CAPÍTULO 06

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CHRISTIAN COOPER Caminhamos em direção a porta principal, Geovana parece bem i********e e perdida em pensamentos do meu lado, dou uma pausa e faço sinal para os seguranças nos deixem a sós. Ele me encara confusa. — Está tudo bem?— pergunto. — Estou preocupada, por minha culpa, você e sua família correm risco e nem me conhecem.— Sem pensar, pego em uma de suas mãos, o gesto a deixou surpresa. — Você não conhece um terço da minha família, não sabe também, com o que ela já se meteu.— É tudo que digo, ela fica sem graça e somos pego desprevenidos, quando minha mãe abre a porta e seus olhos caem automaticamente em nossas mãos unidas. Ah, ela vai fazer um interrogatório logo mais. — Geovana, essa é minha mãe, Angel.— minha mãe a pega desprevenida ao a puxar para um abraço. — É um prezar lhe conhecer, bom...seria bom em outras circunstâncias. — Outras...circunstâncias?— Geovana pergunta, confusa. — Mãe, acho melhor entrar-mos.— passo pelas duas, sem olhar para trás, logo ambas me seguem. Ao chegar na sala, uma penca de Coopers está presente, o computador está ligado e vejo Aline e Benjamim na vídeo chamada. A atenção de todos esta para algo atrás de mim, é nem preciso olhar para saber quem é. — Pessoal, essa é Geovana.— Minha mãe já faz as apresentações. — A garota que nos causou problema, é um desprazer te conhecer.— Tânia, filha mais nova do meu tio Liam diz, e a encaro completamente com raiva. — Tânia, não começa. — Mas é verdade, mãe, por culpa dessa aí, não teremos mais privacidade ou paz, nossa família passou por coisas horríveis no passado e pensamos que finalmente teríamos paz, ai aparece essa daí e... — Primeiramente, essa daí tem nome, me chamo Geovana, segundo, eu nunca quis trazer problemas na vida de ninguém, pelo que viram, eu já tive muitos, e problemas que até hoje me assombram. Não pedi pra vim aqui, foi Christian que insistiu e se vim foi por ele ter me salvado de ser abusada, e por minha culpa, ele está ferrado, e infelizmente meteu toda a família dele nisso, e juro que se voltar a falar assim comigo ou de mim, vou esquecer que todos estão aqui e vai ver o que "essa dai" é capaz de fazer.— Vejo no vídeo Aline segurar o riso. Todos nessa família sabem que Tânia é irredutível e chata as vezes, ver alguém a colocando no lugar, é maravilhoso. — Quem acha que é pra fala assim comigo? Você não passa de uma favelada, nem sabemos que tipo de esgoto você veio. — Já chega Tânia!— Liam diz alto e extremamente puto. — Eu não vou ficar aqui.— Ela tenta sair, mas meu tio a puxa. — Você vai ficar aqui, quer você queira ou não. — Eu não sou uma criança para me tratar assim, pai. — Então aja como uma adulta pelo menos uma vez na vida, e deixe de ser tão chata!— Tânia abre e fecha a boca sem ter nenhum argumento contra, se afasta de Liam e se senta com cara de poucos amigos no sofá, fuzilando Geovana com os olhos. — Depois das demonstrações de carinho, vamos começar.— murmura meu pai chamando a atenção de todos.— Como sabem, Eduardo Montez agora vai ficar na nossa cola, ele não vai descansar enquanto não vingar a morte de seus filhos. — Mas todos sabem que não foi o Chris que fez isso.— profere Bryan. — Eu sei, e já estamos cuidando para que seja provado a inocência de Christian, mas Eduardo não vai cair nessa. Obviamente vai achar que compramos a polícia ou algo do tipo, assim como ele faz com as autoridades do Rio. — Também tem a questão da Geovana. Como ele a defendeu e deu uma surra nos filhos dele, acho que também vai dar mais merda ainda.— completa Theodore. — Me chamo John, sou avô de Christian, e fico feliz que esteja bem e essas pessoas não conseguiriam fazer o que queriam, mas agora, queira ou não, meu neto e consequentemente nós, estamos com problemas e por causa de você. — O que o senhor quer dizer com isso? — O que meu pai quer saber, é porque Eduardo estava atrás de você?— Dona Angel se aproxima dela. — Ele matou seu irmão, já sabemos o motivo, mas se o alvo era ele, porque ele teria o trabalho de mandar os próprios filhos para vir atrás de você?— Owen pergunta, marido da minha tia Melissa. Vejo Geovana tremer, ela abraça o próprio corpo, e quando fixa seus olhos nos meus, vejo a dor neles. — Eu não gosto de falar disso. — Mas tem que falar, isso é importante.— Meu pai insiste. — Pai, não força, olha como ela esta, obviamente deve ser algo que a machuca muito.— Aline tirou as palavras da minha boca. — Eu posso imaginar, mas é necessário que saibamos no que estamos metidos, corremos risco de vida.— Liam fala. — Eu...Eu não posso contar tudo.— Vejo as lágrimas descerem de seus olhos. Sinto uma grande vontade de me aproximar e abraça-la, mas minha mãe se adianta e faz isso. — Eu também já passei por coisas horríveis, coisas que me atormentavam por anos, demorei anos até que conseguisse me liberta de toda a dor e angústia que passei aos meus quinze anos, não precisa contar exatamente tudo, mas o necessário que possa nos ajudar.— Ela encara minha mãe, que lança um sorriso para a mesma. Minha mãe é uma mulher incrível. — Yuri e eu fomos morar em uma favela no Rio, em uma noite, eu estava voltando do meu trabalhado. Fazia uma semana que havia conseguido um emprego de doméstica em uma casa de família, foi quando encontrei Eduardo. Todos tinham pavor dele, medo e eu não fiquei muito atrás, ele me desejou boa noite eu fiz o mesmo e segui meu caminho, assim foi durante um mês, sempre ele estava ali, sempre me desejava Boa noite e eu fazia o mesmo. Yuri alguns dias depois, chegou pra mim e disse que fora chamando por Eduardo para trabalhar com ele, Yuri trabalhava com obras, como pedreiro, mas ele estava farto de ganhar pouco e viver em um lugar onde sempre havia confrontos com bandido e polícia e sempre um inocente era morto, ele não queria viver naquele lugar, então mesmo contra a minha vontade, ele aceitou. Com o tempo Yuri foi subindo de gargo até se tornar o braço direito de Eduardo, eu ainda me matava de trabalha e estudar a noite, eu cursava arquitetura em uma universidade pública e também por duas vezes na semana, frequentava um cursinho de línguas. Nunca aceitei um centavo dele, também não sai dali por não ter condições e não queria deixá-lo, Yuri foi alguém importante na minha vida que me salvou de muitas coisas, não iria abandona-lo. Alguns meses se passaram e eu comecei a namorar um colega de classe, ele tinha um nível superior ao meu, mas nunca se importou, Rafael, era um namorado maravilhoso e sempre me valorizou, mas de um dia pro outro, ele simplesmente foi embora do país, sem me dizer o motivo, aquilo me matou por dentro, porque eu estava gostando muito dele. Depois disso, tentei continuar minha vida normalmente, Yuri me consolou todas as noite em que eu chorava pensando o porque Rafael havia me deixado sem dizer nada. Dois anos depois, conheci um cara de outro curso da minha faculdade, não namoravamos, mas saíamos as vezes juntos.— Ela solta uma respiração pesada.— No dia seguinte recebi a notícia de sua morte, ele foi morto com mais de trinta tiros em uma rua próximo a sua casa. Aquilo me chocou muito, perguntava a Deus o porque as pessoas que se aproximavam de mim, principalmente homens, sumiam ou morriam, logo parei pra perceber algo. Na favela onde eu morava, todos se afastaram de mim, vizinhos que tinha amizade, simplesmente viraram as costas pra mim, eu fiquei sem ninguém praticamente, aquilo me aflingiu muito. Os anos se passaram e eu tinha acabado de me forma, Yuri estava orgulhoso de mim e disse que eu teria um futuro melhor que o dele, eu disse a ele que ele podia sair daquela vida, mas la no fundo, eu sabia que não era fácil, ele já estava envolvido até o pescoço. — Espera, só uma coisa, Yuri era braço direito dele, e todos sabiam que eram irmãos, como a polícia nunca tentou usar você, pra chegar nele?— Uma boa pergunta. — Bryan, não é?— pergunta Geovana. — Sim. — Eduardo era um traficante muito bem conceituado digamos assim, ele tinha a corja do governo do Rio, em suas mãos, todos ali eram comprados por ele, principalmente policias ou até autoridades maiores, fora que Yuri, era como uma sombra de Eduardo, ninguém sabia da existência dele, ele fazia o possível para se manter no anónimato, principalmente por causa de mim.— Explica.— Uma noite Eduardo bateu em minha porta, disse que queria fala comigo, disse a ele que o que tinha pra fala, podia fala do lado de fora mesmo. Ele respirou fundo e disse algo que me deu medo, " Você não pode ser de mais ninguém, somente minha, seus namoradinhos ou qualquer pessoa que cogitava a ideia de se aproximar de você, fui eu que dei um jeito."— Ela olha em meus olhos e posso ver as lágrimas descerem de seu rosto.— Ele nem me deixou assimilar aquilo, dois homens me pegaram pelo braço e me arrastaram pela favela toda, até chegar no topo, na mansão que Eduardo construiu, eu perdi a voz gritando pedindo socorro, mas quem iria se meter com ele. Ao chegar na casa, na sala, dei de cara com Yuri amarrado em uma cadeira, todo arrebentando, tentei correr para perto dele, mas não deixaram. " — Yuri! Porque fizeram isso com ele?!— Eduardo anda a passos lentos até ele, e logo me encara. — Sabe, ele tentou me impedir de me aproximar de você e em um ato impensável, disse algo que o condenou. — Como assim? — Esse verme, te vê muito mais que uma irmã, menina boba.— encaro Yuri, extremamente confusa. — Irmão... — Ele te vê como uma mulher, ele diz que te ama.— Meus olhos automaticamente se arregalam. O que?! —Yuri...Como...Eu pensava que... — Eu preferiria mil vezes te ter ao meu lado me considerando um amigo ou irmão, do que longe. Tinha medo de te falar e você se afastar se mim, juro que tentei lutar contra isso, mas não consegui, me perdoa.— Vejo claramente as lágrimas em seu rosto, algo que me surpreende, pois nunca o vi chorar. — Eduardo...por favor, deixe ele ir, eu te imploro.— Ele ri. — Yuri é um ótimo soldado...O melhor dos que tenho, soltar ele, poderia ser arriscado pra mim.— Meu desespero aumenta quando ele leva sua pistola dourada, na cabeça dele. — Não! Eu faço qualquer coisa, por favor, deixa ele. — Então seja minha, e seja uma boa garota comigo, que não vou fazer nada com ele.— Ele estende a mão para mim, seus olhos verdes me encaram de cima a baixo, e sinto um nojo muito grande ao ver isso. Olho para Yuri, ele está todo ferido, bateram muito nele, se eu não fizer nada, vão mata-lo e isso eu jamais poderia suporta. Olho para Eduardo que com um simples sinal, faz os dois trogloditas, me soltarem, ele mantém sua mão estendida, caminho até ele sem olha para ninguém específico, Yuri protesta e escuto a cadeira se balança, ele está tentando se soltar. Quando Eduardo tem minha mão na sua, ele me puxa para mais perto, enlaça seu braço em minha cintura e da um beijo em meu rosto, sinto um asco e nojo terrível. Ele não é um homem feio, embora esteja na casa dos quarenta, ele se cuida bem, muitas mulheres daqui são loucas para ser mulher dele. Alto, olhos verdes, cabelo longo com fios brancos presos em um r**o de cavalo, pele n***a. Mas o nojo que sinto dele, é a forma como ele quer conseguir alguém, na base da força, fora que nunca concordei com o que ele faz da sua vida, ficar com ele vai ser sim, uma grande tortura pra mim, pois não sinto nada e ver Yuri dessa forma por sua culpa, aumenta ainda mais o nojo." Olho para minha mãe, vejo ela chorar, bem baixo e sei que esta lembrando do que passou com Urick, foi quase a mesma coisa. — Todas as noite, Eduardo abusava de mim, e como castigo por Yuri me amar, fazia ele assistir. Eduardo queria que ele visse tudo, pois a dor seria muito maior que a dor física ou até mesmo a morte, eu não podia fazer nada, se não ele mataria a nos dois. Eu nem podia chorar enquanto ele me estuprava, passei meses naquela maldita casa. Cheguei a ficar grávida, mas perdi o filho devido a uma depressão profunda que fiquei, eu simplesmente estava m*l, nos primeiros meses, eu tentava fugir ou soltar Yuri, mas Eduardo me castigava, me batia muito, me torturava e logo me estuprava, sempre.— Geovana faz um pausa e solta um choro baixo, minha mãe se apressa em abraça-la, todos estão extremamente chocados com tudo que ela falou, até mesmo Tânia chora. — Geovana, não precisa dizer... — Uma noite, Eduardo teve que viajar para bem longe, resolver negócios e deixou seus filhos me vigiando, ambos eram frutos de estupros que o mesmo fazia em mulheres da comunidade que não o queriam, mas ele tinha uma cisma muito grande comigo, ele me disse que quando voltasse, os papéis do casamento estariam prontos, eu seria sua esposa, até um anel de noivado extremamente caro ele me deu. Era obrigada a usar, era humilhante demais. Me sentia como uma cachorra usando uma coleira. " A guarda da casa estava baixa, já que fazia dois meses que eu não tentava fugir novamente, os filhos dele, resolveram dar uma festa, onde todos da casa participavam, deixaram apenas um homem me vigiando, e como eu estava " me comportando " tinha liberdade de andar pela mansão. Sai do quarto e fui até onde Yuri estava sendo mantido preso, o segurança me deu passagem. Eu chorei demais ao ve-lo preso feito um animal, mas pelo menos, Eduardo cumpriu a promessa de não machuca-lo mais. Yuri mandou eu aproveita e fugir, eu disse que jamais o deixaria ali, ele disse que a morte seria mil vezes melhor do que me ver sendo violentada todas as noites. "— Eu não vou te deixar aqui, eu não fiz isso tudo para... — Geovana, pelo amor de Deus, deixa de ser teimosa e faça isso, é para o seu bem, se ele casar com você, jamais vai conseguir se livrar dele. Fuja para o mais longe que puder, tem dinheiro suficiente na nossa casa, pode sair do país. — Yuri... — Sempre te amei em segredo, mas acima de tudo, você é minha amiga. A pior tortura é ver alguém que amamos ser machucada bem na nossa frente e não poder fazer nada, por favor, fuja! — Eles vão te matar.— Começo a chorar. — Eu já estou morto a muito tempo.— Ele chora, o puxo para abraça-lo. Levo minhas mãos para a parte de trás do seu corpo e afrocho as cordas. — Se pelo menos, for morre, morra lutando.— Abre um sorriso fraco em meio ao choro, e antes de ir embora, lhe dou um beijo, ele fica extremamente sem reação. Sem olhar para trás, saio e vou em direção às escada para sair desse inferno."
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