Ele não combina muito com todos os homens de terno e bem vestidos, exceto com seus jogadores, que têm um estilo semelhante. Embora Orion se destaque, ele emana poder em cada passo que dá, seu olhar exala zombaria e egocentrismo. No entanto, agora ele olha para mim com firmeza e serenidade.
— Não, você não — eu admito.
Minha resposta o faz sorrir.
— Eu não faço isso, eu não me encaixo, e você também não — ele vira o rosto, de modo que sua boca sussurra suas próximas palavras contra meu ouvido — Você também não quer se encaixar, Lyra, nasceu para se destacar.
Sua respiração me dá arrepios, mas seu comentário me faz sorrir. Orion se afasta de mim e, sem soltar minha mão, caminhamos até a mesa central.
Eu me sento em uma das cadeiras ao seu redor e, antes que eu me sente ao lado dele, ele puxa meu corpo em direção ao dele, fazendo-me cair em seu colo.
O blush cobre minhas bochechas em tempo recorde.
— Orion!
Ele ri, uma risada rouca, que faz meu corpo tremer no dele. Tento sair, mas ele coloca as mãos na minha cintura, impedindo.
Não está certo, não está certo de jeito nenhum e eu não deveria me sentir tão confortável com seu toque.
Ele é um assassino, ele é meu carrasco e isso é errado.
— Fique aí, Lyra — ordem.
— Ou o quê?
— Se você quer que eu te ensine a jogar, esta é a minha condição.
Eu bufo, mas fico no mesmo lugar, fazendo o maldito homem sorrir ironicamente.
Três homens de terno sentam-se à mesma mesa que nós, os homens de Orion cercam a mesa com as costas retas e firmes, Orion nem vacila, mantém a postura relaxada, sentado na cadeira. Uma de suas mãos repousa sobre minha perna, em um aperto firme. Sua outra mão está sobre a mesa, tamborilando os dedos despreocupadamente, mas seu rosto diz o contrário. Seus olhos repousam sobre cada homem, avaliando-os, analisando cada expressão corporal.
Ele faz um sinal com a mão e ele é revendedor.
Comece a distribuir as cartas.
Ele incorpora seu corpo e dá uma pequena olhada em suas cartas. Somente levantando as cartas minimamente, memorizando-as.
Dois reis.
Os jogadores verificam suas cartas e Orion fala no meu ouvido.
— Olhe para os rostos deles, Lyra, não importa quais cartas você tem, importa o que os outros têm, a expressão em seus rostos fala por si — explica. — O cara ao fundo tem algo de bom, seus rostos se estreitaram um pouco, como se ele estivesse contendo um sorriso. O da minha esquerda não tem nada de bom, embora queira parecer assim com sua postura confiante. Embora esteja tenso demais para tentar parecer relaxado, o pulso de suas mãos treme levemente. O homem à minha direita, por outro lado, ainda não revelou nada.
As apostas começam, o homem na parte inferior aposta mil dólares, os homens à esquerda e à direita combinam a aposta com as suas fichas, e o Orion diz-me para combinar a aposta com as nossas fichas, por isso faço-o.
Ele, revendedor, coloca as três cartas no centro da mesa, mostrando-as. Os dois primeiros não funcionam para Orion, mas o terceiro funciona como um rei.
Isso faz com que ele tenha três reis em sua posse agora. Os dois em seu maso, com o rei à mesa.
— O homem na defesa fará de tudo na próxima aposta, os fatos expostos servem ao seu jogo. O i****a da esquerda ainda não tem nada de bom, mas seu orgulho não lhe permite se aposentar. O da direita simplesmente desistiu, porque seu lábio tremeu ligeiramente para baixo.
É verdade, o homem ao fundo aumenta a aposta novamente para mil dólares, o da esquerda iguala a aposta, o da direita retira.
Orion me ordena aumentar a aposta para dois mil dólares, para que os dois homens restantes no jogo tenham a opção de pagar a aposta ou desistir.
Ambos empatam.
A quarta carta cai na mesa, o que não serve para Orion, porém, ele decide aumentar a aposta para três mil dólares, os homens na mesa igualam sua aposta.
A quinta carta cai sobre a mesa, então, no momento da aposta, Orion me diz para colocar tudo dentro.
Aposte tudo ou nada, o homem ao fundo iguala o valor de Orion, o da esquerda finalmente decide se aposentar, embora já tenha perdido tudo o que apostou anteriormente, tudo por causa de seu orgulho.
Eu movo as fichas, embora sejam algumas, então tenho que me inclinar sobre a mesa, fazendo o olhar dos três homens cair no meu decote. Orion quebra a língua irritado.
— Você tem dois segundos para parar de olhar para ela — ameaça — Ou será a última coisa que você verá, e eu darei à Lyra um lindo colar com todos os seus olhos.
Eles desviam o olhar imediatamente, seus olhos brilhando de horror diante da ameaça de Orion, o que me faz rir, e Lyra pisca para mim.
Ele, revendedor, vira a última carta que colocou na mesa, o homem lá atrás solta uma maldição, caindo contra sua cadeira, derrotado.
Um rei.
Orion vence com um Pôquer dos Reis.
Contra a casa cheia dos homens. Ele ganhou o pôquer porque acumulou quatro cartas idênticas, neste caso, quatro reis.
Orion acabou de ganhar sete mil dólares.
Grito alegremente e estico os braços, trazendo todas as fichas para mais perto da nossa cara. A Lyra ri de diversão ao ver minha emoção.
Os caras se levantam da mesa quando Orion faz um gesto para que seus homens os removam, deixando-nos em paz.
— Como você fez isso? — Eu questiono, intrigado.
— Com o tempo, consegui aprender a contar a massa de cartas após ver as primeiras cartas que aparecem, além de observar cuidadosamente a forma como a carta é embaralhada pelo revendedor. Quase sempre consigo adivinhar qual carta sairá antes do revendedor. Mostre-o, dependendo de como você coletou as cartas e como você embaralhou. Se eu falhar, sempre posso enganá-los.
— Refere-se a brincar com as expressões do seu corpo, enganando seus oponentes, fazendo-os pensar que você tem uma boa mão de cartas, quando na realidade você não tem nada.
— Isso foi incrível.
— É a sua vez, Lyra.
Duas das mulheres que estavam me olhando m*l anteriormente se aproximam, e outro homem.
Eu jogo várias partidas com a ajuda do Orion, e ele venceu, o que me faz gritar de alegria, e parece fazer ela rir, porque ele continua me ajudando a vencer.
Então, ele finalmente me deixa jogar sozinha, embora não perca a oportunidade de me ameaçar que, se eu perder o dinheiro dele, ele vai querer me comer.
“Preciso vencer.”
— Eu ganhei! Você viu isso, Orion? — Eu grito alegremente e abraço seu pescoço com meus braços enquanto escondo minha cabeça nele em um ato desenfreado, sua risada atinge meu ouvido e deixa uma de suas mãos envolvendo minha cintura.
Percebendo meu erro, deixei rapidamente de esperar que sua expressão irritada o tocasse demais, mas parece engraçado.
— Eu vi, Lyra, estou orgulhoso de você.
A palavra impacta meu sistema, me deixa tensa sob seu toque.
— Princesa?
Ele percebe, procura meu olhar, mas eu me petrifiquei.
— Diga de novo — sussurre.
Ele sorri calorosamente, entendendo o que lhe solicito e o contexto disso.
— Estou orgulhoso de você.
Sorrio muito e continuamos jogando.
Alguém está orgulhoso de mim.
Entro na mansão rindo com Orion e encontro os dois irmãos na mesa do escritório, com alguns mapas espalhados e várias marcas neles, concentrados, fumando um baseado cada, embora concentrem sua atenção em nós quando chegamos.
— Como foi? — Jak pergunta. Kael avalia todo o meu corpo lentamente.
—Foi ótimo!
— Eu ensinei a jogar — Orion explica.
— Tinham que ter visto seus rostos quando os deixamos sem dinheiro. — Ficou animada, rindo.
Kael sorri levemente, enquanto Orion se aproxima e coloca um dos meus cabelos atrás da orelha, a carícia na minha bochecha me faz corar levemente.
— A Lyra ganhou cento e cinquenta mil dólares hoje — Orion se gaba.
A informação deixa seus irmãos sob controle. Kael me avalia atordoado, fazendo meu rubor se acentuar.
— Olirion me ajudou um pouco. — Eu me defendo.
Kael ri e vem em minha direção, tenho os três ao meu redor, Kael encurta toda a distância entre nós e sua mão repousa sobre meu pescoço, sem apertar totalmente, só para me avisar que está lá. Tento não deixar meu corpo ficar tenso e mostrar o quão nervosa a proximidade deles me deixa.
Repito para mim mesmo internamente que eles são gângsters e que certamente estão planejando como se livrar do meu corpo quando ele não for mais útil para eles.
Ele avalia meu rosto, procura algo em meus olhos e parece encontrá-lo, então sorri.
— Vá agora, Lyra, conversamos amanhã.
E ele me deixa ir.
Caminho em direção à saída do escritório deles, os três me seguindo com os olhos até eu desaparecer do campo de visão deles, encontrando Flávio, esperando para me levar para o meu quarto.
— Ganhei cento e cinquenta mil dólares hoje, Flávio.
— Eu ouvi, Lyra, parabéns.
— Se não fosse sequestrada, seria milionária, certo?
Flávio ri do meu comentário, balançando a cabeça. Ele me leva para o meu “quarto”, mesmo que seja somente o maldito colchão velho que me deixa com as costas bagunçadas e as paredes pintadas de branco nojento que estão me deixando louca.
— Claro, Lyra.