Isabela passava os dias em silêncio. O último bilhete de Helena ainda repousava sobre a mesa, como uma serpente prestes a picar. As palavras ecoavam em sua mente: “Se quiser renascer, precisa obedecer.” Mas quanto mais pensava, mais percebia: obedecer Helena era aceitar ser marionete para sempre. Diante do espelho, observava sua própria imagem. O rosto ainda bonito, mas marcado pelo cansaço e pela rejeição pública. — Eu não sou mais a princesa dos negócios. — murmurou. — Mas também não vou morrer como sombra de Helena. Pegou o bilhete, rasgou-o em pedaços e jogou no lixo. O gesto foi pequeno, mas simbólico: pela primeira vez, decidia se afastar da matriarca. --- Na prisão, Helena aguardava ansiosa por uma resposta. Quando o mensageiro voltou de mãos vazias, com a desculpa de que Isab

