproximou, cruzando os braços. — Ela vai ter autonomia. Pode pedir transferência. Pode sair da base. Pode

