A caneta riscou o papel pela última vez. O advogado sorriu, satisfeito. — Está feito, senhor Castro. A partir de agora, não há mais vínculo algum com os Azevedo. O senhor está oficialmente livre. Miguel fechou os olhos por um instante, absorvendo o peso daquelas palavras. Livre. Cinco anos de fachada, de obrigações e mentiras, finalmente tinham acabado. Levantou-se, cumprimentou os advogados e respirou fundo. — Agora, posso começar de novo. — murmurou, quase para si mesmo. Do lado de fora do prédio, Ana esperava, ansiosa. Gabriel brincava no banco do carro com seus brinquedos. Ao ver Miguel se aproximando, ela sorriu. — Então? Miguel abriu a porta e se inclinou, os olhos brilhando. — Então acabou. Estou livre, Ana. Livre para vocês. Ela sentiu o coração acelerar. Quis acreditar qu

