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Lorenzo Ferri Estou prestes a aterrizar onde eu menos ansiava, porém será divertido fazer os Bianchi jogarem o meu jogo e pagarem pelo que ousaram fazer. Esse é o meu objetivo, fazer cada um dos Bianchi virar **. Um herói? Eu estou mais para vilão, mas até os vilões se cansam e não suportam sujeira e eles têm muita, e acumulada debaixo do tapete. E algumas coisas debaixo desse tapete me pertenciam. Foi uma má escolha terem me provocado. — Tem certeza que não quer que eu fique? São inúmeras coisas perigosas para tomar conta sozinho — o Luca, meu amigo e homem de confiança indaga, assim que saímos do meu jato. A temperatura aqui está h******l. — Eu preciso que cuide apenas de tudo por lá até que eu retorne — o respondo. — Eu sei me cuidar — digo, e ele suspira. — Eu sei que sabe, mas o seu pai me fez prometer que eu não permitiria que alguma coisa acontecesse com você e você está literalmente vindo para o território de quem o matou — diz, e eu sorrio. — Nesse caso você deveria ser o menos preocupado — falo. — É que não estamos na Itália, as coisas não poderiam ser resolvidas como você normalmente resolve — ele diz. — Estava na hora de expandir o meu portfólio — digo, e ele sorri abanando a cabeça negativamente. — Parece que o senhor Jean veio para o receber — ele comenta, mas não foi nele em quem os meus olhos pousaram e sim na peça incógnita do meu tabuleiro. Zahara Bianchi. Parece que a filha daquele stronzo de m***a do Gilbert Bianchi, recebeu o meu pequeno presente. De que lado ela joga? Um mistério, e analisar as pessoas é o meu forte. Ela está contra a família ou se mantém próxima do Jean para colectar informações para o seu lado? Descobrirei em breve. — Ela é bonita — Luca comenta, o que é claro como dia. Continua sendo filha daquele desgraçado. — Lorenzo Ferri, seja bem-vindo! — o senhor Jean diz, com o seu bom humor habitual. — Obrigado! — agradeço, o saudando. — Não devia ter se incomodado — falo, e ele abre um sorriso. — Recebê-lo é o mínimo que posso fazer — diz, e eu sorrio. — Zahara Bianchi — ele a apresenta, e o seu olhar que não desviou da minha direção por um segundo que seja, esfria. Até pouco era outro tipo de olhar que eu estava recebendo. Isso será interessante. — Lorenzo Ferri — estico a minha mão na sua direção e de forma relutante ela o aperta. Band-aid no pulso... Depressiva ou apenas um acidente. Ela desenvencilha-se do aperto assim que percebe o meu olhar e ajusta a manga do seu blazer. Seu olhar castanho escuro brilha numa mistura de raiva e nervosismo diante do meu. — Também me veio receber, senhorita Bianchi? — não é suposto soar tão sarcástico. Ela sorri inconformada. Expressiva demais para uma peça incógnita. — Eu... apenas vim acompanhar o senhor Jean — diz. — Eu já estava feliz por tamanha recepção — ela sorri de forma sarcástica a minha ironia. — Garanto que não tem nenhum motivo para ficar feliz vindo para cá — foi uma afirmação ou uma ameaça? — Tchau, senhor Jean! — ela diz, simplesmente saindo. — Nós temos coisas para discutir ainda, Zahara — o senhor Jean diz, e ela nem se incomoda em virar. — Eu tenho uma reunião agora e o senhor parece ocupado, fica para depois — responde, caminhando. — Ela recebeu o pendrive — falo, e ele assente. — Recebeu — afirma. — Mas deve estar cansado da viagem, podemos falar sobre isso depois — diz, sorrindo para o Luca. — Luca, como vai? — diz, saudando o Luca que inicia uma conversa com ela. Enquanto a curta aparição da filha do Bianchi impregna a minha mente. — Aconteceu alguma coisa com ela? — questiono, me referindo ao seu pulso. — Não. Ela foi hoje cedo para o escritório, não esperava que o senhor fosse quem obteve e mandou os ficheiros — isso ficou óbvio, não é a isso que me refiro, mas não me interessa. Eu estava apenas curioso. — Assim que se acomodar vamos jantar, temos muitas coisas por conversar — ele diz, assim que o motorista termina de ajeitar todas as malas no carro. — Claro, eu passarei do seu escritório mais tarde — digo e ele assente. — Seria bom que ela estivesse, para saber onde ela está com a cabeça — falo, e ele sorri. — Se quiser confirmar com os seus próprios julgamentos, ela lá estará — afirma, e eu assinto. — Até mais, senhor Jean — o despeço. — Até mais! — ele despede-nos, indo para o seu carro também. Entramos e o motorista acelera para a penthoise que comprei para essa temporada. — Com certeza ela não será confiável — Luca comenta. — Meu plano é entender se o senhor Jean possui mesmo discernimento, para manter a filha daquele homem tão próximo enquanto investigamos esse caso — esclareço. Eu não confio em ninguém, tão pouco nos Bianchi. Eu só preciso saber, embora a excelente reputação do Jean, se ele realmente possui um bom discernimento. Eu não trabalharei com ele, mas possuímos interesses em comum, tenho que confiar minimamente no seu julgamento. — Mas ela é muito bonita, não se parece muito com o Gilbert — ele comenta. Ela é parecida com a mãe, o tom caramelo e brilhante da sua pele, o seu olhar expressivo e felino, os traços femininos irrefutavelmente atraentes... — Conseguiu investigar na causa da morte da mãe dela? — questiono. — Já tem alguém pressionando quem fez a autópsia, no relatório não tinha nada suspeito — o Luca diz e eu sorrio. Veremos se eles fizeram o trabalho deles direito em tentar esconder isso. Chegamos ao meu apartamento. — Eu chamei uma cozinheira e dois funcionários de limpeza periódicos — o Luca diz, enquanto eu observo a vista daqui. Nada mau. — Cancele — falo. — Você comprou uma penthouse e logo você acha que vai viver sem funcionários aqui? — indaga. — Eu não quero ninguém aqui, do resto eu cuido — falo. — Como preferir — diz, e vai saindo. Isso vai ser interessante.
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