O silêncio da sala parecia sufocante. O relógio antigo na parede da mansão marcava cada segundo como um tambor fúnebre. Miguel estava em pé, o envelope com o resultado do DNA ainda em sua mão. Isabela ao lado, inquieta, torcia as mãos numa encenação m*l ensaiada. Helena observava os dois com olhos cansados, mas ainda carregados de autoridade. Miguel respirou fundo e, com firmeza, jogou o envelope sobre a mesa de mármore. — O filho não é meu. — disse, com a voz grave, que ecoou pelo salão. — Esse casamento de fachada acabou. O acordo está desfeito. Isabela empalideceu, mas manteve-se em silêncio. Sabia que qualquer palavra poderia ser usada contra ela naquele tribunal familiar. Helena, no entanto, não reagiu como Miguel esperava. Não houve gritos, nem choque. Apenas um olhar demorado, c

