bc

Quero o Divórcio Agora!

book_age18+
29.7K
FOLLOW
202.2K
READ
revenge
love-triangle
contract marriage
family
opposites attract
arranged marriage
drama
kicking
city
cheating
childhood crush
like
intro-logo
Blurb

Cinco anos de casamento e um amor que parecia morto... até que renasceu no momento menos esperado.

Ana Lombardo aceitou se casar com Kendell Lesters por conveniência, deixando para trás seus sonhos, sua independência e suas emoções. Durante anos, compartilharam um teto sem compartilhar a alma. Mas, quando a distância começa a ser preenchida por olhares, toques e confissões, Ana descobre que, sob a frieza de Kendell, há um homem capaz de amar com intensidade... e destruir com a mesma força.

Justo quando o amor parece florescer entre eles, os segredos, os medos e as feridas não cicatrizadas ameaçam desmoronar tudo. E, no instante em que ela se atreve a lutar pelo que sente, o destino lhe dá um golpe brutal que mudará suas vidas para sempre.

Pode o amor verdadeiro nascer de um casamento por obrigação?

E resistir quando a vida decide colocá-lo à prova?

chap-preview
Free preview
Cinco anos
Eu estive casada com Kendell Lesters, um empresário bilionário, de temperamento forte, dominante, com um físico de tirar o fôlego e a presença imponente de um homem que sempre conseguia o que queria. Ou, pelo menos, tentava. Porque comigo nem tudo saiu como ele esperava. Meu nome é Ana Lombardo: esposa, amiga, irmã e empresária. Casei-me muito apaixonada por Kendell e ele, ou assim acreditei ingenuamente, também estava por mim. No início, acreditei em tudo. Seus olhares intensos, suas promessas sussurradas, a forma como segurava minha mão em público como se quisesse que o mundo soubesse que eu lhe pertencia. Mas tudo era mentira. Nosso matrimônio nunca se consumou. Cinco anos juntos e nem uma única noite como marido e mulher. Eu, que havia sonhado com sua pele sobre a minha, com perder-me em seus braços, acabei sendo a esposa decorativa que ele exibia como um troféu. Uma fachada perfeita para a sociedade, mas vazia por dentro. Até um dia atrás. Ele chegou em casa, visivelmente incomodado. Havia bebido, notei em seu olhar turvo, na leve falta de jeito de seus movimentos ao tirar o paletó. Sua camisa estava desabotoada até a metade, revelando a pele bronzeada de seu peito, e seu cabelo, sempre impecável, parecia bagunçado, como se tivesse passado as mãos por ele com frustração. Tentei ignorá-lo, fingir que não o via, que já não me importava. Mas então, ele o fez. Ele me beijou. Com fome. Com raiva. Com ânsias acumuladas durante cinco anos. E eu, como uma boba, me rendi. Eu me odiei por isso. Entreguei-lhe tudo. Pela manhã, quando acordei, ele já não estava. Havia partido, deixando na cama apenas o eco do que fora uma noite que nunca deveria ter acontecido. E eu... simplesmente prometi a mim mesma não voltar a cair. Agora, enquanto tomava o café da manhã, estava decidida a terminar com tudo. Tinha os documentos do divórcio prontos e, com eles, a vontade férrea de arrancá-lo da minha vida. Mas então, ele entrou. A porta principal fechou-se com força atrás dele, ecoando por toda a casa. O som de seus passos ressoou sobre o mármore, firmes, dominantes, como se ainda tivesse o direito de preencher o espaço com sua presença. Seu terno escuro estava impecável, apesar do leve desalinho da gravata que indicava que não havia dormido bem. Seu olhar cinzento estava mais frio do que nunca, mas eu já não temia esse gelo. Não levantei a vista. Levei a torrada à boca, mordi com lentidão e mastiguei com calma, fingindo que sua presença não alterava em nada a minha rotina. Não ia dar a ele o poder de me desestabilizar. — Precisamos conversar — disparou ele, sua voz grave, autoritária. Nem sequer pisquei. Peguei o guardanapo de linho, limpei o canto dos meus lábios com uma calma deliberada e finalmente o olhei com fingido desinteresse. — Você terá que esperar eu terminar de tomar o café da manhã — disse eu, com voz pausada, quase entediada —. Sabe que não posso pular minhas refeições. Ah, certo... você não sabe — finalizei com sarcasmo, revirando os olhos com desdém. Vi como sua mandíbula se tensionou. Seu semblante endureceu, mas não disse nada. Em vez disso, tirou um envelope pardo de sua pasta e o jogou sobre a mesa com um movimento brusco. — Não posso esperar que você termine com seus caprichos. Preciso que assine isto. Sua voz era cortante, quase impaciente. Como se o incomodasse ter que estar ali. Baixei o olhar para o envelope e o peguei com calma, saboreando a leve irritação em sua expressão. Levei meu tempo para abri-lo. Ao desdobrar a primeira folha, meu estômago se contraiu. Pedido de divórcio. Por um breve segundo, tudo parou. Meu coração bateu com força, mas meu rosto não o delatou. Não ia lhe conceder nem uma única amostra de fraqueza. Respirei fundo, fingindo indiferença, e lhe dediquei um sorriso de deboche. — Posso saber o que te levou a tomar esta decisão? — perguntei com voz neutra, como se não me importasse em absoluto. Kendell cravou seus olhos nos meus. Sua expressão era pétrea. Sua mandíbula se contraiu levemente, como se lhe custasse dizer, mas, no final, ele soltou. — Amanda voltou. Ela se divorciou... e está grávida. É meu filho. O ar abandonou meus pulmões de golpe, mas não me alterei. Não pisquei, nem sequer franzi a testa. Não ia lhe dar esse gosto. Amanda. Minha ex-melhor amiga. A mesma que costumava me jurar lealdade, que conhecia meus medos mais íntimos. A mulher que havia me traído da forma mais vil. E agora, ia ter um filho com meu marido. O veneno subiu pela minha garganta, mas minha voz soou suave, letal. — Você tem certeza de que é seu? — soltei com um sorriso de lado, com toda a malícia que pude reunir. Seus olhos escureceram instantaneamente. A fúria brilhou em seu olhar. Em um movimento rápido, envolveu meu pescoço com a mão, apertando com a força exata para deixar claro que ainda podia me controlar, mas não o suficiente para me machucar. — Não passe dos limites! — rosnou ele, seu hálito quente roçando minha bochecha. Sua voz era áspera, carregada de raiva contida. Olhei-o direto nos olhos. Não pisquei. Não tremi. Não lhe dei o prazer de me ver intimidada. Quando ele me soltou, respirei fundo, mas não toquei meu pescoço. Não ia demonstrar que aquilo tinha me afetado. Com calma glacial, peguei a caneta que descansava junto aos documentos. Nem sequer li as cláusulas. Não me importavam. Não queria nada dele. — Você pode ficar com tudo — disse com a voz firme, meu olhar cortante —. Gosto de fazer doações aos pobres. Vi como a incredulidade cruzou seu rosto. — Isso é tudo? Você não vai reclamar? — perguntou ele, incrédulo, como se esperasse que eu me ajoelhasse diante dele, que lhe suplicasse. Sustentei o olhar. Frio. Vazio. — Não. Isso é tudo. Levantei-me com dignidade, com a cabeça erguida. Dei meia-volta e subi as escadas. Mas, assim que fechei a porta atrás de mim, a máscara se quebrou. Deslizei contra a madeira, respirando com dificuldade. As lágrimas que havia contido durante toda a discussão começaram a rolar por minhas bochechas, silenciosas e amargas. Mas Kendell não saberia. Nunca saberia.

editor-pick
Dreame-Editor's pick

bc

A Vingança da Esposa Desprezada

read
4.8K
bc

Amor Proibido

read
5.5K
bc

De natal um vizinho

read
14.0K
bc

Primeira da Classe

read
14.1K
bc

O Lobo Quebrado

read
128.9K
bc

Sanguinem

read
4.3K
bc

Meu jogador

read
3.3K

Scan code to download app

download_iosApp Store
google icon
Google Play
Facebook