Ilusão

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Renato ligou para Alondra. Não entendia por que ela usava um telefone daqueles que só fazia ligações e nada mais. Nem o aplicativo do banco ela tinha. Ele tinha dado um bom aparelho para ela, mas Alondra vendeu o aparelho e depositou o dinheiro, ela era mesmo muito certinha. — Não veio ontem, Renato. Esperei você. — Estive ocupando.. estava tentando ganhar um dinheiro. Era dinheiro de jogos online, mas Alondra achou que ele estava trabalhando.. __ V ou na casa do Robson e da Roma. Passo para pegar você para irmos à festa. Coloque um vestido bonito, Alondra com um decote. — Não tenho vestidos assim, Renato. — Eu lhe dei um vestido verde. — Dei de presente para a Maria, porque não usaria algo assim. Então vou vestir o que eu tenho. — Passo aí em meia hora com o Robson e a Roma. — Está bem. Alondra foi se arrumar. Encontrou um vestido branco, longo, e botas. Deixou o cabelo solto. Não tinha um batom, o dela havia acabado e não teve de comprar outro. Quando Renato chegou, a olhou. — Está linda, mas muito comportada. Ele tirou um vestido de uma sacola. — Aqui, trouxe para você. Era um vestido curto, vermelho e com um decote. — Não vou usar. — Vamos, meu amor. Vai ficar linda, mais linda do que está. — Não vou usar. Não vou usar, porque é um vestido muito chamativo. — A Roma tem um parecido. — Não me importo. A Roma usa o que quiser, mas minha avó nunca me deixou usar isso, e a Maria me disse que eu tenho que usar aquilo que eu quero. Vou seguir os conselhos dela, Renato, me conheceu usando roupas comportadas. — Nem por mim? Quero ver você nele. — Eu visto para você na noite de núpcias, prometo. Parece uma camisola. Renato insistiu. Alondra não tinha repertório para aquilo, para dizer não.. Ficou calada, mas se recusou a trocar de vestido e venceu dessa vez. Nunca usaria nada como aquilo. Ao menos isso a avó tinha conseguido passar. , não ceder naquilo. Foram para a festa. Alondra se agarrou à camisa de Renato, porque era um lugar enorme, com pessoas extremamente chiques e homens olhando para ela como se estivesse em uma bandeja. E para a Roma também. Encontraram um lugar para sentar. Robson e Renato foram beber, as mulheres conversaram sobre o dia a dia e Roma chamou Alondra para ir conhever a casa dela. Alondra comeu uma fruta, uma uva que estava em uma bandeja. Em algum momento, entregaram uma bebida. Alondra pegou um suco e levou aos lábios, mas lembrou do que Maria havia dito e não bebeu nada.Mesmo Maria não gostando de Renato, Alondra sabia que Maria gostava dela. Então eram amigas. Conseguiu jogar o líquido do suco em uma planta e fingiu que tinha bebido. Renato deu um sorriso para ela. — Vamos lá em cima... Venha conhecer a casa, Alondra, conheço o dono e posso levar você para conhecer, quem sabe um dia não temos uma dessa? A casa era tão grande que só naquele momento, percebeu que aquilo não era um salão de festa, e sim uma casa, ou melhor uma mansão. — Não. Acho que quero ir embora. Trabalhei muito e me sinto cansada. — Mas pode ver a casa. Lá em cima tem um jardim bonito e tem aqueles quadros que você gosta. Vamos, pode descansar lá em cima.. Ela não se levantou. Não se sentia bem ali. — Alondra... — Quero ir para casa, Renato, para casa. Roma olhou para ela. — Está bem, Alondra? — Não sei, Roma, mas queria ir embora. Roma se levantou. — Vamos. Já ficamos por uma hora e eu também não estou gostando daqui. Eu suspeito que o ambiente vai ficar pior. — Mas viemos para ficar até mais tarde.__ Robson falou. — Então fiquem vocês dois. Eu deixo a Alondra em casa e depois vou de táxi para a minha. O senhor Robson me dá a chave do carro. — Roma... — O carro é meu e está no meu nome. Me dê a chave. Ela entrou e Roma arrastou Alondra para fora. Foram para o carro. — Obrigada, Roma. — Devia, Alondra, sumir da vida do Renato ou então fazer o que ele quer, pegar o dinheiro e sumir. Não se case com ele. — Não está feliz, Roma? — Não. Nunca consegui trans@r com o Robson. Deve saber o que aconteceu... — Sei, sim. Renato disse que vendeu a virgindade e comprou casa e carro. Foi isso? — Foi isso. __ Roma afirmou__ Deixei que o Robson me convencesse, mas a admiração que eu tinha por ele morreu também. Não o deixo me tocar porque tenho nojo dele, do que fui e do que fiz. — Roma...O homem machucou você.. — Não. Ele não foi grosseiro, mas também não foi gentil. Eu vou separar do Robson e viver a minha vida. A casa é minha e o carro também. No fundo, não me arrependo de ter vendido, porque era melhor do que ter me entregado para o Robson. — Não o ama? — Amava, Alondra... Mas amor não enche barriga, ainda mais quando é um homem como o Robson. __ A Maria diz isso também,Roma.. Estacionou.. __ Pois venda a sua também, mas só venda se você for ficar com o dinheiro, acho que para você e melhor vender a virgindad£ do que entregá-la para Renato.Ele não a merece.. Alondra desceu e foi para o quarto, e mais uma fagulha de dúvida surgiu e ainda teve a ilusão de que Renato fosse atrás sela, afinal tinha ido embora sozinha, mas ele não apareceu, que tipo de noivo fazia isso, deixava a noiva sozinha.
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