O apartamento de Isabela estava em penumbra, iluminado apenas por velas caras que exalavam um perfume doce. Helena sentava-se à cabeceira da mesa de jantar, de vestido escuro, os olhos duros como vidro. Isabela servia vinho, mas havia mais veneno do que celebração em seus gestos. — Miguel pensa que venceu. — disse Helena, com um sussurro ácido. — Mas a arrogância dele será a ruína. Isabela bebeu um gole antes de responder. — Ele sempre acreditou que podia manipular todos. Fingiu ser meu marido, usou minha imagem, depois me descartou como lixo. Eu quero vê-lo cair, Helena. Quero vê-lo implorar. Helena inclinou-se para frente. — Então vamos transformar esse desejo em ação. As duas abriram uma pasta de documentos sobre a mesa. Ali estavam relatórios antigos, notas fiscais suspeitas, con

