********CAIO********
Desde o dia em que prendi aquela garota, não consigo tirá-la da minha mente, especialmente após vê-la saindo de mãos dadas com o rapaz que a libertou. Acredito que ele seja o namorado dela e isso está me deixando extremamente ciumento, mesmo sem conhecê-la bem. Sinto a necessidade de vê-la novamente para entender quem é essa mulher intrigante que, de alguma forma, se fez presente em meus pensamentos e não consegue se afastar.
Estava em meu escritório na delegacia quando Juliana entrou sem bater e se sentou à minha mesa. Juliana é uma mulher atraente e já tivemos um breve relacionamento, mas nada que despertasse sentimentos da minha parte. No entanto, ela insiste que devemos ter algo mais sério.
Juliana: Estou te achando tão distante esses dias, Caio. Que tal sairmos daqui e irmos tomar uma cerveja no bar? Depois, você poderia me fazer companhia até em casa.
Ela começou a acariciar meu rosto, e eu segurei sua mão, levantando-me e me afastando dela.
Caio: Juliana, vamos separar as coisas. Você é linda, mas eu não sinto amor por você.
Juliana: Eu não compreendo essa sua mudança repentina. Nós nos damos tão bem, tanto na cama quanto no trabalho. O que te impede de se apaixonar por mim? Eu sei que você gosta da minha companhia.
Ela se aproxima de mim e, ao tentar me beijar, eu me afasto.
Caio: Chega, Juliana. Já deixei claro que não quero isso. Pare com essa insistência. Procure alguém que esteja interessada em você. Nós somos parceiros de trabalho e não quero misturar as coisas. Sempre te deixei isso evidente. O que aconteceu entre nós foi um erro, e não irá se repetir.
Juliana: Como você pode afirmar que foi um erro, Caio, se você sempre me procurava?
Caio: Eu não imaginava que isso faria com que você me perseguisse como está fazendo agora, eu errei em me envolver com você. Todas as mulheres com quem tento me relacionar, você parece fazer questão de afastar. Isso é suficiente, Juliana. Volte ao seu posto; aqui não é o lugar para essa conversa.
Juliana:Isso não vai ficar assim, Caio.
Ela sai da sala, batendo a porta, e eu me sento novamente.
Que mulher difícil, que não sabe separar as coisas.
Peguei a chave da minha viatura e fui fazer ronda pela cidade.
Estava circulando pela cidade e decidi passar por uma área onde, há alguns dias, tinha recebido denúncias sobre a realização de corridas ilegais. Ao me aproximar do local, avistei a feiticeira que não sai da minha mente pilotando uma motocicleta. Sem considerar as consequências, acelerei o carro e a ultrapassei, posicionando-me à sua frente.
O que a deixou extremamente irritada ela retirou o capacete e desceu da moto.
Que mulher extraordinária! Ela certamente será a minha perdição. À medida que se aproxima, sinto-me impulsionado a ir ao seu encontro.
Letícia: Qual é o seu problema, cara? Não é porque você é policial que pode fazer o que quiser. Não está certo atravessar o seu carro no meu caminho.
Aproximo-me dela e fixo meu olhar nos olhos que tanto me cativam.
Caio: Posso te fazer uma pergunta? Você é alguma feiticeira?
Letícia: Você está maluco, cara? Que conversa é essa de feiticeira?
Caio: Desde o primeiro dia em que te vi, não consigo tirar você da minha cabeça.
Letícia: Você só pode estar brincando! Você atravessa o meu caminho e vem perguntar se eu sou feiticeira, além de dizer que não consegue me tirar da cabeça. O problema é seu, policial! Agora tira essa p***a de carro da minha frente ou vou passar minha moto por cima.
A garota não se deixava abater, e a cada momento, eu me sentia mais atraído por ela, desejando domar essa fera.
Caio: Se é isso que você deseja, não vou ceder. Você terá que passar por cima de mim, então.
Letícia: Cara, você me levou para a prisão e agora vem com esse discurso estranho, achando que por ser policial eu não teria coragem de enfrentar você.
Caio: Você sabe perfeitamente o motivo pelo qual precisei detê-la. Você estava envolvida em uma corrida ilegal e, diante dessa situação, não poderia deixá-la em liberdade. No entanto, seu namorado foi até lá e a liberou, correto?
Ela começou a rir e dirigiu-se em direção à sua moto. Estávamos em uma rua com pouco movimento de carros, o que era favorável para mim. Fui atrás dela e, antes que conseguisse subir na moto, a puxei, fazendo com que seu corpo colidisse com o meu.
A boca dela era uma verdadeira tentação, e sua respiração tornava-se cada vez mais acelerada devido à nossa proximidade. Estava difícil conter o desejo intenso de beijá-la.
Letícia: Você ficou maluco? Você tem ideia do que sou capaz de fazer com quem me toca sem a minha permissão?
********LETÍCIA*********
Esse policial estava colocando minha paciência à prova. Ao ser puxada por ele, acabei colidindo contra seu corpo, o que fez meu coração acelerar de maneira incomum. O que estava acontecendo comigo?
Letícia: Você ficou maluco? Você tem ideia do que sou capaz de fazer com quem me toca sem a minha permissão?
Caio: Eu adoraria saber.
Você não imagina o quanto desejo beijar seus lábios, que são uma verdadeira tentação, me convidando para um beijo.
Ele desliza os dedos pela minha boca de maneira sedutora.
Olhei em seus olhos e percebi o ardente desejo que ele sentia por mim. Movida por esse impulso, tomei a iniciativa e o beijei.
Ele envolveu minha cintura com uma das mãos, enquanto com a outra segurava meu cabelo, intensificando nosso beijo, que se tornava cada vez mais envolvente. Ao final, decidi encerrar o beijo e o empurrei.
Letícia: Pronto, atendi ao seu desejo. Agora, me deixe em paz.
Tentei passar por ele para subir na minha moto, mas ele segurou meu braço.
Caio: Me diz onde posso te encontrar? Qual é o seu nome? Depois desse beijo, como você acha que eu vou ficar?
Letícia: Meu nome é Letícia e a gente vai se esbarra por aí, policial Caio.
Subo na minha moto, pisco para ele e acelero ao máximo, saboreando o gosto do beijo dele em meus lábios.