Capítulo 7

1269 Words
Alfonso Eu sabia que eles não iriam me dizer onde Anahí estava, eu queria ir atrás dela, queria saber porque ela sumiu esses anos todos e o pior que história é essa de que eu que eu a traí com a Camila? Mas não consegui nada durante esses dias, eles não iam me dizer nada, mas eu não iria desistir, esses dias foram insuportáveis, tive que aturar o m*l humor da minha mãe, o carinho excessivo da Camila e evitar Maitê. Não conseguia pensar em nada, nem me dedicar ao trabalho. Os dias passam e me sinto mais sufocado, mais torturado. Não dava mais para evitar a Maite, por isso marcamos de jantar fora hoje. Ela não trabalhava hoje. Ela merecia minha atenção, meu carinho eu ia me esforçar para que esta noite foi perfeita para ela. Eu a fui buscar em casa, ela estava linda. Maitê: Oi, amor! Alfonso: Você está linda! Maitê: São seus olhos. Disse sorrindo e selou meus lábios. Eu dirigi até o restaurante Italiano que ela adorava. Assim que chegamos eu dei a chave ao manobrista e em seguida a conduzi até nossa mesa. Fiz o pedido do vinho enquanto aguardavamos os nossos pedidos. Maitê: Você está bem? Ela me pergunta Alfonso: Por que a pergunta? Eu queria ter certeza do que a ela se referia não sabia se já estava ciente sobre Anahí. Maitê: Você tem estado diferente esses dias, você anda distante. Alfonso: Eu só fiquei muito ocupado com um caso que tive esta semana e minha mãe também me ocupou bastante esses dias. Menti descaradamente Maitê: Sua mãe te manipula e você nem percebe. Eu suspirei porque ela não era a única a dizer isso. Alfonso: Não é verdade, ela é uma pessoa difícil de lidar eu só tento ser paciente e não brigar com ela. Maitê: Ela te empurra pra Camila há anos e você não faz nada. Alfonso: May, não vamos estragar nossa noite falando da minha mãe e da Camila, viemos aqui para aproveitarmos. Maitê: Tem razão! Eu tive uma semana difícil, tem dias que odeio ser pediatra. Alfonso: Eu admiro seu cuidado com os pacientes. Maitê: As vezes é difícil ver as crianças doentes e os pais sofrendo. Alfonso: Eu não tenho filhos, mas se tivesse eu imagino o desespero de ficar com filho doente. Maitê: Podemos ter um se você quiser. Eu engasguei, porque não esperava por isso, é claro que eu tenho vontade de ser pai, mas não agora, não com outra mulher. Eu respiro fundo estou preste a destruir a expectativa dela, ela me olha ansiosa e esperançosa. Alfonso: May, eu acho cedo. Ela suspirou e abaixou a cabeça. Maitê: Estamos juntos há tempo, eu quase moro no seu apartamento, não vejo diferença de estarmos quase casados e de termos um filho. Alfonso: Eu não disse que não quero, eu disse que acho cedo. Maitê: Eu já percebi que você não quer, eu já disse que estou no anticoncepcional há tempo, mas você nunca deixa de usar camisinha. Eu procuro as palavras certas, para não magoa-la. Alfonso: Eu realmente não quero, não agora. Maitê: Eu já entendi, Poncho. Eu trouxe o assunto então mando ele embora. Alfonso: Não fique chateada! Eu não quero isso. Maitê: Eu não estou chateada, já esperava por isso. Eu me concentrei em uma coisa inusitada no restaurante, Cristian estava com um menino que deveria ter uns 4 ou 5 anos. A curiosidade foi tamanha que eu nem prestei mais atenção nem nada do que Maitê falava. Eu tentava me lembrar de onde Cristhian pudesse ter parente com alguma criança pequena e não me recordo de nada, eles estavam comprando comida, o menino fazia umas brincadeiras desviando a atençao de Cristhian, pareciam duas crianças, sorri com isso. O menino era uma graça, eu queria conhecer aquele garotinho que parecia uma criança maravilhosa. -Cristhian! O chamei ele se virou e me olhou a assustado Cris: Poncho! Alfonso: Que isso, Cara! Parece que viu um fantasma. Brinquei Cris: Não esperava te ver aqui! Alfonso: Vim jantar com a Maitê e te viu com o menino e fiquei curioso. Me virei para o menino e ele me encarava também eu vi os olhos verdes iguais aos meus, eu me vi naquele menino. E fiquei encantado. - Ei, garotão! Qual seu nome? Santi: Santiago, mas todo mundo me chama de Santi. Alfonso: Bonito o nome, eu me chamo Alfonso, mas todo mundo de Poncho. Santi: Seu nome é estranho! Ele riu e eu eu também. Alfonso: É sim, de onde você conhece o chato do Tio Cris? Santi: Ele é amigo da mamãe. Alfonso: É mesmo? O menino assentiu. - Quanto anos você tem? Santi: Isso, apontou os dedos. Alfonso: Já é um rapazinho em. Santi: Minha mãe diz isso também. Alfonso: Eu sou amigo do Tio Cris, então se quiser posso ser seu amigo também. Santi: Eu quero. Cris: Já estamos atrasados, sua mãe está esperando, vamos Santi. Eu estranhei o jeito de Cristhian ele parecia muito nervoso. E saiu arrastando o menino eu fui atrás. Alfonso: Que isso, Cara. Tá nervoso com o que? A mãe dele não vai brigar só porque você me apresentou a ele? Santi: A minha mamãe é a. Cristhian tapou a boca do menino. Eu achei isso estranho eu já entendi que ele não queria que eu soubesse nada da tal amiga dele. Cris: A mãe dele não gosta que ele conheça pessoas novas sem ela está presente, coisas de mãe paranóica, sabe? - Cris? Ouvi a Maitê falar. Me esqueci completamente da Maitê, me amaldiçoei por fazer isso com ela. Cris: Oi May! Maite: Que menino lindo! Cris: Filho de uma amiga! Maitê: Quanto anos você tem? Santi: Tenho 5. Maitê: Nossa! Ele é a sua cara Poncho, se eu não conhecesse seu passado eu diria que essa criança é seu filho. Cristhian arregalou os olhos. Santi: Eu não tenho papai! Maitê: Por quê? Santi: A mamãe disse que ele não pode ficar com a gente. Disse triste e eu fiquei sensibilizado com a tristeza daquela criança. Cris: Precisamos ir. Ele nem esperou simplesmente pegou o menino e foi embora. Maitê: Aquele garoto se parece muito com você, será que não tem um filho perdido por aí? Disse brincando, mas eu gelei por dentro o menino tinha meus olhos, os cabelos escuros, mas isso não quer dizer nada, ele se parecia comigo sim, mas não só eu que tenho olhos verdes, ele tem o meu nariz também. Ele tem cinco anos, impossível isso, eu não relacionei com ninguém depois da Anahí. Não! 5 anos seria o tempo que ela foi embora! Ela não podia está grávida, não é mesmo? Ela não esconderia um filho de mim, esconderia? É claro que esconderia ela acha que eu a traí, a amiga do Cristhian é a Anahí, por isso o nervosismo dele, eu preciso tirar isso a limpo, eu não consigo nem imaginar um filho meu com a Anahí e que tenha me escondido isso, mas e se eu tivesse um filho? Um filho com a mulher da minha vida! Um filho que perdi a vida durante 5 anos. Eu não ia prolongar mais as coisas eu ia atrás da verdade agora. Alfonso: Maitê, eu preciso ir embora! Maitê: Aconteceu alguma coisa? Alfonso: Eu preciso resolver uma coisa agora mesmo! Maitê: Tudo bem! Eu só sai daquele restaurante deixando Maitê em casa e fui procura a pessoa que iria me dar todas as respostas que eu procurava. Não me importava nada, eu iria até o inferno esclarecer todo o meu passado que foi fodido pela única mulher que amei.
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