CAPÍTULO 18

1922 Words
O corpo de Jak relaxa, como se estivesse em seu habitat natural, traqueia seu pescoço e toca seus nós dos dedos, enquanto um cara duas vezes maior que ele entra na gaiola. JaK é bem alto, com quase 1,85, mas o cara é enorme, e ele é uma massa de músculos e esteroides, que tenta intimidar Jak com seu olhar, mas o moreno somente sorri zombeteiramente, seus olhos filtrando todo o veneno que ele tem dentro, parecendo assustador. E não consigo desviar o olhar do corpo dele. As portas da gaiola caem, dois meninos organizando a luta acorrentam as portas, e o terceiro fala ao microfone explicando as regras do jogo. — Dois homens entram, posteriormente saem! Do lado esquerdo, o temido Jak Dravens! — a multidão o aplaude, mas ele somente se vira e olha para mim — Do lado direito, um dos assassinos mais procurados do nosso mundo, Isael Messias! » Lembro a vocês, competidores, quem conseguir matar seu oponente vence! Todos os acessos são válidos! Que comece a luta! A multidão enlouquece, e Isael ataca Jak em uma velocidade surpreendente, mas Jak se esquiva com a mesma rapidez. Ele parece um lobo caçando, seus passos são furtivos, ele se esquiva de cada golpe que seu oponente lhe dá, procurando um espaço, uma fraqueza, e quando a encontra, ele ataca. Isael lança um gancho de direita em Jak, do qual ele se esquiva facilmente inclinando seu corpo para trás, e antes que Isael tenha tempo de reagir e reorganizar seu corpo, Jak o chuta com força no joelho, na perna. O gigante cai no chão apoiado em um joelho, e Jak bate no maxilar novamente com um chute forte, e um contra as costelas, o que o faz torcer de dor, inclinando a cabeça para frente, o que Jak recebe com um joelho preciso. Ouvi dizer que seu nariz se fragmenta, mas nada o impede. Ele começa a socá-lo após soco, o homem no chão parou de se mover, mas Jak continua, seu rosto e punhos salpicados de sangue, mas ele não mostra um único sinal de dor, pelo contrário, ele parece estar se divertindo muito. Vê-lo em seu estado mais selvagem provoca algo em mim que não sei como explicar, mas me sinto encantado sem conseguir tirar os olhos dele, faminto por sangue à minha frente, me pego admirando o sorriso macabro que emoldura seu rosto a cada soco. Que atinge o rosto de Isael e inconscientemente aperto minhas pernas quando ocorre uma cócega irritante. Até que ele se cansa e o deixa caído no chão, morto. A multidão o aplaude, os responsáveis pela luta começam a abrir as fechaduras para retirar o corpo do homem, tentando não direcionar o olhar para a fera na jaula por medo de que ela também os ataque. Jak se aproxima do meu lado, a multidão se afasta do homem com os punhos ensanguentados que se aproxima de mim, mas eu não me afasto, pelo contrário, olho para ele, desafiador. — Você gostou? — Eu gostei. Ele ri, como uma criança animada, um de seus homens lhe dá uma garrafa de água que ele não hesita em abrir e colocar na boca, sigo o movimento de sua mão vendo a bagunça de que são feitos seus nós dos dedos. Não sei de onde vem a ação, só me vejo pegando uma de suas mãos ensanguentadas e examinando seus ferimentos. — Eles não estão falando sério, mas quando chegarmos à mansão, você deveria me deixar curá-los. — Você vai curar minhas feridas, Lyra? — ele questiona, enfiando meu corpo no dele com uma mão na cintura. Não estou interessado em que ele esteja sem camisa ou completamente suado, ou em suas mãos cheias de sangue que certamente mancharam meu vestido. Pelo contrário, fico mais perto de seu corpo e coloco minhas mãos em seu peito, bem no Ás de Espadas. Ficamos assim por um tempo, não sei quantos minutos passam, mas ninguém fala ao nosso redor, examino seu rosto e a proximidade entre nós que não me repulsa, me pego ansiando por seu toque e desejando que suas mãos ensanguentadas unissem mais nossos corpos, se possível, até que finalmente Jak se afasta e retorna para a gaiola. Ele mata quatro homens no total, depois volta para o meu lado, pega suas armas e veste sua camisa novamente. — Vamos, tenho uma surpresa para você em casa. Jak me vendou os olhos enquanto me levava ao que deduzo ser o porão descendo as escadas por onde descemos. E certo. Quando ele descobre meus olhos estamos no porão, luzes brancas iluminam o lugar, na nossa frente está um homem nu amarrado de mãos e pés a grandes correntes que se conectam a uma polia, sua boca está amordaçada e ele treme de pânico. — Kael e Orion estavam encarregados de caçar esse i****a hoje, ele pensou que poderia nos roubar — Jak me explica. — Então pensei que talvez você quisesse brincar comigo. Aceno com a cabeça e sorrio, e ele parece gostar da minha reação. Assim como da última vez que estive aqui, ele me levanta pela cintura até que eu me sente na mesa mais próxima, onde estão localizadas todas as suas ferramentas. Ele casualmente deixa suas coisas na prateleira de trás e tira a camisa novamente. — Vamos ver, eu tiro isso de você e então você me diz quanto dinheiro você roubou — Jak tira a mordaça e o homem choraminga. — Por favor… — Quanto dinheiro você roubou? O homem não fala, somente choraminga, então Jak dá um soco forte no homem. — Não vou perguntar de novo. — Trinta mil dólares — choro — Eu os devolverei, eu prometo. Jak estala a língua, depois se aproxima da polia que segura as correntes e começa a puxá-las. As correntes começam a puxar seus braços para cima e suas pernas para baixo, o homem começa a gritar de dor, suas cordas vocais se rasgam com seus gritos, mas Jak não para, seus ossos fazem um som horrível até que suas pernas quebram. E seus ombros são desmontados, é aí que para. Mas ele não deixa o homem desmaiar, ele o mantém em suspense, então ele se aproxima de mim, suas pupilas estão dilatadas pelo êxtase e adrenalina que torturam o homem. — Você quer praticar mira, Lyra? Ele me leva para uma distância segura do enforcado, me dá uma de suas lâminas e me diz como devo jogá-la. Escovo um pouco o homem nas primeiras vezes, fazendo alguns cortes, fazendo-o chorar e reclamar, mas não consigo enfiar a lâmina. Jak não desiste, ele continua me mostrando como fazer. — Relaxe seu corpo, respire bastante ar e então faça seu corpo ficar completamente parado, em serenidade, alinhando perfeitamente seu braço com a faca, como se fosse mais uma extensão do seu corpo, mire e arremesse. Ele joga a faca para me fazer entender a técnica, a pequena faca se encaixa perfeitamente no olho esquerdo do homem, o suficiente para causar dor intensa e fazer com que ele perca o olho, mas não o suficiente para matá-lo. Jak ri enquanto observa o homem se contorcer em desespero. Expiro fundo e jogo a faca, que gruda perfeitamente sob suas costelas. Ele enfia outro em suas bochechas, fraturando sua mandíbula. E então pratico, até que temos o homem implorando por sua morte, e Jak concede isso a ele. Pegue as polias novamente e comece a puxar, desta vez usando o mecanismo da máquina. Até que o corpo do homem desmorone, seus membros não conseguem mais resistir à tensão, eles se separam de seu corpo e seu tronco cai molemente no chão em um banho de sangue. Foi nojento e fascinante ao mesmo tempo. Ajudei Jak a matar alguém novamente, espero que a culpa e a dor invadam meu corpo como realmente deveriam acontecer, como aconteceria com uma pessoa normal, espero náusea e nojo pela cena grotesca à minha frente, mas a única coisa que detecto no meu corpo é pura adrenalina. O rosto inteiro de Jak está salpicado de sangue, respingou um pouco em mim, sinto como se o gosto metálico tivesse caído em meus lábios. Ele se aproxima e coloca o olhar nos meus lábios cobertos de sangue, os dele também estão cobertos de sangue do cara. — Você tem ideia de como você está linda coberta de sangue, Lyra? — Não, como estou? — Eu questiono — Como uma obra de arte distorcida. Seu comentário me faz sorrir, seus olhos vão direto para o meu sorriso, seu corpo se aproxima do meu, me encurralando, até que fico preso entre seu corpo e a mesa. Ele pega minhas coxas e me coloca de volta na mesa, seu corpo se esgueirando entre minhas pernas, separando qualquer espaço entre nossos corpos. — Testar o sangue nos lábios me parece bastante tentador, Lyra. Coloco minhas mãos em volta do pescoço dele e o puxo, sua respiração se misturando à minha, formando um ritmo desenfreado. — E o que você está esperando, Jak? Jak ri enquanto observa o homem se contorcer em desespero. Expiro fundo e jogo a faca, que gruda perfeitamente sob suas costelas. Ele enfia outro em suas bochechas, fraturando sua mandíbula. E então pratico, até que temos o homem implorando por sua morte, e Jak concede isso a ele. Pegue as polias novamente e comece a puxar, desta vez usando o mecanismo da máquina. Até que o corpo do homem desmorone, seus membros não conseguem mais resistir à tensão, eles se separam de seu corpo e seu tronco cai molemente no chão em um banho de sangue. Foi nojento e fascinante ao mesmo tempo. Ajudei Jak a matar alguém novamente, espero que a culpa e a dor invadam meu corpo como realmente deveriam acontecer, como aconteceria com uma pessoa normal, espero náusea e nojo pela cena grotesca à minha frente, mas a única coisa que detecto no meu corpo é pura adrenalina. O rosto inteiro de Jak está salpicado de sangue, respingou um pouco em mim, sinto como se o gosto metálico tivesse caído em meus lábios. Ele se aproxima e coloca o olhar nos meus lábios cobertos de sangue, os dele também estão cobertos de sangue do cara. — Você tem ideia de como você está linda coberta de sangue, Lyra? — Não, como estou? — Eu questiono — Como uma obra de arte distorcida. Seu comentário me faz sorrir, seus olhos vão direto para o meu sorriso, seu corpo se aproxima do meu, me encurralando, até que fico preso entre seu corpo e a mesa. Ele pega minhas coxas e me coloca de volta na mesa, seu corpo se esgueirando entre minhas pernas, separando qualquer espaço entre nossos corpos. — Testar o sangue nos lábios me parece bastante tentador, Lyra. Coloco minhas mãos em volta do pescoço dele e o puxo, sua respiração se misturando à minha, formando um ritmo desenfreado. — E o que você está esperando, Jak? Jak não espera, ele enfia os lábios nos meus em um beijo faminto, o beijo dele não é como o de Kael, Kael sabe como fazer. Mas, Jak? Jak tem gosto de perigo. O beijo dele dói. Ele morde, suga e raspa tudo que passa por ele, não se preocupa em cobrir a dor que seus dentes me causam ao morder meu lábio inferior, porque adora como meu corpo treme em seus braços devido às ondas de dor que disparam para a parte inferior do meu corpo. ‍ ‍ ‍ ‍
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