Capítulo 4

809 Words
Anahí Hoje seria a minha conversa com a Dulce, eu estava com muita saudade da minha amiga, ela me fez tanta falta durante os anos que eu morei fora, todas as dificuldades que tive que passar durante a minha gravidez. Santi estava agitado, fiquei com ele a manhã toda brincando no parque, ele tinha adorado, até nisso havia puxado ao pai, Alfonso adorava natureza, praias e parques. Tirei o dia para curtir o meu filho, sei que ele ainda esta se adaptando a cidade. Santi: Mamãe, aquela sua amiga vem aqui? Anahí: Sim, meu amor. Ela vem aqui para conversar com a mamãe. Santi: Ela tem o cabelo diferente. Anahí riu Anahí: É verdade, meu amor. Santi: Posso pintar o meu também? Anahí: Não filho, você tem os cabelos tão bonitos, meu amor. Santi: Mas eu queria pintar! Anahí: Só quando for grande. Santi: Vai demorar muito? Me perguntou com curiosidade. Anahí: Vai demorar um pouquinho. Santi: Vamos brincar mais então, mamãe. Anahí: Mais? Perguntei sorrindo. Santi: Muito mais. O vi sorrir abertamente e aquele sorriso sempre me derretia. Eu brinquei com meu príncipe até tarde, depois eu dei um banho nele, tomei o meu e fomos almoçar fora. Chegamos ao restaurante, logo fiz meus pedidos e foi um custo fazer o Santiago comer legumes, ele é muito r**m para comer legumes e verduras, com isso me recordo de como o Alfonso reclamava que eu não me alimentava direito, por isso não obrigo tanto o Santi, porque nisso ele é igual a mim, pois é nas piores coisas ele me puxou. Como é a vida, né. Tomamos sorvete como sobremesa, adoramos sorvete, o dia estava maravilhoso. Até ver meu pior pesadelo entrar no restaurante, Camila entrou acompanhada das suas amigas, rindo como uma i****a, eu congelei no lugar, toda a cena daquela noite veio a minha mente e o medo dela ver a mim e ao meu filho me apavorou, ela não poderia saber de jeito nenhum que eu tive um filho de Alfonso. Assim que ela sentou à mesa com suas amigas, eu chamei o garçom e pedi urgência com a conta, assim que ele trouxe, paguei e nem esperei troco, eu peguei o Santiago, corri ao máximo para fora do restaurante, eu tinha plena certeza que estava assustando meu filho, ele me olhava com cara de choro, eu também tinha vontade de chorar olhar a Camila era reviver toda a dor que senti naquela noite, eu olhava para o meu filho, tinha vontade de chorar, poderia estar junto com Alfonso, poderíamos ser uma família feliz, mas ele me traiu, a mãe dele me humilhou, a Camila deveria rir de mim, na verdade, todos deveriam rir de mim. Como fui i****a. Como me iludi. Horas passaram e eu acalmei o meu menino, assistimos um filme juntos, ele adorava Meu Malvado Favorito, fiquei com ele, até que ele dormisse, em seguida ouvi a campainha tocar, sabia que era Dulce, eu já tinha liberado a entrada dela. Assim que abri a porta meus olhos ficaram rasos de lágrimas, ela estava com Cristhian e Ucker, eu não conseguia acreditar que estava diante dos meus amigos, antes de qualquer reação minha Cris logo me envolveu em um abraço forte e então pude derramar minhas primeiras lágrimas, era um choro guardado por anos, pela ausência deles, por tudo que vivi sozinha sem o apoio deles, a saudades que senti e de como tive que me afastar deles. Cris: Não acredito que está de volta, eu senti tanto a sua falta. Ouvi sua voz embargada e pude percebe que todos choravam Anahí: Eu senti falta de vocês em cada segundo da minha vida. Cris me soltou. Ucker: Annie... disse e me abraçou. Anahí: Bebê! Cris: Eu ainda não acredito que estou te vendo. Anahí: Entrem. Eu disse após me soltar de Ucker e abraçar Dulce. Dulce: Agora você vai nos explicar direitinho, porque sumiu todos esses anos. Me falou direta. Como era o seu jeito de ser. Anahí: Eu vou contar tudo a vocês! Eu ainda não me sentia preparada para falar em voz alta tudo o que aconteceu em uma das piores noites da minha vida, tirando a noite do acidente em que perdi meus pais e fiquei sozinha no mundo, a traição de Alfonso me desabou por completo. Eu encarei meus amigos sentados no sofá da sala esperando que eu começasse a falar, respirei fundo, talvez fosse bom eu finalmente me abrir com alguém, afinal nunca contei nada a ninguém, nem externei minha dor, eu a guardei para mim, guardei na minha mente e fechei-me para o mundo, ao invés de externa-la eu a interiorizei. Fechei meus olhos e as lembranças vieram, foi então que as lágrimas caíram antes que pudesse controla-las, comecei a contar a eles como tinha ido embora e o motivo pelo qual sumi sem contar nada a ninguém.
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