— Como isso pode acontecer? Ela geme e hiperventila enquanto os seus olhos lacrimejam. Eu envolvo os meus braços em torno dela e a puxo para mais perto de mim. — Eu não sei, mas ela vai sobreviver. Eu sei que ela vai. Eu digo na sua cabeça e ela agarra o meu tronco e cede à sua dor e geme no meu peito. O seu cabelo ainda está comprido e ela ainda tem aquele cheiro natural de baunilha na sua pele. — Não faça isso. Ela grita comigo e eu me afasto e olho para baixo para encontrar os seus olhos. O rímel escorre por suas bochechas rechonchudas e eu, sem saber o que fazer, limpo com o polegar. O seu rosto se inclina para caber na palma da minha mão enquanto ela fecha os olhos como se para absorver o meu toque enquanto exala uma respiração profunda. — Vou me mudar de novo. Ela diz e os nossos

