capítulo 4

1106 Words
                         João Miguel Após nosso segundo encontro logo no início do festival ela se pois indiferente, fezendo de tudo para me evitar, más isso não faz com que eu desista apenas instiga ainda mais minha vontade. Tive várias pretendentes ao longo dele, más minha mente estava nela, do início ao fim. Até mesmo em meus sonhos. Sua pele morena cativante, seus cabelos negros como a noite, tão molhados como seu corpo nú em meu banheiro. Aquele beijo. Sonho com ela a noite toda, e nele ela retribui meus beijos como naquela manhã. Malú me deseja tanto quanto eu a ela, e é tão minha que a faço minha de verdade. Acordo desejando que fosse real, que aquela perdição estivesse aqui ao meu lado, que seus lábios fossem meus, que seu corpo fosse todo meu. Más estou sozinho como sempre. Só que hoje, a ponto de bala. Estou completamente e******o, louco de desejo. E isso só com um sonho. Na manhã seguinte começo meu dia com um bom banho, meu corpo estava pesado e Malu não saia do meu pensamento. Minha mente e meu corpo deseja tanto esta mulher que acabo fazendo uma coisa que não é um costume meu. A necessidade de imagina-la é tão grande que preciso me aliviar, então bato uma pensando nela, isso me relaxa um pouco. Tomo um café preto apenas, após isso saio rumo a fazenda de um amigo e sócio do meu falecido pai, preciso tratar de negócios com Rogério Calley. Sua fazenda fornecia gado para meu frigorífico e há um tempo que os contratos estão em aberto e ele não cumpre com sua meta. O sorriso toma meu rosto no instante que a caminhonete para na fazenda. O destino quer mesmo nos unir. Malú está lá, nos estábulos e de costas não percebe minha aproximação.                              Malú A noite passada foi um caus, tudo que desejo hoje é encontrar Luan e fazê-lo ver que sou dele. E apenas ele é dono do meu coração. Más o destino parece ter outros planos, não tão simples quanto os que eu mesma tinha planejado para mim. Estou nos estábulos completamente distraída e distante quando sinto um toque quente, um par de mãos que vão pegando-me pela cintura, eu pensava saber quem estava ali então me virei quase que no mesmo instante dando-lhe um beijo apaixonado, querendo fazer as pazes sem nem mesmo dizer uma palavra. Já estava presa de mais naqueles lábios quando percebi que não era Luan ali. E o pior, é que pela segunda vez eu me rendo a ele. Seus lábios são insistentes, provocantes e devoradores. Eles são tão intensos, tão fáceis de se perder, que eu me perco, me perco em seu beijo, em seus braços que vão me levando cada vez mais para junto de ti, me deixei levar, mais uma vez eu não consegui resistir, acabei me rendendo ao intenso beijo que ele me dá. Más minha lucidez volta com tudo e me arrependo de imediato. _ Isso foi um erro. — Digo e tento me afastar dele. __ Desta vez foi você quem me beijou minha linda. __ Sua voz rouca e grave faz com que meus olhos se direcionem aos seus lábios, que estão sujos com meu batom. __ E porquê. Deixa para lá. Me solta. Ele balança a cabeça se negando. Logo sua mão segura meu pescoço e leva minha boca para sua novamente. Depois de um beijo longo ele me encara com tom vitorioso. __ Você me beijou, eu te beijei. Agora só falta vc me beijar de volta para sair vitoriosa. — Ele sorri. Empurro ele para longe. __ p********o! __ Eu sou o p********o né, mais tô começando achar que você gosta desta minha perversidade. Seu sarcasmo é evidente, e sorrindo ele sai me deixando ali com os nervos a flor da pele. __ É um i****a convencido mesmo... Não percebo de imediato mais Luan está bem atrás de nós, e viu e ouviu tudo o que se passara aqui e sem deixar que eu me explique ele sai montado em seu cavalo. E também, eu explicaria o que? Que por três vezes eu beijei um desconhecido e que eu gostei? __ Inferno! O que tá acontecendo comigo.                           João Miguel A todo tempo eu sabia que bem atrás da gente estava seu namoradinho, então fiz com que o nosso beijo, os dois beijos na verdade, fossem o mais intenso possível para que ele assistisse tudo de camarote. A quero para mim, e passarei por cima de quem for preciso para tê-la. Vou em direção a cede onde encontro Rogério e então posso ver o motivo pelo qual ele já não cumpre suas metas. Fico chocado ao vê-lo preso a uma cadeira de rodas. Após uma longa discussão adentra o escritório uma senhora não nova mais belíssima, digamos que ela soube cuidar-se bem e os anos não parecem ter passado para ela. __ Será que posso conversar com nosso convidado amor? __ Ela pergunta a Rogério que atende seu pedido e posso ver o controle que ela exerce sobre ele. Ele sai nos deixando a sós. Ainda não entendia o motivo de tal pedido mais não demora muito para que eu compreenda e goste de tratar de negócios com ela envés de seu marido. __ Eu vi como olhava para minha filha no festival, também vi como se beijaram alguns minutos atrás, quem sabe com uma união entre nossas famílias possamos resolver este assunto tão desagradável. — A bela senhora é direta e sagaz, más confesso que ela pode ter me pegado de surpresa. Não é todo dia que vemos uma mãe, propondo vender a própria filha para quitar uma dívida. __ Sua filha não me corresponde para tanto senhora, acho que ela não estaria disposta a tal coisa. — Respondo, más ela não parece desapontada com minhas palavras. __ Não seja t**o querido, só o que precisamos fazer e que ela abra os olhos e se desiluda de vez com seu namoradinho, você verá que rapidinho ela enxergará onde realmente se encaixa. __ Vocês se casam, você esquece nossa dívida, família unida. O que acha? Nunca avia cogitado a ideia de comprar uma mulher, nunca precisei de mais que algumas palavras para ter qualquer uma, más Malu, ela não é qualquer uma, ela me trás de volta tudo que Maria levou e neste momento não me importava mais nada, eu só quero a fazer minha. __ Eu aceito senhora. É, a minha futura sogra parece que já planejava isto bem antes de que eu chegasse aqui, pois suas ideias e planos já são claros como que se tivesse pensado neles a tempos.
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