Cecília Gonçalves.
Para falar a verdade, eu fiquei um pouco assustada com o Zeus falando da sala 06, dele passar a zero e então dar um corretivo. p***a, ele estava falando em códigos?
E pelo que eu entendi, eles encontraram a pessoa que tirou a foto e quem escreveu, então ele deve estar falando sobre cobrarem quem fez, né ? Ele logo desliga e eu continuo olhando para ele.
— Tudo bem? — ele sorri, passando os braços em volta da minha cintura, me abraçando, e eu suspiro, fechando os olhos, sentindo ele roçar na parte interna da minha coxa. Eu logo abro os meus olhos, sentindo ele suspirar de leve, e eu tento me concentrar.
— Está tudo bem, sim, não se preocupa não — ele fala baixinho e eu concordo e volto a olhar para o meu celular que continuava na página bloqueada e eu suspiro sorrindo de leve.
Pelo menos excluíram, não que isso fosse resolver alguma coisa, porque muitas pessoas já tinham visto, mas isso melhorava muito a minha ansiedade. E saber que eu não precisava mais ver e que outras pessoas não iriam ficar comentando sobre mim na publicação era um alívio.
Por que tudo o que comentaram era completamente humilhante.
— Fica tranquila, não vai dar para ninguém ver mais, a Érica tirou do ar a publicação e a página também — ele levanta o meu rosto com cuidado e eu suspiro olhando para ele sorrindo.
Porra...
Eu ficava assustada às vezes, com o jeito que ele conseguia me acalmar, o jeito carinhoso que ele me tratava, pela forma que ele me olhava, era como se ele pudesse olhar a minha alma, era como se ele me conhecesse melhor do que eu mesma.
Era tão... intenso.
Que chegava a ser assustador, mas quando eu o abraçava, me sentia tão bem, me sentia protegida, me sentia como se nada no mundo pudesse me afetar.
— Obrigada de verdade, Zeus, eu não sei nem como te agradecer, me lembra de agradecer a Érica também — solto o celular na cama e coloco as minhas mãos em cada lado do rosto dele, vendo ele sorrir pra mim enquanto apertava a minha cintura de leve.
— E eu já disse que não precisa me agradecer, mas mesmo assim, de nada — ele sorri e eu lhe dou um selinho rápido enquanto sinto minhas bochechas ficarem quentes.
Eu e essa mania de ficar corando, e p**a que pariu, era vergonhoso, as pessoas sempre sabiam quando eu estava com vergonha, com raiva e os caralhos todos, desvio o olhar para a minha varanda e vejo que já estava escurecendo.
E te contar, não queria sair dali não, estava tão gostoso ali com ele. Suspiro, voltando a olhar para ele que sorri.
— No que está pensando? — ele pergunta baixo, enrolando os meus cabelos no dedo.
— Gosto de ficar assim com você — falo sem perceber e sinto ele parar de mexer nos meus cabelos na mesma hora.
Aí, p***a, ele vai achar que eu sou uma tremenda emocionada, ninguém fala isso do nada. Vejo-o sorrir e levantar a cabeça para me olhar. Tudo bem, pelo menos ele está sorrindo.
— Eu também gosto pra c*****o de ficar assim com você, Cecília — ele roça o nariz dele na minha bochecha e eu sorrio vendo ele sorrir também.
Ele começa a roçar o nariz dele no meu maxilar, me arrepiando, e eu coloco as minhas mãos no seu rosto, puxando-o para mim, fazendo-o ficar cara a cara comigo.
— Gosta? — Passo os meus braços pelo seu pescoço, falando baixinho, vendo ele olhar para a minha boca, passando a língua entre os lábios.
— Sim, pra c*****o — ele passa a mão pela minha nuca e roça as nossas bocas, me dando um selinho demorado e logo chupando o meu lábio inferior, fazendo eu suspirar e sorrir de leve, olhando para ele.
Tão gato... p***a.
— Então... quando a gente vai sair? — pergunto depois de alguns segundos, vendo ele me olhar sorrindo.
— Pô, essa semana não vai dar, vai ter invasão e tal, mas na semana que vem está tudo tranquilo, só escolher o dia — ele dá de ombros sorrindo e se arruma embaixo de mim.
As pernas dele já devem estar dormentes.
— Quer que eu saia? — Ele n**a rápido com a cabeça, me abraçando ainda mais, e eu dou um sorriso. — Sei lá, segunda eu tenho que ir buscar algumas roupas que estão chegando na loja e ir atrás de um lugar para eu fazer o meu curso, mas na terça para mim está de boa. — Ele passa o dedão pela minha cintura enquanto me olhava.
— Tu vai fazer curso do quê?
— Designer de moda, é o meu sonho, sabe? Ter a minha própria marca de roupas, ou pelo menos chegar perto disso — dou um sorriso grande enquanto mexo na sua correntinha.
— Que legal, pô, eu boto fé que você consegue, mas então na terça está tranquilo — ele sorri de canto para mim com aquele carinho que ele sempre me olhava e eu suspiro fundo vendo ele sorrir ainda mais e jogar a cabeça para trás, encostando na cabeceira da cama, mas ainda me olhando.