Capítulo 3

1336 Words
    Giulia Acco         Hoje era para ser um dia feliz em minha vida,mas não é. Completo os meus 15 anos,de muita infelicidade. Nunca tive alguém para me acordar dizer parabéns. A única pessoa que fica feliz por mim e Giovanna,que já está tão idosa que até temo não tê-la mais por muito tempo. Nos dias de hoje dizem que é nomão garotas saírem,divertirem -se, namorarem,  etc;com a minha idade eu não fiz nenhuma dessas coisas,sempre foi proibido para mim qualquer tipo de demonstração de felicidade. Para que isso? Será que vou morrer sem nunca ter experimentado a alegria de viver,de se ter alguém por perto? Nunca tive uma festa de aniversário,nenhum momento que possa me recordar ou contar para meus filhos,caso eu tiver,já que vivo enfurnada trabalhando e não vejo pessoas como que namorarei ou casarei?! Ou melhor,como conhecerei alguém?  —Figlia mia, buon compleanno!!!!Ti amo!  —Vo Giovanna me felicita,eu só tenho ela e agradeço imensamente por tê-la  —Nonna!Ti amo!!—lágrimas escorrem pelos meus olhos,como forma de agradecimento por tudo. Ela me estende um pedaço de bolo de chocolate e canta parabéns para mim sozinha. Apago as velas e abraço minha vozinha novamente.      Agradeço por mais um ano,e peço perdão a Deus pelas vezes que pedi para morrer ou que pensei em cometer algo grave a respeito da minha vida. Não devo ser justiceira,Deus sabe o que faz. Eu nunca pude ir à igreja livremente,sempre fui escondida,pegava umas roupas e cobria leu rosto,além de sentar escondida para ouvir a missa e rezar,já que aqui no Paraná vivemos tipo em uma vila,seria uma vida feliz,tem mercado, igreja, parque, casas e casas, lojas, restaurante... tudo  da máfia      Geralmente as esposas do Mafioso tem essa liberdade para cuidar de restaurantes,lojas etc. trabalhar por aqui. Se bem que nem precisam deslocar já que tem praticamente tudo por aqui. As crianças inocentes brincam no parque m*l sabem o futuro c***l que os aguarda. Já eu,coitada de mim,nem suspiro levemente,não posso nada,não sou nada. Sei disso por que a nonna me contou e quando fujo para ir à igreja já vi de longe tudo.      Como já deu a hora de se recolher,volto para a imundice que me deram de quarto,a nonna até tentou fazer eu ficar no dela mas impediram e ficaram vigiando para ver se eu ia para lá ou se ela me acolheria.      Deito e fico olhando para o teto. Às vezes é bom imaginar como seria ter uma mãe ou pai para me contar histórias,acariciar meu cabelo quando eu acordar de um pesadelo,para me abraçarem,dizerem "bom dia,Boa  noite,te amo" ou ir à escola. Sempre quis ir à esfola,mas nunca pude,às vezes o cappo libera um professor para mim,mas quando dou uma "boa garota" e quando isso não ocorre,a nonna me ensina o que sabe.      De repente a porta é forçada,apavorada estou,quem seria a uma hora dessas? Prefiro ficar quieta assim desistem.      Mas nada e desistirem,continuam forçando a porta,meu coração está saindo pela boca,busco pelo quarto objetos que possas forçar a porta mais e impedir que abram mas só encontro uma cadeira que coloco na fechadura apoiada.      Espero um pouco e me acalmo,nada ocorreu,talvez era só um susto bobo.        Ou não. Dessa voz nem tentam forçar a porta,arrombam ela e a minha maior surpresa e ao encontrar Israel e Beatriz com ódio de mim. Ah não...De novo a inspeção dos olhos,m***a. Eles fazem isso é o pior é que nunca fui em médico de olho,não,a nonna disse que é oftalmologista. Eu aprendo rápido,sei ler e escrever bem,tenho facilidade quanto à isso,mesmo tendo poucas aulas,aproveito ao máximo.  —Pensou que ia fugir pestinha?—Senhor me proteja desse velho asqueroso nojento que me olha malignamente.  —RESPONDE!—ele se aproxima e eu me encolhi na cama,tentando procurar com os olhos algo naquele quarto imundo pra espantar eles. —N—n-não. —gaguejo para a alegria deles que adoram impôr medo em mim.  —O coitadinha dela,tá com medo sua ridícula. —ela puxa meus cabelos com força que pensei que iria ficar careca e nem dá para eu me defender até porque ela é mais forte e maior que eu,além do mais,o nojento tá perto e qualquer passo errado meu ,to morta.  —Sabe,você está ficando com os olhos dela,sinal de que já dei tempo demais para você. —ele fala e eu não entendo nada. Não sei porque essa fissuração deles com os olhos que tenho ou a cor deles, e nem sei que diachos de sinal é esse,o que me espanta mais    —Já está na hora Israel,ela estão quase iguais na aparência. —ela fala inocentemente que nem parece ela. Não sei,ela manipula ele direitinho e eu fico igual cego perdido em tiroteio sem entender nadinha de nada. Não sei porque tenho que parecer alguém que nem sei como é e porque isso abala ele,fazendo com que ela use isso a seu favor,desestabilizando esse i****a todo o instante. Sempre que ela me compara a essa pessoa X,ele fica doido.  —Tem certeza?—ele pergunta já manso e não zangado como estava  —Absoluta lembra que vi ela nessa idade?—ela afirma cautelosa e firme como se fosse verdade.  —Verdade—ele encara ela nos olhos e de repente se vira para mim com um sorriso maligno que me faz congelar por dentro.     Sou empurrada para o chão sujo e nojento que tem ali,fazendo com que eu bata minhas costas no chão,doendo até a alma. Tento me desviar de seus braços mas nada. Não consigo,me debati,chutei ele,que ria e tapava minha boca com aquelas mãos asquerosas.  —P-p-para. Não f-f-az nada  —Hora hora! Não fui o primeiro dela,mas serei o seu. Esse cabelo a gente dá um jeito e pinta de preto,perfeito. Agora Cala a boca pirralha.     Agora entendi as intenções desse homem. Meu Deus! Manda alguém para me salvar por favor,não deixa isso acontecer comigo,não me marca de mais infelicidade ainda,mais angústia,não aguentaria viver com mais essa vergonha e humilhação em minha vida.  —Caladinha,vou fingir que você é ela ok?    Quero vomitar uma ânsia sobe em minha garganta enquanto ele aperta a mesma com toda a força que possui. Não permita Deus que eu morte vivendo isso alguma vez.  —Ela são iguaizinhas,Israel. Ela ainda é mais nova.  —Verdade,eu quero ela agora. Elas têm que ser iguais  —E são  querido,são tão iguais que você nem imagina.  —Ótimo,Beatriz. Você é um gênio . Eu não tive quem eu queria,mas tenho a cópia dela!    Eu não entendo nada. Eles parecem que tão falando em código,esse homem e uma espécie de louco sem medida que faz o que quer com o apoio dessa c****a velha horrorosa.   —Isso querido. Você esperou  por  isso muito tempo,aproveite agora e sacie o quanto quiser. Lembra do que ela te fez e do que podia ter feito com ela.      Ela só piora tudo. Ele me aperta mais forte e rasga minha camisola passa aquelas mãos nojentas pelo meu seio,tento tirar mas levo uma coronhada fortíssima.  Cada vez só piora. Eu chorei compulsivamente. Nãããoooooooo!!!!!!! —SOCORRROOOO!!!NAO!!!AJUDAAAAAAA!!     Eles me impedem de gritar mais  ela me  segura e ele age passando as mãos pelo meu corpo,ele tira a sua roupa  e sou obrigada a ficar de frente para aquela nojeira dele, logo eu. Ele quer tirar minha virgindade a força. Ele vai me estuprar e ninguém fará nada. EU NÃO TENHO  NINGUÉM.  —Seja boazinha ou vai querer morrer assim,sem nem aproveitar. Eu sei que ela ia gostar mais ela não quis então farei com você.  Mas de novo a comparação com não sei quem. E dessa vez pior,ele me dá socos e chutes,tudo isso pelado ainda,aquele corpo nojento. Quero vomitar ainda,mas fica tudo travado em mim,ele zanga-se e põe a arma na minha cabeça enquanto com a outra mão continua me beijando,a força,porque não quero,tenta me desvencilhar mas com a arma é impossível. —Quer morrer sua v***a? Você tem que ser igual a ela tá me entendendo?—ele é obcecado por "ela".  —Prefiro morrer.  Me Mara logo seu nojento!     Quando ele tirou a arma da lateral do meu rosto e apontou pro meu coração,um tiro foi dado e a Beatriz caiu no chão,em seguida o velho nojento,eu  já estava tão fraca que nem consegui ver o anjo que Deus enviou para me salvar de tamanha crueldade.
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