O feriado de Theodora com certeza não foi o melhor de todos nesse mundo, porque existe uma garota de olhos verdes que a perturba ao extremo.
Mas não foi de todo r**m também. Ela passou o feriado com o avô no sítio.
Um dos seus primos foi passar alguns dias lá também. Os dois saíram, ele era bem divertido e não a deixava ficar só na melancolia por Marcela.
A carteira de motorista da latina chegou... Junto com mais uma surpresa.
Passou todos os dias com seu avô, ele era o melhor avô do mundo em sua visão. Suas conversas eram maravilhosas.
Para Theodora não existia pessoal melhor para revelar coisas, ele descobriria mesmo que nem ela soubesse ao certo o que se passava.
E também ele era o pai de sua mãe, só ele gostava de falar dela. Os outros parentes ficavam sempre tristes só de falar nela, seu avô pelo contrário contava as histórias e ria ao lembrar o quanto ela aprontava na infância e na adolescência.
O avô sempre via as coisas pelo lado bom, Theodora achava que o câncer de sua mamãe e os momentos tristes que decorreram em sua vida foram apagados, ele os excluiu, ficando somente os bons.
— Tchau, vovô. — Theodora se despediu com um beijo no rosto do avô que estava sentado em sua cadeira na porta de casa.
Perez e Samantha estavam esperando no carro.
— Tchau, querida. — falou e deu um abraço apertado na garota. — Se cuide!
Sorriu esperto para neta.
— Pode deixar e o senhor também se cuide. — Theodora sorriu de volta. — Sem fazer aprontar, viu?
Se esticou um pouco para beijar a testa do idoso, que riu ao responder:
— Vou tentar.
— Ok. — Theodora retrucou. — Te amo, garotão.
— Também te amo. — A latina encheu o rosto do senhor de beijos.
— Eu sei disso. — falou convencido. Theodora sorriu. — Não desperdice seu tempo, vá amar a garota dos olhos bonitos também.
Sorrindo de lado ele acenou.
— Eu tentarei. — respondeu baixo.
Theodora estava descendo a escada da varanda onde o avô e ela passaram as tardes conversando coisas fúteis.
— Você conseguirá. — Reforçou. — Não se esqueça nunca do seu velho aqui!
Theodora sorriu grande, pelas últimas palavra que ouviu antes de partir para casa.
— Nunca, garotão. — respondeu.
Depois que entrou no carro, seu avô acenou para Perez, Theodora e Samantha, que estava quase dormindo, por estar cansada de tanto brincar.
*****
Demi acordou Marcela no horário que ela estava acostumada antes quando ia com Ester e Laura.
Esqueceu que Marcela tinha um carro só seu. E podia ir para escola tranquilamente, sem ter Laura e Ester perto, se agarrando.
Depois de muito insistir seus pais mandaram o dinheiro que já tinham separado para comprar um carro, antes dela ser mandada para o Texas.
Marcela levantou tranquilamente depois de 15 minutos que Demi tinha a chamado.
— Bom dia, garota que tem carro. — Demi brincou.
Marcela riu, se acostumou ao bom humor e brincadeiras da prima.
— Bom dia, mulher que tem como ex a organizadora do casamento. — Marcela retrucou e piscou para Demi.
— Nossa, pesado... Ganhou essa manhã.
— Desculpa... Mas me diz, ela está bonita?
— Ah, Marcela, não me faça perguntas difíceis... — Demi brincou e bebericou em sua xícara de porcelana, que Marcela odiava. — Ela sempre foi linda e ainda está do mesmo jeito.
Marcela pegou um pãozinho de qualquer jeito e enfiou metade na boca.
— Não rola uma recaída, não?
Demi revirou os olhos e teve vontade de jogar café quente em Marcela.
— Vai logo para aula, demônia. — brincou meio irritada por Marcela tê-la feito pensar naquela possibilidade. — E não rola! Alyria é bonita, mas nosso romance já acabou.
— Sei. — Marcela riu de forma demoníaca, enquanto saía para escola.
Estacionou do lado do carro de Laura, Ester estava encostada no muro perto do portão que dava acesso ao pátio de motos e bicicletas.
— Agora que tem carro, está metida! — Ester falou enquanto Marcela se aproximava.
— Não estou. — falou sorrindo. Meio que estava, um pouco apenas.
— Ah, está sim. — Ester retrucou, sorrindo.
— Só um pou...— falou deixando a frase morrer.
Entrou uma moto no portão que chamou atenção das duas.
Não dava para ver quem era, a lente do capacete era escura.
A pessoa vestia uma preta, com a camisa de uniforme da escola.
— Vamos ver quem é! — Ester falou e saiu andando.
As pessoas que chegavam em seus carros também estavam curiosas, porque seguiram a pessoal com o olhar.
As duas entraram no pátio de motos e bicicletas que ficava dentro da escola, diferente dos carros.
Ficaram perto de um bolinho de pessoas que olhavam para moto.
Marcela não tinha notado, mas era uma mulher, de perto deu para ver pela forma do corpo.
A garota desceu da moto e tirou a mochila das costas.
— Moto maneira. — Luca que estava ali perto, falou.
— Verdade. — Shawn concordou.
Marcela nem tinha notado ele ainda. A garota tirou o capacete ainda virada para o outro lado, balançou o cabelo tentando arrumá-los.
— Nossa! Sexy. — Ester brincou.
Naquele momento Marcela reconheceu quem era, pelo cabelo.
— Cala à boca. — Marcela falou. — Estou fazendo o papel da Laura, então quieta.
Marcela colocou as mãos na boca de Ester, enquanto encarava a garota a sua frente.
"Ela é tão linda!"