Prólogo

1120 Words
No início dos tempos Jio o ser supremo usou sua força vital para formar o universo dando a cada filho um reino. Ao seu filho mais velho, o Deus Sol entregou a terra e tudo o que havia nela. Sol, por sua vez casou-se com a Lua tendo vários filhos. Cada um era responsável por um elemento da natureza transformando a terra em um lugar lindo e admirável. Jio ficou tão feliz com o progresso de seu filho como rei que lhe concedeu o dom da vida. Criando assim os primeiros homens e animais. Aos poucos os pequenos montes de gente foram ganhando consciência e formando povoados e aldeias. E o Deus Sol e sua família eram adorados em toda parte. Diz a lenda que Kono era uma terra fértil e produtiva. Sol e Lua eram adorados na pequena aldeia. Lua amava a devoção deles consigo. Então quando seu filho caçula Augusto Deus das águas era uma criança, a Deusa ensinou ao filho como amar e respeitar os mortais, lhe contando lindas histórias de grandes heróis e lhe cantando lindas canções de amor. De vez em quando o pequeno Deus descia do colo de sua mãe para brincar em meio aos rios e praias da aldeia, com a promessa de nunca revelar sua identidade ou de onde vinha. Os peixes eram fascinantes de tantas espécies e tantas cores. Até que um dia o pequeno Deus viu o ser mais lindo que seus olhos já vira. Um filhote humano, aparentando 9 anos, um omega com um cheiro inigualável. O Ômega brincava catando conchas na beirada da praia, naquele momento sentiu algo diferente em seu peito e ao mesmo tempo uma grande alegria o invadiu. Ao se aproximar viu que o outro era mais adorável do que ele havia imaginado loiro, com olhos azuis e pequenas covinhas nas bochechas. Augusto se aproximou mostrando as conchas que ele mesmo havia pego, com um sorriso tímido o loirinho pegou as conchinhas com a mão pequena. -São mais bonitas que as minhas. - O ômega sorri. - São mesmo. Oi, eu sou o Augusto. - Meu nome é Danilo, onde você mora? Eu nunca o vi por aqui, sou o filho do chefe da aldeia. O outro coçou a cabeça.- Eu venho daqui e dali de todos os lugares. - riu. Os dois pequenos pularam e brincaram a tarde inteira. No início da noite o ômega tinha que ir pra casa. - Onde você mora? - Repetiu. - Como eu te acho? - Esperarei você todos os dias nessa mesma praia a mesma hora. O ômega balançou a cabeça que sim. A partir daquele dia os dois se encontravam e brincavam desfrutando da inocência do primeiro amor. Os dias foram passando e Augusto não entendia o por que de tanta felicidade. O sentimento entre os dois foi aumentando enquanto eles cresciam.E um dia aos 16 anos enquanto procuravam abrigo para chuva aconteceu o primeiro beijo. O ômega foi amadurecendo e seu cheiro mudando e aos 18 anos ocorreu o primeiro cio do ômega. Augusto se entregou ao instinto e pela primeira vez descobriram o amor na sua forma mais carnal. Após o cio Augusto foi ao pai lhe contando a história e dizendo que tomaria o ômega como esposo e o queria pela eternidade. Mas para isso Augusto deveria ir até o Criador e pedir a imortalidade para seu amado e na mesma hora seguiu viagem. O Deus Sol então exigiu do chefe da aldeia o ômega para seu filho. O chefe aceitou de bom grado, marcando a cerimônia para a 3 meses. Ao saber que se casaria com um Deus Danilo entrou em desespero e por 80 dias inteiros ia ao local de encontro e chorava gritando o nome de seu amado que simplesmente sumira como poeira na ventania.O ômega se sentia abandonado, amedrontado, seu amado havia o abandonado e se casaria com uma divindade poderosa. Um monstro, algo que pra ele não existia uma forma concreta.Era o misto de dores em seu peito que não iria suportar viver daquela forma. Então se entregou ao mar e a água aos poucos foi tomando conta de tudo Inclusive de seus pulmões. Ao retornar vitorioso de sua peregrinação, Augusto foi direto contar ao seu noivo que ficariam juntos para sempre. Ao chegar a praia encontrou o corpo sem vida de Danilo sendo jogado pelas ondas, Augusto ficou desesperado chorando durante dias com o corpo do amado em seus braços. Indo várias vezes ao encontro da morte implorando a alma de seu amado que lhe era negada. O criador se compadeceu do sofrimento e lhe disse o seguinte: A cada 1000 anos essa alma retornaria. Mesmo assim o nosso Deus das águas continuava sofrendo. A Deusa Lua em sua infinita sabedoria se compadeceu com a dor do filho, jogou um pequeno encantamento próprio mantendo como uma criança durante o dia o deixando como adulto a noite.Dessa forma o Deus sofreria menos, pois seu amado estaria em seus sonhos.Sasuke por sua vez jogou uma maldição na cidade, a cada 1000 anos um ômega, O primogênito do chefe da família deveria ser colocado em um barco e levado a alto mar. Até seu amado retornar do mundo dos mortos toda a aldeia sofreria com a falta de comida e terras férteis. A quase 4 mil anos o Deus das águas busca seu omega **** As ruas de Kono estavam enfeitadas para o dia da grande entrega, porém esta se encontrava vazias naquela manhã. Mesmo sendo a quase dez da manhã, o único barulho que se ouvia era o som da marcha dos monges do templo rezando para que sua oferenda fosse aceita de bom grado. Danilo era filho de Ina, o pequeno era órfão. Ina era uma ômega de família pobre e foi vendida como escrava para a família Nami, logo despertando o interesse do filho mais velho da família, Um alfa ardiloso e ambicioso. Renato Nami a engravidou a desprezando logo em seguida. Assim que a criança nasceu, Renato o colocou sob os cuidados dos monges que o prepararam para ser a oferenda, já que o filho ômega do chefe da aldeia tinha seu destino traçado desde a sua concepção. O ômega foi criado de forma culta, aos dez anos sabia ler, escrever, desenhar e tinha uma voz digna de anjos. Aquela manhã Danilo olhava o mar e um sentimento de saudade, nostalgia e tristeza tomou conta de si e a lembrança de um belo rapaz de olhos e cabelos tão negros feito a noite que rondava seus sonhos veio a sua mente. E mais uma vez sentiu um aperto no peito e a vontade incrível de entrar no mar e ficar lá até parar de respirar. ********
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