Sento-me na ilha da cozinha, com o sorvete de baunilha na mão, felizmente colocando ele na boca, quando a porta da frente se abre.
— Ei. Fausto acena e vem até mim. — O que você tem? Ele fica na base das minhas pernas, deixando cerca de um metro e meio de distância entre mim e ele.
— Sorvete de baunilha. Eu disse, com a boca cheia. — Dividi, você está comendo tudo. Ele ri e pega a minha colher de mim, colocando ela na boca. — Ah, você se importa? Ele pergunta, percebendo o que ele fez.
— Não me importa. Eu rio levemente e ele sorri, e come o sorvete. — Como você foi no trabalho?
— Foi chato, como sempre.
— Eu imagino. Você falou com a sua mãe?
— Não, mas esta manhã ela disse que sairia tarde do trabalho hoje.
— Oh, está bem.
— Você teve uma despedida de solteiro? Eu pergunto, levantando as minhas sobrancelhas. Ele ri e balança a cabeça.
— Não, isso não é o meu forte. Isso sempre acaba arrastando o cara para um clube de strip e isso é a última coisa que eu quero.
— Entendi. Eu rio e pego a colher, quando ele puxa a minha mão e leva a colher aos meus lábios. Abro e como o sorvete, rindo no processo.
— Você tem um pouco no seu lábio. Fausto roça o seu polegar levemente contra o meu lábio. — Aqui, pronto. Ele suga rapidamente o creme do seu polegar e eu lambo os meus lábios.
— Obrigado.
— Mhm. Continuamos a compartilhar sorvete, Fausto me alimentando como um bebê toda vez que vou tentar pegar a colher dele. — Por que você lambe tanto lábios? Ele pergunta do nada.
— Os meus lábios estão secos. Eu dou de ombros, lambendo os meus lábios novamente por hábito.
— Aqui. Ele tira um batom do bolso. — Pegue o meu batom. Tem sabor de morango, meu favorito. Ele sorri.
Eu pego e deslizo a superfície lisa contra os meus lábios rachados.
— Obrigado. Eu tento devolver a ele, mas ele me impede e me diz para ficar com ele. Agradeço novamente, enfiando no bolso, mordendo o lábio tentando esconder o formigamento por dentro.
— Então, há um cara na faculdade com quem eu deveria me preocupar? Fausto pergunta, rindo.
— Não, eu não estou realmente focada nisso. Além disso, os,caras da minha idade são realmente burros. Tipo, no ensino médio, eles eram muito burros.
Mas os caras da faculdade são tão est*úpidos, especialmente os garotos de fraternidade. Eles são os piores. Eu saí pela tangente, percebendo que Fausto estava apenas me ouvindo enquanto os seus olhos castanhos me olhavam imensamente.
— Eu concordo. Eu era um cara legal na faculdade, mas os homens são apenas burros. E fique longe de garotos de fraternidade e festas. Você vai acabar morta.
— Eu sei, tudo o que eles fazem é usar drogas e fazer se*xo no sofá, mesmo que você esteja sentado ao lado deles. É nojento.
— É verdade. Mas vamos lá, nem todos os caras são assim. Veja o Marte, por exemplo, ele pensa como você, e é um cavalheiro.
— Você está tentando alguma coisa com ele? Você sabe que ele tem namorada, certo?
— Eu teria tentado, mas como ele tem namorado. Eu to fora, de problemas. A minha mãe colocou você nisso?
— Ela se preocupa.
— Claro. Fausto, estou bem. Prometo.
— Não me diga, você tem uma queda por homens mais velhos.
— Talvez? Eu rio timidamente e ele balança a cabeça, tentando não rir.
— Ok, posso ter que sabotar o relacionamento do Marte e juntar os dois. Estou tentando salvá-los aqui. Ele brinca.
— Ah, claro. Eu toco o seu braço de brincadeira, rindo com ele. Esfrego os lábios, a minha boca, ainda tem o gosto do baton. Enquanto observo Fausto colocar o sorvete de volta no freezer. Com ele de costas, consigo ver bem a sua bun*da, que está bem torneada na sua calça executiva. Os meus dentes afundam no meu lábio inferior enquanto as fantasias sexuais flutuam na minha cabeça.
.....
Campainha! Campainha!
— Oh, desculpe, estamos fechados. a minha cabeça se vira para a porta do café. — Oh, era o Marte. Um sorriso corado aparece nos meus lábios.
— Ei, você ficaria brava se eu pedisse um café agora? Ele pergunta, sugando o ar entre os dentes enquanto caminha até o balcão que acabei de limpar.
— Depende para quem é. Ele olhou nos meus olhos. — Só para mim.
— Bem, se esse é o caso, eu faço para você. Eu brinco enquanto ligo a máquina de café. — Que tipo você quer?
— Baunilha, por favor. Ele me dá seu sorriso encantador, me fazendo morder o meu lábio carnudo. Volto a minha atenção para fazer a bebida antes que a minha mente suja possa começar a evocar fantasias explícitas sobre quantas posições diferentes poderíamos fazer neste balcão.
— Como foi o seu dia hoje? Marte pergunta, batendo o dedo no balcão.
— Eu estive muito ocupada, trabalhei sozinha depois do almoço porque a outra garota teve uma emergência familiar. Eu explico enquanto trato do topo da sua bebida.
— Como foi o escritório? Pergunto enquanto lhe entrego a bebida.
— Foi chato pra car*alho. Mas obrigado, eu estou precisando disso o dia todo. Ele sorri e pega a sua carteira.
— Não se preocupe, este é por conta da casa. Eu o interrompo, mas ele continua tirando uma nota de cem dólares.
— Eu insisto.
— Marte, realmente, é uma cortesia.
— Não, pegue.
— Marte, isso é uma xícara de café de cinco dólares. Eu não quero que você faça isso, está me deixando constrangida.
— Tudo bem. Ele volta para a carteira e tira cinco dólares pelo café. Em seguida ele pega a nota de cem novamente. — Toma isto é a sua gorjeta. E se você disser não de novo, haverá consequências. A sua voz rouca ameaça, me enviando vibrações sexuais.
— E que tipo de consequências seriam essas, exatamente? Eu arqueio uma sobrancelha, testando os limites dele.
— Oh, você descobrirá algum dia. Ele se inclina sobre o balcão, deixando um espaço de sete centímetros entre os nossos rostos.
— Quando será esse dia? Eu sussurro.
— Quando eu te disser o que vai ser. Um sorriso branco perolado mascara o seu rosto enquanto ele se inclina e toma um gole da sua bebida. Faço o que ele pede e coloco os cinco no caixa e os cem no bolso.
— Como você chegou aqui? Ele pergunta enquanto eu empilho as cadeiras.
— Caminhando. Eu respondo.
— Vou te levar para minha casa, a menos que você precise estar em casa?
— Não estou livre.
—Ótimo. Um sorriso satisfatório aparece na sua boca enquanto sinto os seus olhos observando cada movimento meu. Apresso meu fechamento para que ele não precise esperar tanto por mim. Uma vez que tudo estava seguro e limpo, fomos até o carro dele. Como um cavalheiro, ele abre a porta do passageiro quando entro.
Uma vez ao volante, não hesita em pisar no acelerador e acelerar rumo a casa dele.
— Então por que você está me levando para sua casa? Eu pergunto enquanto olho para minhas unhas vermelhas foscas.
— Eu quero confiar em você com algumas coisas. Ele explica.
— Oh?
— Sinto que posso confiar em você.
— Você pode, eu também sinto isso por você. Você é fácil de conversar.
— Eu tento ser. Ele sorri enquanto estaciona na sua garagem. Ele me faz esperar ele abrir a porta e me ajude a sair antes de entrar.
— Quer alguma coisa para beber? Ele me oferece enquanto me sento no seu sofá cinza na sala de estar.
— Não, estou bem. Obrigado. Eu sorrio e o vejo se sentar ao meu lado. — Então, o que você quer dizer?
— Acho que realmente quero terminar com Priscilla.
— Porque?
— Honestamente, ela é uma namorada r**m, ela não gosta de mim de jeito nenhum, ela anseia por atenção de todos onde estamos. Além disso, eu acho que gosto de outra pessoa.
— Quem seria essa pessoa misteriosa?
— Você. Eu penso em você o tempo todo, eu gosto da sua presença. Eu gosto de você, Vanessa. Ele pega as minhas mãos nas dele, dando-lhes um pequeno aperto.
— Marte, não posso ser o motivo de você estar deixando ela. Ela vai vir atrás de mim e tentar me processar ou me matar. Eu suspiro.
— Mas não é só por você.
— Eu sei, mas se começarmos um relacionamento logo depois que vocês terminarem, vai causar um alvoroço.
— Acho que você está certa.
— Apenas durma e não se preocupe, eu também gosto de você. Eu beijo a sua bochecha antes de me levantar e colocar os meus sapatos de volta.
— Farei com que Jonathan leve você para casa. Ele me diz e um homem de terno preto aparece do nada.
— Obrigado Marte. Vou te mandar uma mensagem quando estiver em casa. Eu o abraço enquanto observo Jonathan me ajudar a entrar no carro.
Aperto o cinto e observo pela janela enquanto Marte e a sua casa desaparecem à medida que a distância entre eles e o carro aumenta.
Eu não posso namorar Marte. Digo a mim mesma severamente. Marte é doce e definitivamente maravilhoso, é que eu amo Fausto. Eu desejo mais e preciso tê- lo. Não posso deixar Marte ou qualquer outro cara tirar esse desejo de mim.