CAPÍTULO 20

1008 Words
Orion Draven. Vejo a linda mulher caminhando em nossa direção, fico mudo, não tenho palavras para o fruto proibido que meus olhos estão vendo. É o pecado feito mulher, uma tentação em forma de demônio. Sua pele clama para que eu a marque com minhas mãos, suas pernas longas e bem torneadas, seu abdômen plano, suas curvas requintadas, seus s***s generosos que se destacam do pequeno tecido que os cobre. Sua figura se move como se estivesse em uma deliciosa dança erótica a cada passo que dá, aproximando-se, seu cabelo loiro parece brilhar ao sol, cai perfeitamente reto até a cintura e se move levemente na brisa fresca do mar. Chega até nós. Nenhum deles fala, nenhum se move, cada um com o olhar fixo no corpo de Lyra. Ela ri baixinho quando vê que nos deixou sem palavras, mesmo quando suas bochechas estão rosadas. O primeiro a sair de seu estupor é Jak, que puxa o corpo dela, sentando-a em suas pernas. Isso torna o rubor de Lyra ainda mais visível. Ela limpa um pouco a garganta, conseguindo recuperar a confiança, ficando confortável no corpo de Jak, olhando para nós com um sorriso divertido. — Eles vão permanecer em silêncio por mais tempo? Ou você pode me explicar quanto tempo ficaremos aqui? Kael também parece reagir, limpando ligeiramente a garganta e colocando o corpo na espreguiçadeira. Estamos em um pequeno terraço que se conecta à praia, tem várias espreguiçadeiras e vários de nossos homens armados nos cercam, inteligentes o suficiente para manter os olhos longe da vista incrível da praia Lyra em seu minúsculo maiô. — Partiremos amanhã cedo, até que nossos homens eliminem os homens dos Sallar — explica Kael. — Precisamos saber que a segurança em nosso terreno foi restaurada. A lyra parece querer dizer outra coisa, mas o pitbull que corre até nós rouba toda a sua atenção, seguido por uma das militares que corre atrás dele. — Ares! Volte aqui! Jak segura Lyra entre as pernas, que parecia determinada a conhecer o cachorro. Jak e o cachorro se aproximam um pouco até que ele sente o cheiro de Lyra, inclina o rosto levemente a ela estende a mão para tentar acariciá-lo. Uma leve carícia, embora me surpreenda totalmente quando Ares pula nas duas pernas e ataca. Ouço o grito que ela solta e fico alarmado ao pensar que é tarde demais e que o cachorro comeu. Mas, ao contrário de todas as nossas previsões, Ares começa a lamber o rosto de Lyra, que grita de alegria. Ela começa a acariciar o cachorro por todo o corpo, falando com ele com uma voz repugnantemente doce. — Que p***a é essa? — Kael exclama. A garota da escravidão fugiu aterrorizada quando ouviu Kael, que fica petrificado ao ver a lyra domar o cachorro assassino que resgatamos há alguns anos. Lyra continua brincando com o cachorro que se deitou na areia e deixa acariciá-lo. Ares é treinado para matar qualquer ameaça perto de nós, no entanto, ele parece ter se transformado em um cão de gelatina com a lyra. Isso não faz o menor sentido. Tento chamar a atenção de Ares, que não nos vê há algumas semanas e deveria estar aqui conosco e não fascinado por ela, que não para de acariciá-lo. — Ares, venha aqui. Obviamente, o cachorro nem olha para mim, ele continua fascinado pela beleza dela à sua frente. Nojento. Lyra ri alegremente, caminha em minha direção e senta-se ao meu lado, então Ares me ignora e finalmente se digna a se aproximar de Kael e Jak para dizer olá, que o acariciam com uma cara. — É lindo — diz ela. — Ele é um assassino, ele é perigoso, Lyra — eu explico. — Não me pareceu assim — encolhe os ombros — Por que ele não está na mansão com você? — Antes dele, mas em um ataque, eles conseguiram acertá-lo com uma bala em uma de suas patas — explico novamente, enquanto Kael e Jak acariciam Ares — Pagamos muito dinheiro para curá-lo, então não queremos que eles o machuquem novamente, então decidimos trazê-lo para cá. Ela liga novamente para Ares, que corre em sua direção, deixando de lado Kael e Jak, que reclamam. Ares não presta atenção neles, mas corre em direção a Lyra novamente, ela caminha em direção à água onde brinca com Ares. Seus quadris se movem a cada passo que ela dá, ela grita toda vez que Ares pula para derrubá-la na areia. Não me lembro de ouvi-la rir daquele jeito, seus olhos azuis têm um brilho que eu nunca havia visto antes. — Parece diferente, você não acha? Aceno com a cabeça para as palavras de Kael, ela parece diferente, mais radiante. A brisa do mar faz seu cabelo se mover de um lado para o outro e posso ver algumas pequenas cicatrizes escorrendo por suas costas, franzo a testa ao notá-las. Ela não falou sobre eles. Embora ela também não pareça ter vergonha deles. Um pensamento continua passando pela minha cabeça e parece fazer mais barulho agora que a vejo correndo na areia com meu cachorro assassino, que parece estupefato com ela no momento em que parece estar nos emburrecendo. Ela está rindo e correndo na praia cercada por gângsteres e nem hesita. Por quê? Acho que ela é igual a nós de alguma forma, sua alma está cheia de cicatrizes e aparentemente seu corpo também, cicatrizes que compartilham o mesmo carrasco. Ela está se tornando parte da matilha, ela não foge do perigo, mas o enfrenta de repente, ela não tem receio da dor, ela parece familiarizada com ele. Seus olhos azuis me consomem toda vez que ela olha para mim, seu rosto inocente que não contrasta em nada com o sorriso cínico que ela mostra toda vez que desce ao porão com Jak, o quão poderosa ela parecia ao meu lado no cassino enquanto enganava todo mundo. Aqueles homens, nem na petulância em seus olhos, nele armazém ao lado de Kael. Ela parece ter sido feita para sobreviver em nosso mundo.
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