CAPÍTULO 15

1026 Words
Lyra Vons Os lábios de Kael ficam macios contra os meus, úmidos. A língua dele entra na minha boca, explorando. Não sei quando o beijo se torna tão abrupto e agressivo, mas me pego gostando, ele morde meu lábio inferior com força, me fazendo suspirar, depois lambe meu lábio, para amortecer a dor que ele mesmo causou. Uma das mãos dele sobe até o meu cabelo, ele puxa o r**o de cavalo com uma das mãos, enquanto a outra aperta minha coxa com força novamente, me fazendo gemer suavemente, o que o faz sorrir. Sinto minha calcinha molhada. — Isso pode muito bem se tornar verdadeiro, se quiser, Lyra. Então ele bate os lábios com os meus novamente, devora minha boca com ímpeto e eu o deixo fazer isso, deixo ele mover minha cabeça como quiser e devorar minha boca do jeito que ele gosta. Um pigarro nos separa, afasto-me de Kael e observo Orion e Jak nos olhando divertidamente, antes de sentar no sofá. Por um segundo, parece que consigo ler a mente deles. E algo me diz que isso não vai dar certo, vou ser fodida pelos três. — Se eu soubesse que havia uma festa, eu teria vindo participar. — Jak exclama. Sinto minhas bochechas ficarem vermelhas furiosamente, o que as faz sorrir. Tento sair do colo de Kael, mas ele prevê meus movimentos e me impede, colocando um de seus braços fortes no meu quadril. — Você ganhou? — Kael questiona Orion. — Claro que ganhei. A noite termina… Já se passaram alguns dias desde meu beijo com Kael, não consigo parar de lembrar da sensação dos lábios dele nos meus e de sua maneira rude de beijar enquanto continuo batendo os punhos no saco de pancadas. Os Dravens estão viajando a negócios, ou algo assim, Flávio me disse, o que me fez treinar sem parar ultimamente, embora eu tenha melhorado um pouco. Agora posso desviar melhor dos golpes dele e retribuir um ou outro. A imagem de Kael reaparece na minha mente e eu bato no saco com ainda mais força, frustrada, meus músculos queimam e o suor escorre pelo meu corpo, eu nunca havia deixado ninguém me beijar daquele jeito. Já fiz sexo antes, já beijei caras antes, mas nada parecia igual, Kael exala poder e perigo, com um simples beijo ele dominou cada parte do meu corpo e mostrou toda a dor que poderia me causar se eu cedesse. Não sei se gosto de dor no sexo, nunca experimentei, os caras com quem estive me trataram como uma boneca de porcelana. Estou divagando, Kael não vai me beijar de novo, foi uma única vez. Ele é o sequestrador, eu sou o sequestrada. Repita até acreditar. — Lyra! Venha aqui. O grito de Flávio me tira dos meus pensamentos e eu sigo até um campo aberto na mansão, onde há vários alvos para atirar. — Preciso te ensinar a atirar, preste atenção. Flávio começa a me explicar sobre a arma que ele tem na mão, onde devo colocar a munição e como fazê-lo, como colocar minhas mãos e a maneira correta de pegar a arma. Então ele me deixa a uma distância segura do alvo mais próximo. Coloco as costas retas e pego a arma com as duas mãos, como ele me explicou, uma delas com o dedo no gatilho e a outra envolvendo meu pulso para dar estabilidade e lidar com seu recuo. — Abra ainda mais as pernas, concentre-se no alvo e depois atire. Sigo suas instruções, prendo a respiração enquanto retiro a trava de segurança da arma e atiro. Mesmo que eu não acerte no centro, acerto um ponto bem próximo e consigo manter a arma estável com seu recuo, lembrando de todas as vezes que vi meu pai fazer isso. Flávio, quando vê que dei um bom tiro. — Nada m*l, Lyra. Ele continua me dando instruções, maneiras de trocar munição rapidamente, e eu continuo praticando enquanto ele atende uma ligação. Estamos perto de uma das mansões de Higor na Espanha. Estamos perto de onde termina o anel de segurança que os homens do meu pai têm. Flávio nos mobilizou aqui a pedido dos Dravens, que estão latindo ordens para seus homens. É o próximo da lista. Minhas mãos tremem sabendo que terei que entrar naquele lugar novamente, guardo alguns traumas em todos os lugares da segurança do meu pai, cada ponto da lista é um lugar que conheci e não exatamente porque meu pai me trouxe de férias. Saímos do automóvel enquanto Flavio mobiliza os homens dos Dravens e eles começam a cercar o perímetro com seus veículos e motocicletas. Jak se aproxima do meu lado e me dá uma arma igual à que eu estava praticando esta manhã. — Se alguém se aproximar de você, atire primeiro e faça perguntas depois. Isso me faz rir. Kael sinaliza para seus homens que cobrem as costas deles quando entram na casa, os tiros logo são ouvidos e alguns gritos, embora ambos os guarda-costas que Kael me deixou não me deixem sair do automóvel, prestem atenção caso algo se aproxime. Depois de quase trinta minutos, os tiros param de ser ouvidos e os homens de Kael me dizem para entrar no veículo e dirigir até a porta da mansão. As colunas altas na entrada estão manchadas de sangue pelos tiros que os homens do meu pai receberam, há vários corpos de homens mortos, a grande maioria é de Higor, muito poucos são homens dos Dravens. Os Dravens têm uma tatuagem característica de um lobo na mão, a mesma que os três têm no pescoço. Entro na casa onde Jak está se divertindo batendo em um cara que está à beira da morte enquanto ri. Não me preocupo com ninguém ouvindo os tiros ou gritos, já que a propriedade fica longe de qualquer casa ou propriedade na área, ninguém ouvirá nada. Eu sei, porque ninguém aqui ouviu meus gritos também. A familiaridade do lugar me atinge, subo as escadas que sei que levam ao lugar que procuro, me deparo com alguns cadáveres dos homens de Higor, mas continuo caminhando até chegar ao quarto das minhas memórias. Ou pesadelos.
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