Isabela despertou naquela manhã com um único pensamento: “Chega de ser marionete.” Odiava admitir que Helena ainda mexia com seus medos, mas sabia que, se continuasse se calando, seria engolida viva. Precisava virar o jogo antes que fosse tarde. Pegou o caderno onde anotava lembranças dos anos que convivera com a matriarca. Ali estavam detalhes de reuniões secretas, contas em paraísos fiscais, acordos ilegais. Não eram provas jurídicas — ela já havia entregue o essencial ao Ministério Público —, mas eram informações suficientes para expor a face mais sombria de Helena diante da opinião pública. — Se ela gosta de jogar com a imprensa, vou jogar melhor. — murmurou. --- À tarde, procurou discretamente o mesmo repórter investigativo que havia lhe mostrado os vazamentos contra ela. Sentara

