CAPÍTULO 17

1126 Words
— Eles não me tocaram, nunca o fizeram, Higor nunca os deixou. Eles só podiam me observar enquanto se tocavam na minha frente. — A raiva penetra em meu corpo quando deixo cair a corrente em minhas mãos — Lembro-me de cada rosto, lembro-me de cada surra que recebi por tentar lutar para ser libertado e lembro-me perfeitamente bem que papai nunca fez nada. Limpo grosseiramente as lágrimas nas bochechas, sendo uma mão no ombro que me vira com força e bate no peito dele, reconheço o cheiro do Orion. Embora nunca tenhamos estado tão próximos, não me incomodo com o seu toque, conforta-me como nunca pensei que sentiria. Quando separo, nos seus olhos brilha a mais pura fúria que alguma vez vi, tal como no olhar do Kael. Não há pena como eu pensava, somente fúria em seu estado mais puro, um olhar tão sombrio que promete encontrar meu pai e devolver-lhe o triplo do sofrimento que ele causou. Nenhum deles diz nada, somente me guiam até um dos automóveis. Não sei onde Jak está, embora minha pergunta seja respondida quando vejo a casa começar a queimar em chamas de um dos cômodos do segundo andar. O fogo começa a se espalhar rapidamente e uma pequena explosão é ouvida quando presumo que as chamas atingiram meu quarto, onde estava a cidra. Jak saiu rapidamente de casa e entrou no automóvel, de onde partimos para a mansão. Continuo vendo a casa sendo consumida pelas chamas enquanto nos afastamos. A casa dos meus pesadelos sendo consumida pelo fogo, sendo transformada em cinzas. — Eles não me tocaram, nunca o fizeram, Higor nunca os deixou. Eles só podiam me observar enquanto se tocavam na minha frente. — A raiva penetra em meu corpo quando deixo cair a corrente em minhas mãos — Lembro-me de cada rosto, lembro-me de cada surra que recebi por tentar lutar para ser libertado e lembro-me perfeitamente bem que papai nunca fez nada. Limpo grosseiramente as lágrimas nas bochechas, sendo uma mão no ombro que me vira com força e bate no peito dele, reconheço o cheiro do Orion. Embora nunca tenhamos estado tão próximos, não me incomodo com o seu toque, conforta-me como nunca pensei que sentiria. Quando separo, nos seus olhos brilha a mais pura fúria que alguma vez vi, tal como no olhar do Kael. Não há pena como eu pensava, somente fúria em seu estado mais puro, um olhar tão sombrio que promete encontrar meu pai e devolver-lhe o triplo do sofrimento que ele causou. Nenhum deles diz nada, somente me guiam até um dos automóveis. Não sei onde Jak está, embora minha pergunta seja respondida quando vejo a casa começar a queimar em chamas de um dos cômodos do segundo andar. O fogo começa a se espalhar rapidamente e uma pequena explosão é ouvida quando presumo que as chamas atingiram meu quarto, onde estava a cidra. Jak saiu rapidamente de casa e entrou no automóvel, de onde partimos para a mansão. Continuo vendo a casa sendo consumida pelas chamas enquanto nos afastamos. A casa dos meus pesadelos sendo consumida pelo fogo, sendo transformada em cinzas. Lyra Vons Estou deitado na cama, não tenho conseguido dormir muito, as lembranças me atormentam, ouço a porta se abrir, mas ainda não levantei a cabeça. — Lyra, preciso que você me acompanhe a algum lugar. A voz do Jak obriga-me a olhá-lo nos olhos. — Que lugar? — Você deve conhecer a gaiola mortal. — Eu já conheço a gaiola, fui lá com Kael. — Não, você foi até os armazéns do porão onde Kael guarda suas mercadorias, hoje iremos até o centro da gaiola. Resmungo contra o travesseiro quando Jak vai embora, mas eventualmente me levanto, tomo um banho rápido e coloco um vestido verde musgo simples, que se molda à minha cintura e destaca meus s***s, e se solta nos meus quadris. Concordo com algumas botas. Preto alto acima dos joelhos e a mesma coleira preta de lobo no meu pescoço. Uma das vantagens que os Dravens estão me dando confiança são as roupas maravilhosas que uso. Quando saio, entro no veículo com Jak e voltamos para o mesmo lugar de antes, só que dessa vez entramos pela frente. Alguns homens aguardam na entrada, mas distinguem os veículos da segurança do Dravens, então abrem o caminho sem nos fazer esperar. Jak sai do caminhão e me leva pela mão até a entrada, tem muita gente lá dentro gritando, incentivando uma briga. Não há necessidade de os guardas interferirem, as pessoas se afastam sozinhas quando veem Jak, os rostos confusos das pessoas olham para nós. Elas ainda não sabem quem sou e nenhum dos irmãos vai explicar a elas. Mesmo que seus homens saibam que sou somente seu novo projeto de caridade, não vão abrir suas bocas porque isso seria considerado traição aos seus chefes. E trair os Dravens é suicídio certo. Chegamos ao centro do lugar, onde está a tal gaiola. É elevado por vários degraus de concreto, dentro dele um espaço de concreto de sete metros quadrados, cercado por malha eletrossoldada e arame farpado, onde os jogadores entram em uma luta até a morte. O vencedor? Aquele que sobrevive. E Jak é o campeão invicto. O lugar é cercado por criminosos, ex-presidiários e todas as pessoas sanguinárias da cidade, o pior dos piores está aqui, as pessoas que vêm lutar na jaula não têm nada a perder além de suas vidas, com as quais também não se importam. Importa muito, somente buscar a satisfação de arrancar a vida de um corpo com golpes. Ou então você deve dinheiro a pessoas muito importantes e tem que lutar para sobreviver. Caminhamos até algumas cadeiras na primeira fila, onde me sento. Jak tira a camisa na minha frente, e meus olhos ansiosos percorrem todo o seu corpo, abdômen marcado, tronco e braços tonificados, avisto um lobo n***o tatuado no pescoço, contrariando o colorido Ás de Espadas tatuado no lado esquerdo. Ele me entrega sua camisa, sua carteira e seu telefone, depois sua arma e suas facas. — Você sabe o que tem que fazer, não é? — pergunta. — Atire primeiro, pergunto depois. Ele sorri com o que disse, inclina-se e beija minha bochecha. — Deseje-me sorte, Lyra. — Desejo sorte ao pobre i****a que quer confrontá-lo hoje, ele vai precisar. Ele sorri novamente, um sorriso macabro, depois se vira para seus homens atrás de mim. Respiro fundo e penso: “Esses irmãos, uns mais gostosos que os outros, vão acabar com os meus dedos de tanto tocar uma s******a pensando como será cada f**a deles.” Voltando para a realidade, Lyra. — Se alguém tocar, mesmo que seja um fio de cabelo, responde com vida. E entre na gaiola. ‍ ‍
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