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1134 Words
Luma Cheguei em casa, tomei um banho bem demorado, lavei o cabelo, depois sequei e me deitei um pouco. Coloquei o telefone para despertar e tentei cochilar, mas não consegui. Fiquei rolando de um lado para o outro, pensando: "E quando o Dogão me chamar? O que vou fazer? Ou melhor, o que ele vai fazer comigo?" Eu não estava pensando muito bem quando me ofereci para ele, mas agora vou ter que lidar com as consequências do que falei. Espero que ele se esqueça de mim, mas, como deu um desconto muito grande na dívida do meu irmão, acho difícil que ele não lembre. O telefone despertou, e eu me levantei. Coloquei uma calça e um cropped, deixei meu cabelo solto e fiz uma maquiagem leve. Mesmo indo trabalhar, não vou ficar toda esculachada, né? Deus que me defenda! Depois, o povo desse morro vai ficar falando m*l de mim, porque é só isso que sabem fazer da vida. Saí do meu quarto e fui bater na porta do Thiago. Ele abriu com a cara amassada, mas já estava arrumado para trabalhar. Thiago: Na moral, teu corpo não tá pesado não? Porque o meu tá. Luma: Já estou acostumada a trabalhar. Quando eu deitar na cama, vou apagar, mas, por enquanto, ainda estou de boa. Thiago: Espero que meus amigos não estejam nesse pagode. Luma: Não entendo essa vergonha que você tem de trabalhar. Sinceramente, não consigo colocar isso na cabeça de uma forma normal. Mas vamos logo, não tô afim de brigar com você de novo. Fomos em direção ao pagode, que já estava lotado. Fui direto ao bar e avisei o Seu Joaquim que o Thiago iria trabalhar comigo hoje. Ele gostou, porque, em dia de pagode, o bar fica cheio e a diária é boa. O Thiago ficou no balcão anotando os pedidos, enquanto eu ia até as mesas servir. Mas, quando olhei para o camarote, gelei. O Dogão estava lá com uma mulher sentada no colo dele. Não é como se eu me importasse, mas não queria bater de frente com ele para ele não lembrar da minha existência e cobrar a dívida do meu irmão. Voltei para o bar para pegar meus pedidos e levar às mesas, mas o Seu Joaquim me chamou no canto. Joaquim: Filha, vou precisar que você fique servindo o camarote. Eles estão pedindo muitas coisas e reclamando da demora. Não posso deixar eles estressados. Luma: Pô, Seu Joaquim, não tem como pôr outra pessoa? Joaquim: Tá todo mundo correndo. Luma: Tudo bem. O Thiago já tinha anotado o pedido deles, colocou os baldes no balcão, e eu fui levando para o camarote. Não era nada muito pesado, porque eles só bebem whisky com água de coco. Comecei a colocar os baldes em cima da mesa e senti olhares queimando em cima de mim. Quando olhei para o lado, o Dogão estava me encarando, mas não falou nada, graças a Deus. Voltei para o bar, e, do nada, uma mulher esbarrou em mim. Quase caí no chão. Quando olhei para o lado, vi que era a mulher que estava sentada no colo do Dogão. Viviane: Por que você estava dando mole pro meu macho, sua put.a? Tá querendo ganhar um corte nessa cara de p*****a oferecida? – ela gritou, colocando o dedo na minha cara. Luma: Eu não estava dando mole para ninguém. Se coloca no seu lugar. Eu estou trabalhando, é p**a é você. Quando terminei de falar, ela me deu um tapa na cara. Eu não sou de confusão, mas rostinho que minha mãe beijou p**a nenhuma bate. Avancei nela com tudo, joguei-a no chão, subi em cima dela e comecei a distribuir tapa na cara. Ela tentou se soltar, mas não conseguiu, porque eu prendi os braços dela embaixo das minhas pernas. Ela já estava sangrando quando senti alguém puxar meu cabelo e me jogar longe. Era outra mulher que estava no camarote. Bia: Quem você pensa que é para encostar na mulher do chefe? – ela falou, ajudando a outra a se levantar. Luma: Eu estava de boa, trabalhando, e essa vagabunda bateu no meu rosto. Tá pensando que tem filha nesse c*****o? Quando terminei de falar, as duas vieram para cima de mim. A música parou, porque a porrada ficou feia. Elas estavam me batendo, e foi aí que senti alguém puxando uma delas. Michele: Que isso, monas? Duas contra uma? – ela falou, batendo no rosto da amiga da p*****a que veio de graça. A briga ficou ainda pior, e eu já estava batendo com a cabeça da galinha no chão quando ouvi o barulho de um tiro. Soltei-a na hora, porque não sou mulher de ferro. Dogão: Que c*****o é esse aqui? Viviane: Amor, eu estava indo no banheiro e essa maluca me atacou. Disse que eu tinha que sair do colo do homem dela – ela falou com voz de choro, e ele me encarou. Eu comecei a rir, aquelas risadas sem humor. Todos pararam para me encarar, e eu falei: Luma: Gata, até parece que eu ia brigar por causa de macho. Desce do palco que, na tua vez, nem loira a Xuxa é. Eu estava trabalhando e você veio de graça, falando que eu estava olhando. Agora não posso mais olhar pro alecrim? Tenho que fazer a cega? Até aí, suave. Continuei de boa, mas você bateu no meu rosto, pensou que tinha filha, e eu desci a mão em você. Michele: E a coleguinha aqui foi pra cima da Luma juntinho com esse projeto de p**a aí. Ele olhou para a mulher com uma cara de ódio. Dogão: Tá de s*******m, filha da p**a? Eu te trago para um evento e tu faz graça com trabalhadora? Viviane: Você vai acreditar nessa daí? Luma: Se ele vai acreditar ou não, eu não me importo. Só sei que preciso trabalhar, porque meus boletos não vão esperar essa treta se resolver – falei, tentando sair de perto, mas ele segurou meu braço. Dogão: Não quero você arrumando briga no meu morro. Luma: Então coloca tua p**a no lugar dela, eu hein. Acha mesmo que eu ia perder meu tempo brigando por você? Seja menos, né? Joaquim: O que está acontecendo aqui? Viviane: Sua funcionária me atacou. Luma: Eu não fiz nada! Viviane: Fez sim! Eu quero que ela seja demitida agora! Luma: Tá maluca? Viviane: Agora! O Seu Joaquim me encarou durante alguns minutos e disse: Joaquim: Vai pra casa, Luma. Luma: Eu vou te matar, sua vagabunda! – falei, indo para cima dela, mas o Dogão me segurou. Dogão: Chega de patifaria no meu evento! Luma: Quer saber? Vai pro inferno junto com a sua p**a, seu merda – falei, empurrando ele e saí andando. Michele: Amiga, espera! – ela falou, vindo atrás de mim.
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