O estacionamento do bar estava silencioso, iluminado apenas pelos postes altos e o reflexo dos carros. Melissa caminhava devagar, o casaco fechado até o pescoço, o celular na mão. O carro de aplicativo estava a caminho, mas o coração dela parecia preso em outro lugar. Ela se despediu dos amigos com um sorriso, mas por dentro, a saudade já começava a doer. Foi então que sentiu. Um braço firme a puxou com rapidez, pressionando-a contra a lateral de um carro. O susto a fez abrir a boca para gritar, mas antes que o som saísse, ela reconheceu. O toque. O perfume. A respiração. — Capitão... — Sussurrou, com o coração disparado. Carlos Figueiredo estava ali, os olhos intensos, o corpo próximo demais, o silêncio carregado. — Me desculpa. — Disse ele, a voz rouca. — Eu não consegui ir embo

