Story By Dona Alencar
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Dona Alencar

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D. Alencar | Escritora & Tradutora Literária Apaixonada pelo poder transformador das palavras, dedico minha trajetória a criar narrativas autorais e a traduzir obras literárias, conectando leitores a diferentes culturas, idiomas e perspectivas. Quando não estou construindo meus próprios universos, estou criando pontes entre histórias pelo mundo.
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Proibida para mim
Updated at Oct 24, 2026, 21:57
Nova York 1990 Enquanto eu brinco com meu carrinho o observo perto da piscina. Nathan anda de um lado a outro chutando as coisas pelo caminho e amaldiçoando alguém que provavelmente o deixou contrariado. Finjo que estou concentrado em meu mundo imaginário na esperança de que ele me ignore. Eu não quero ser vitimas de seus ataques. — Me dê seu carro Neil! — Nathan grita insolente. — Não! — eu respondo sem me importar em encará-lo. Nathan bate os pés no chão de forma impaciente. — Eu já disse para me dar! — Você tem os seus — encara-o com firmeza demais para vir de alguém tão pequeno. — Alias tem vários. Por que sempre quer ter as minhas coisas Nathan? — Você sempre fica com as melhores coisas. — Isso não é verdade os carrinhos são iguais e você sempre os escolhe primeiro. — Mas enjoei dos meus e, além disso, alguns estão quebrados — Nathan se queixa. — Por que você não sabe cuidar de suas coisas. Se parasse de jogá-los contra parede sempre que fica com raiva não estariam assim. — Se você não me der eu vou afogar seu gato na piscina. Encaro-o com raiva. Algumas vezes eu tenho muita raiva dele como hoje por exemplo. — Pega! — estico o carrinho para ele já sem me importar é só um carrinho idiota. — Fique com ele. Alias fique com todos eles, mas deixa o Barney em paz, ele é só um filhotinho. — Ah é? — ele ri com deboche. — Acho que será mais divertido saber se os gatos sabem nadar. — Você não faria isso! — encara-o com determinação. O gatinho branco e preto enrosca nas pernas dele sem a mínima ideia de que é alvo de suas maldades. — Então olhe! Nathan pega o gato no chão pelo pescoço e me empurra contra a árvore em que estive encostado. Bato a cabeça contra o tronco e me sinto desorientado por alguns instantes e a cena que segue diante de mim me deixa estático.
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