Capítulo 8

1038 Words
D A N D A R A Finalmente chegou o mês, esse novo mês de paz, de ciclos novos e de um momento incrível! Já estou com quase quatro meses de gestação, estou super ansiosa pra saber de fato o sexo desse meu bebê. Hoje à tarde embarcaria no avião para Portugal, em cada canto de casa havia uma bagagem, em duas malas coisas de meu neném, em uma mala havia coisas minhas e o restante era livros, fotos, tudo o que eu queria levar. Claro, havia também roupas novas para usar em Portugal. A casa onde eu vou morar é linda, parece confortável e melhor ainda, tem três quartos imensos! — Você tem certeza disso, filha? — Minha mãe perguntou entrando no meu quarto, se escorando na porta de braços cruzados. — Não quero ter o meu neném nesse meio de coisas ruins, preciso recomeçar a minha vida em um ambiente bom e aconchegando para nós dois. — Falei passando a mão na barriga que já estava mais que aparente. — Minha menininha cresceu tão rápido, meu Deus! — Ela falou se aproximando de mim e me abraçando de lado. — Promete me dar notícias desse neném de vó? — Ela perguntou se abaixando até a altura de minha barriga e a beijando. — Claro que prometo! Iremos vir várias e várias vezes visitar vocês, acredite! — Falei me referindo à ela e ao Diego. Ficamos conversando o dia inteiro até dar meu horário de sair de casa, eu já estava pronta então, ela nos levou até o aeroporto. Choramos igual duas crianças enquanto nos despedimos. É incrível essa conexão que temos, sempre fomos assim, uma ajudando a outra até o fim. Ela me ajudou muito, mesmo indo contra essa loucura! Me indicou para vários amigos, vários trabalhos assim como Sophia e Heitor. Bruna minha patroa, não pensou duas vezes antes de me garantir que caso eu quisesse voltar, teria meu emprego de volta. Mas não, eu não iria querer. Estava decidida a partir e não saber nem quando voltar, eu queria viver, ainda mais agora sendo eu e essa criança! Finalmente nos despedimos e partimos, eu, meu bebê e Diego. Ele estava me dando todo o apoio possível, mesmo preocupado. Durante a viagem toda aí fiquei sentindo um aperto no peito, estava triste e chateada de deixar minha mãe para trás. Mas quer saber? Somos iguais nisso, meu primeiro filho e eu simplesmente desistindo de "tudo" pra reconquistar o dobro do que já tenho. Demorou bastante, mas quando chegamos no aeroporto fomos direto pegar as malas e pegar um táxi. Durante o caminho até minha casa eu fui reparando que aqui é outro clima, as pessoas se vestem bem diferentes, as ruas são bem diferentes, tudo limpo e organizado. Peguei meu celular e vi que tinha várias e várias mensagens, da Clara, da minha mãe, do Heitor e até mesmo do pessoal daqui. Já tinha vários contatos sobre meu contrato de modelo, principalmente pra me passar as informações necessárias. Quando vi o carro parando na porta da minha casa nem acreditei, desci do carro e fiquei observando tudo. Muito linda por fora, sério mesmo! Esperei Diego sair do carro para podermos entrar, ele segurou na minha mão, abriu o portão e logo a porta, entrando na casa. Tudo era em madeira, as paredes na tonalidade de madeira e preto, do jeito que eu realmente gosto! Subi para ver cada canto da casa e fiquei apaixonada, é lindo, tudo aqui é lindo! Os quartos grandes, principalmente o meu, que já estava mobiliado. Só faltava mesmo mobilizar o quarto do meu bebê, Diego vai ficar comigo durante esse tempinho mas logo vai embora. Ele precisa também seguir a vida dele, mas por enquanto, ele ficou comigo e me ajudou a desfazer as malas. Quando anoiteceu, ele fez a janta e comemos juntos no sofá enquanto assistíamos velozes e furiosos 8. Quando o filme terminou ele já estava dormindo, acordei ele e falei para ele ir pro quarto, indo para o meu logo em seguida. O meu quarto é todo mobiliado, assim como a casa inteira. O guarda roupas é enorme, a cama também, tem uma mesinha para colocar maquiagens e acessórios e um pequeno móvel do lado da cama. Deitei na cama cansada, enquanto não dormia eu prometia para mim mesma que minha vida mudaria. Até que eu finalmente fechei os olhos e dormi. (...) Acordei escutando alguns barulhos vindo da sala, desci com a roupa que estava e vi que Diego estava apresentando a casa à uma mulher. — Ainda bem que acordou, irmã! Essa aqui é a moça que vai vir te ajudar nos afazeres da casa, ela se chama Nayra. Ela também veio do Rio, estava procurando trabalho. — Ele explicou. — Bom dia, Nayra! Seja bem-vinda, só não repare na bagunça! — Falei sorrindo para ela, enquanto nos cumprimentamos com um aperto de mão. — Obrigada, dona Dandara! — Ela falou sorrindo. Ela ficou fazendo perguntas para meu irmão e eu deixei ele próprio responder, caminhei até a cozinha e preparei meu café da manhã. Estava com muita, muita fome mesmo! Me sentei na mesa e não demorou muito para que Diego viesse atrás de mim, se sentando na minha frente. — Você nunca acorda direto pra cozinha, está se sentindo bem? — Ele perguntou enquanto eu preparava meu pão. — Estou sim, só acordei com muita fome! — Expliquei. Ficamos conversando durante um tempo, depois ele deu um beijo em minha testa e disse que iria sair. Aproveitei e fui ajudar Nayra na faxina, já que ela havia ficado por aqui mesmo. Enquanto fazíamos a faxina nós fomos nos conhecemos, ela disse que de início veio pra cá pra se tornar babá, mas que com o tempo foi conhecendo algumas família e alegou não ter gostado de nenhuma. — As pessoas daqui são bem ignorantes, peguei várias patroas que me tratava m*l por achar que eu sendo brasileira acabaria com o casamento delas. Na cabeça delas nenhuma brasileira presta! — Ela falou de um jeito engraçado, me fazendo soltar uma gargalhada alta. Ali eu tive a certeza que aqui, seria o melhor ambiente para ter o meu bebê e me tranquilizar melhor. _
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