Na galeria que os alunos foram, Marcela encontrou uma porta e entrou sem saber o que tinha direito lá dentro, para começo de conversa ela não devia ter encontrado.
Theodora a seguia com os olhos, e viu exatamente o momento que a outra colocou a cabeça para fora da sala.
Marcela procurou por algo na multidão de alunos e quando encontrou, chamou fazendo um sinal com as mãos.
Marcela achou que Theodora nem fosse, mas ela estava saindo disfarçadamente sem que alguém percebesse.
A porta se fechou tão rapidamente quanto foi aberta. A sala era toda escura, menos os quadros que foram pintados com tintas neon, que eram as únicas coisas que iluminavam a sala.
— Oi. — Marcela sussurrou para Theodora.
Theodora ao sentiu a respiração de Marcela perto dela, logo a frente de seu rosto.
— Não... Você está muito próxima...
E lá estava Theodora tentando se esquivar de Marcela, novamente, como na festa.
— Estou?
— Sim... Não posso.
— Não pode o quê? — perguntou com uma voz fingida de inocência.
Marcela estava sorrindo, nada inocente. Ela encontrou a mão esquerda de Theodora e começou a dedilhar a pele da garota quase que superficialmente, subindo seu toque até o rosto.
— O-o que pensa que vai fazer?
— Você sabe o que vou fazer.
Encontrou a nuca de Theodora com os dedos e a puxou um pouco para perto de si, para que suas bocas ficassem perto.
Marcela não esperou por nada que Theodora fosse dizer ou fazer e a beijou.
Apenas um tocar de lábios no começo, mas que logo Theodora intensificou.
"Fico um pouco fraca perto dela."
A latina sentiu algo que nunca sentiu antes... E era uma sensação boa que tinha com Marcela. Tudo diferente, maravilhoso e a fazia se sentir especial.
As duas se afastaram buscando ar, mas Marcela não perdeu tempo em beijar o pescoço cheiroso de outra.
Theodora acordou do seu transe com um chupão de Marcela em seu pescoço.
— Não posso fazer isso... — falou se afastando de Marcela. — Já pensou se alguém vê?!
— Ninguém vai ver afinal nem nós estamos nos vendo. — Marcela argumentou, mas foi suficiente Theodora saiu rapidamente.
*****
Mais de uma semana depois...
— Marcela, o café está pronto! Não esqueça que vai de ônibus hoje! — Demetria gritou.
Marcela a tinha pedido para acordá-la, já que Laura não precisava ir para escola naquele dia.
A garota ainda estava na cama, então rapidamente levantou, pegou uma roupa, correu para o banheiro e tomou banho.
Conseguiu tomar café rapidamente e por pouco pegar o ônibus.
Depois de fazer sua higiene, Theodora tomou café da manhã. Passou pela sala da casa de Ester e pegou sua mochila e foram esperar o ônibus.
Theodora e sua irmã, Samantha, tinham dormido na casa de Ester. A casa da polinésia é como coração de mãe, sempre acolhe mais um.
Quando o ônibus apareceu Samantha saiu pela porta da casa feito um tiro.
As duas adolescentes esqueceram dela. Theodora sorriu para irmã sem graça que a olhou de cara f**a. Ester não conseguiu se segurar e começou a rir.
Theodora entrou no ônibus e foi para perto de Lana. Elas se conheceram no dia em que a latina foi se matricular.
Theodora segurou perto do assento da baixinha, Lana. E começaram a conversar.
Theodora parou de conversar por não conseguir acompanhar a conversa, porque simplesmente parecia grego, e resolveu fiquei de lado só encostada, sem me segurar.
Ela não sabia o porquê de o ônibus frear tão bruscamente. Só sabia que se desequilibrou e se viu caindo... Por cima de Marcela.
Theodora não sabia porque Marcela não saiu fora do seu corpo. Ela teria saído, mas foi bom que aliviou sua queda... E que queda...
Seus rostos ficaram próximos.
Theodora encarou os olhos de Marcela, deixando-a em transe. Batom vermelho em sua boca, e o rosto corado.
— É... Hum. — Marcela falou desconcertada com a situação.
— Ah... Sim. — Theodora estava envergonhada.
Theodora levantou o mais rápido que conseguiu. Marcela ofereceu a mão, que a outra pegou de bom grado, agarrando o pulso junto.
— Desculpa... Desculpa mesmo. — Theodora pediu com vergonha. — É que sou meio que... Desastrada! — sorriu sem graça por Marcela a encarar, deixando envergonhada.
— Está tudo bem... — Marcela respondeu.
Theodora estava praticamente batendo em si mesma para limpar a sujeira da roupa.
— Quer ajuda?! — a Hoff ofereceu tentando ser educada.
"Essa foi a pergunta mais estúpida que eu poderia ter feito."
— Não, obrigada — Theodora respondeu. Ela reparou em Marcela olhando para seu pescoço, mas não se importou.
*****
— Shawn, você perdeu, a Theo caiu em cima da garota de olhos verdes. — Ester falou rindo.
— Você vai ficar popular agora, Theo. — Ester começou a rir também.
— Ah, não enche. — Theodora falou irritada. Passou uma das mãos no pescoço, o que não foi boa ideia.
— Eu reparei nessa marca aí, você não vai contar nada para nós? — Shawn pressionou.
"Marcela me marcou?! Merda."
— O-o-o quê... Eu deveria contar? — Theodora perguntou, nervosa.
— Gaguejou. — Ester fez essa observação para Shawn.
— Percebi.
— Com quem você está saindo? Ele é f**o, por isso não quer contar?! — Ester quando começa, vai longe.
— Não tem ninguém, vocês são loucos. — Theodora revirou os olhos. — E isso foi só a quina de alguma coisa, vocês sabem como eu sou a maior estabanada de todos os tempos.
Exagerou um pouco para ver se eles se convenciam.
— Quina de quê? — perguntou Ester.
Se Theodora falasse que ela estava querendo saber demais, iria desconfiar mais ainda da amiga.
Então Theodora inventou uma história enorme de como tinha conseguido a marca. Foi enriquecida de detalhes que nunca existiram, assim como a história.