Expondo a verdade

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***Vanessa*** O Fernando me enlouquece, me tira do sério. Não sei quanto tempo vou aguentar ficar nesse teatro com ele... O pior de tudo é que ele me atrai. Eu sinto falta dos abraços que poderia ter recebido, sinto vontade de dormir ao seu lado, do corpo quente, da pegada fantástica... Mas a gente mål se conhece. Seria uma loucura pensar que isso que estou sentindo é real. Estou agindo como se estivesse apaixonada — e não dá para se apaixonar por alguém em menos de uma semana, ainda mais por alguém que me trata da forma fria e arrogante como ele faz. É impossível nascer amor no meio desse caos, que é a minha relação com os Costas. Depois que saí do quarto dele no hotel, peguei um táxi e fui para o próximo cliente onde ele teria uma reunião e mandei uma mensagem pra ele. "Fui na frente. Não se atrase." Depois de alguns minutos, recebi um ok como resposta e então nos encontramos pouco tempo depois e logo entramos para a sala de reuniões. Não falamos nada sobre o ocorrido, mas tínhamos como nos esconder atrás do trabalho. Mas agora estávamos do lado de fora do cliente, depois de uma reunião longa e exaustiva, sem mais nada o que fazer a não ser voltar para a empresa e encerramos o dia. Mais eu ainda estava de carona e ainda teria que subir naquela moto. — Se não tiver mais nada que eu possa fazer, vou pegar um táxi e vou retonar para a empresa — falei com o homem diante de mim. — Eu me excedi — respirou fundo como se estivesse cometendo um crime ao me pedir desculpas — acho que tudo tem um limite e eu passei deles quando falei aquilo. — Tudo bem, não se preocupe — fui sincera — mas não espere eu te pedir desculpas por te bater. Você mereceu e muito. — Eu não esperava por isso, agora sobe — me entregou um capacete — você não comeu quase nada de manhã e já passou do horário do almoço. — Acho melhor não... — Prometo que vou me comportar. Vamos esquecer por uma tarde essa relação complexa que nós temos e apenas almoçar em um lugar agradável? —disse já ligando a moto, como se tivesse a certeza que eu diria sim. É, eu disse sim. Na verdade, acho que sou incapaz de negar algo a esse homem, principalmente quando ele usa esse tom doce e decidido. Subi na moto e deixei ele me guiar. Já que ia ter uma tarde de trégua, ia me permitir aproveitar da companhia dele, mesmo que seja por meio de um "acordou de cavalheiros". Ele me levou até um restaurante de beira de estrada, muito simples, mas também muito limpo. Lá de dentro saía um cheiro de comida fresca e bem temperada, ignorando que já se passava das três da tarde. — Gostei do lugar, mas não consigo imaginar você frequentando esse tipo de ambiente — falei para o Fernando. — Se você gostou do lugar, porque eu não gostaria? Somos tão diferentes assim? — Ele me perguntou como se a resposta não fosse óbvia. — Eu não nasci em berço de ouro. — E isso é um crime agora? — franziu a testa enquanto falava, como se eu estivesse tirando dele o direito de gostar de algo simples. — Não é isso, mas quando a gente vive tendo o básico do básico, um simples almoço em um restaurante de beira de estrada se torna um banquete. Só quis dizer que talvez frequentar ambientes diferentes e luxuosos possa ser banal para você. Uma senhora nos recebeu e então nos encaminhou para uma mesa que tinha vista para o fundo da propriedade, onde havia um lago pequeno, com alguns patos nadando e fazendo barulho — e eu poderia passar a tarde ali, olhando para aquela paz. — Eu vinha aqui quando ainda tinha uma família. Quando o seu namorado ainda se importava com a gente. — Achei que você tivesse dito que teríamos paz, ainda que temporariamente — o questionei, fazendo com que ele me lançasse um olhar surpreso. — Não sabia que o relacionamento de vocês te incomodava ao ponto de não poder tocar no nome dele perto de você. Ele costuma falar com tanta naturalidade de vocês... — Não existe essa de vocês — o interrompi, falando mais alto do que devia — o seu pai é só o chefe ba.baca que me assedia o tempo todo. Nunca tivemos nada. — Como assim? — A incredulidade emanava de seu rosto. — Droga! Acho que vou ter que beber alguma coisa forte. Essa conversa não tem nada de tranquilidade. Ele acenou para uma atendente e pediu uma garrafa de uísque, que logo o atendeu e a colocou em cima da mesa. — Não deveríamos beber. Temos que voltar para o trabalho. — Eu não vou beber. Além de estar pilotando a moto, tenho algumas pendências na empresa, mas você está liberada por hoje. Beba à vontade. Eu sorri para ele, tentando ignorar o desespero dele para que eu contasse toda a verdade e foi o que eu fiz, ainda que de forma resumida. — O seu pai invocou com a minha cara, tentou me levar para a cama e como eu disse não para ele, meio que me tornei a sua obsessão. Ele acabou com a minha vida profissional, aliás, vocês acabaram, né? Senti o Fernando engolindo em seco e depois de um instante de silêncio, onde era nítido que ele estava pensando em algo, finalmente falou. — Mas aquele dia na sua casa? Vocês estavam bem... íntįmos? — Ele subiu sem ser anunciado, pois jamais deixaria ele subir. Achei que era o delivery, mas quando abri a porta era ele. O seu pai tentou me comprar mais uma vez e quando eu recusei a sua proposta, ele tentou me agarrar à força e então eu dei uma joelhada nas bolas dele — mas aí fiquei com medo dele morrer e o socorri. Eu vi a sua boca se abrir e fechar algumas vezes e ele apenas encheu o meu copo mais uma vez e antes que eu o colocasse na boca, ele se antecipou e tomou um gole pequeno. — Eu preciso beber! — Falou puxando o ar para os pulmões e depois expirando bem devagar. — Eu faço isso por nós! — Levantei o meu copo para ele, simulando um brinde e recebi um sorriso de canto de boca.
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