Anahí
Eu m*l consegui dormir, ver Alfonso me deixou sem chão, ele n**a tudo, claro que vai negar, não serei i****a outra vez. Ele disse que não vai me tirar meu filho, mas o medo ainda me persegue, Santiago é tudo o que eu tenho, a família dele é influente seria muito fácil tirar meu filho de mim, eu não posso perder meu Santi.
Preciso ir embora, Alfonso vai ficar atrás de mim, ainda mais agora que ele sabe do Santi. Se eu for embora, vou ter que recomeçar em outro lugar, mais uma vez. Talvez por uns dias longe faça bem, não sei o que pensar. Para a mãe dele saber falta pouco não quero aquela mulher perto do filho. Pode parecer egoísta, e eu sei que é, estou privando meu filho de conviver com o pai, mas ainda existe muita mágoa e principalmente muito medo da minha parte. Arrumo uma pequena mala para mim e para o Santi, quando escuto a campainha tocar, penso ser Cris ou Dulce já que eles tem a entrada liberada.
Mas me engano, Alfonso quem está ali, na minha frente novamente só que agora ele parece triste, abatido, os vermelhos de quem andou chorando, e isso me abala, mesmo eu não querendo.
Alfonso: Posso entrar? Me pergunta.
Anahí: Entre. Dei passagem a ele.
Alfonso: Eu conversei com a minha mãe. Senti todo o meu corpo se arrepiar ao ouvir falar daquela mulher.
Anahí: Por favor me diga que ela não sabe do Santi. Disse já em desespero.
Alfonso: Ela sabe. Eu me joguei no sofá, a vontade que tinha era de pegar o meu filho e sair correndo.- Ela não vai chegar perto dele. Isso foi surpresa pra mim, mas não acreditava.
Anahí: Acho que não ouvi direito.Disse incrédula.
Alfonso: Ouviu sim, eu descobri coisas horríveis a respeito da minha mãe, Anahí.
Anahí: Fico Feliz em saber que finalmente você conhece a mãe que tem. Digo c***l. - Tarde demais eu diria.
Alfonso: Por que nunca me contou o que ela fazia com você? Por que? Você não tem ideia da culpa e da dor que eu estou sentindo.
Anahí: Eu aguentava, porque era sua mãe, eu te amava, por isso suportava as humilhações dela. E olha só no que deu.
Alfonso: Você grávida trabalhando naquela casa, sem comer, com as mãos cortadas, você deveria ter me dito. Disse e passou as mãos no rosto em sinal de nervosismo, o conhecia bem para saber suas manias e trejeitos.
Anahí: O que você iria fazer, Alfonso? Se indispor com sua mãe? Isso se você acreditasse me mim,né?
Alfonso: Claro que acreditaria. Eu não consigo imaginar você sozinha e grávida.
Anahí: Foi difícil, foi muito difícil, não n**o que cogitei tirá-lo ou até mesmo entregá-lo ao orfanato. Senti meus olhos arderem pelas lágrimas era difícil lembrar o passado.
Alfonso: Eu nunca trai você, foi uma armação da minha mãe com a Camila, eu nunca tive nada com ela depois que você foi embora.Me disse, mas não consigo acreditar.
Anahí: Eu não acredito em você.
Alfonso: Eu tenho como te provar, a própria Dona Ruth confessou tudo. Ela me dopou e Camila tirou minha roupa e a dela e se deitou na cama comigo.....ele começou a me dizer tudo o que a mãe dele fez contra nós dois , era difícil lembrar de um passado cheio de mágoas e dor. - E foi isso, não sabe como eu estou me sentindo agora.
Anahí: Nem sei o que dizer. Só que nada disso muda o que aconteceu. Ele assenti abatido.
Alfonso: O Santi está dormindo?
Anahí: Está, ele dormiu tarde ontem com toda aquela confusão do restaurante.
Alfonso: Quero vê-lo, quero que saiba que sou o pai dele.
Anahí: Eu sei.. suspiro porque sei que não posso mais negar isso a ele. - Eu estava a ponto de arrumar minhas coisas e ir embora. Falo com sinceridade.
Alfonso: Não! Você não pode ir embora! Ele diz de forma desesperada.
Anahí: Eu sei, não posso privar o meu filho de conviver com o pai. Digo em lamento.
Alfonso: Eu preciso saber como foi que você fez depois que saiu da casa da minha mãe. Me olha nos olhos eu respiro fundo antes de lembrar do passado, seria dolorido contar tudo aquilo de novo.
Anahí: Eu estava sem dinheiro, grávida e sozinha. Naquele dia eu não tinha pra onde ir, Alfonso. Eu andei por horas, estava cansada, na verdade estava exausta e o único lugar que consegui para dormi foi a estação rodoviária.
Alfonso: Dormiu na rodoviária? Assento com a cabeça e começo a chorar, sinto que ele também chorava - Poderia te acontecido algo horrível com vocês.
Anahí: Eu sei, a princípio eu não tinha onde ficar, me alimentar era só quando dava, consegui um emprego de diarista foi aí que consegui pagar esses hotéis baratinhos. Logo depois consegui um emprego de doméstica em uma casa de um casal, o marido da mulher me assediou..começo a chorar ao lembrar daquela noite.
Flash Back
Estou na cozinha terminando de guardar as louças do jantar quando vejo seu Murilo entrar na cozinha.
Murilo: Não terminou ainda? Pergunta de forma rude.
Anahí: Estou quase! Digo já me afastando dele. Há dias já percebia os olhares dele, não queria problemas precisava do emprego.
Murilo: Você é muito linda sabia? Fico sem resposta ele se aproxima de mim e eu me afasto mais. - Desde a primeira vez que te vi fico imagino como deve ser quente na cama. Engoli a seco seu comentário ofensivo.
Anahí: Senhor...
Murilo: Te desejei desde a primeira vez que te vi. Ele me puxa e tenta me beijar eu desvio meu rosto - Se fazendo de difícil? Gosta de brutalidade, é ?
Anahí: Me solte! Eu vou gritar.
Murilo: Pode gritar, a Patrícia foi até a casa da mãe dela, só estamos eu e você.
Anahí: Me solta, por favor. Peço já entrando em desespero.
Murilo: Hoje eu vou fazer tudo que sempre quis com você. Ele me joga em cima da mesa e prende meu braços eu sou tomada pelo horror quando ele rasga a parte de cima do meu uniforme vejo um vaso perto da mesa, tento afastar as mãos dele de cima de mim, tento empurra-lo até que ele sai de cima de mim e eu vou até o vaso.
Murilo: Pretende se defender com isso? É o melhor que você consegue ? Pergunta com deboche.
Anahí: Não se aproxima. Ele vem pra cima de mim e me dá um tapa no meu rosto perco o equilíbrio ele me joga no chão me debato quando sinto ele tirar o resto do meu uniforme. - Não faz isso por favor, eu tô grávida. Digo desesperada.
Murilo: Mentirosa! Me beija a força eu o mordo, ele se afasta furioso ao ver seu lábio sangrando, aproveito e o chuto entre as pernas e saio correndo do jeito que estava.
Flash Back off
Alfonso: Para! Por favor eu não suporto mais ouvir. Disse chorando
Anahí: Eu só queria ir embora, sai correndo tentando ajeitar minha roupa, deixei tudo para trás, não arriscaria entrar naquela casa e acontecer o pior, uma senhora me viu na rua, parei quando senti o sangue escorrendo pelas minha pernas, foi horrível eu pensei que fosse perder meu filho, era só o que faltava para desabar meu mundo, a senhora me socorreu, me levou para o Hospital e foi um milagre não ter perdido o Santi naquela noite. Depois essa Senhora cuidou de mim no hospital, me perguntou se tinha alguém da minha família para avisar e eu disse que nesse mundo era só eu e o meu bebê, ela se comoveu e me levou para sua casa, até que eu comecei a trabalhar pra ela, foi então que ela precisou ir para o Canadá e eu decidi ir com ela. Lá me formei, consegui um emprego melhor e tive o Santi, tudo graças a ela. Ela se tornou a vó do Santi e infelizmente ano passado ela se foi, infarte, doeu muito.
Alfonso: Meu Deus Any, quando penso em tudo o que você passou...eu...eu sinto muito. Disse abatido, abalado.
- Mamãe!
Anahí: Oi, meu amor! Me virei surpresa.
Santi: Tio Poncho? Falou assim que notou Alfonso na sala.
Alfonso: Oi, campeão. Sorriu.
Santi: Você é amigo da mamãe também?
Alfonso: Sou sim.
Anahí: Santi a mamãe tem uma coisa muito importante para contar. Decidi que aquela seria a hora, não tinha mais como evitar, como adiar.
Santi: O que?
Anahí: Lembra quando a mamãe disse que o papai não podia ficar com a gente ? Ele assentiu triste. - Agora ele vai poder!
Santi: Vai? Perguntou todo animado.
Anahí: Vai sim, meu anjo. Sinto Alfonso olhar de mim para Santi.
Santi: E cadê ele? Onde ele ta? Quando ele vem? Vai demorar? Me encheu de perguntas.
Anahí: Então, seu pai é o Poncho, meu amor.
Santi: O tio Poncho? Assento com a cabeça e pude ver algumas lágrimas descendo do rosto do meu filho. - Você é meu papai?
Alfonso: Sou, eu estou a qui meu amor. Santi foi para o colo de Poncho correndo o abraçou forte eu e Poncho choramos - Eu tô aqui, filho. Eu sou seu pai e não sabe como eu estou feliz por conhecer você.
Santi: Eu te amo, papai!
Alfonso: Também te amo, filho!
Não aguento ficar ali, saio da cozinha para chorar e deixar os dois mais a vontade é um momento deles.