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O Preço do Poder

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Damin Poulin, primeiro nome a ser cotado para ocupar a Cadeira Presidencial após a aposentadoria anunciada pelo seu pai.

Mas o poder carrega seu preço e talvez e talvez, ele nao seja o unico disposto a tudo para vencer.

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Sucessão
Damien Poulin, o nome mais cotado para assumir a cadeira da presidência, desde que seu pai, Jacques Poulin, resolveu anunciar sua aposentadoria. Na empresa, os nervos estavam à flor da pele. Cada reunião do conselho parecia um campo de batalha silencioso, onde sorrisos eram armas e apertos de mão escondiam alianças frágeis. Todos queriam uma vaga no topo — ou, pelo menos, estar perto o suficiente do poder para influenciá-lo. Damien, no entanto, não demonstrava qualquer sinal de ansiedade. Encostado à mesa de vidro em seu escritório, com a cidade se estendendo sob seus pés, ele observava em silêncio. O reflexo de seus olhos âmbar no vidro denunciava algo que poucos conseguiam perceber: cálculo. Frio, preciso. Ele sabia. Sabia que não era apenas sobre herdar um império — era sobre sobreviver a ele. Seu pai não havia construído aquela empresa sendo gentil. E, certamente, não esperava que o filho fosse. A porta se abriu sem aviso. — Eles estão começando — disse Claire, sua assessora, com a voz firme, mas o olhar carregado de tensão. — O conselho inteiro está lá… e não parecem dispostos a esperar por você. Damien ajeitou lentamente o punho do terno, como se cada segundo fosse parte de um ritual. Então, um leve sorriso surgiu. — Ótimo — respondeu. — Que comecem sem mim. Claire franziu a testa. — Você quer entrar depois? Ele caminhou até a porta, passando por ela sem pressa. — Quero que eles se esqueçam de que precisam de mim… — disse, com a voz baixa. — Só assim vão perceber que não têm escolha. E então, ele entrou na sala. Ele entra. Devagar. Passos calculados, firmes, ecoando no silêncio que, pouco a pouco, toma conta da sala. Conversas são interrompidas no meio, olhares se cruzam rapidamente antes de recaírem sobre ele. Damien não diz nada. Seu olhar frio, quase monótono, percorre cada rosto ao redor da mesa. Um por um. Demorado o suficiente para incomodar. Preciso o suficiente para ser intencional. Ele vê tudo. A tensão no maxilar de um conselheiro. Os dedos inquietos de outro tamborilando na mesa. O sorriso forçado daquele que claramente já escolheu um lado. Ou vários. Sem pressa, ele caminha até seu lugar. Ao lado direito do pai. Não pede licença. Não anuncia sua chegada. Não busca aprovação. E, ainda assim, ninguém ousa contestar. A cadeira desliza suavemente quando ele se senta. O som parece mais alto do que deveria — ou talvez seja apenas o peso do momento. Jacques Poulin não olha para o filho imediatamente. Mas o leve movimento de seu dedo sobre a mesa denuncia algo raro: expectativa. Damien cruza as mãos à frente do corpo, postura impecável, expressão neutra. Como se aquela sala — aquela empresa — já fosse dele. O presidente limpa a garganta, retomando a reunião: — Como eu estava dizendo… Mas ninguém mais estava ouvindo da mesma forma. Porque agora, ele estava ali. E tudo havia mudado. Um dos conselheiros, Henri Dubois, inclina-se ligeiramente para frente. — Já que estamos todos presentes — diz, medindo cada palavra — acredito que seja o momento ideal para discutirmos a sucessão. Silêncio. Pesado. Denso. Os olhos, inevitavelmente, se voltam para Damien. Ele não reage de imediato. Apenas inclina levemente a cabeça, como se a questão fosse... pequena demais. Então, finalmente, fala: — Discutir? Sua voz é baixa. Controlada. Perigosa. Um leve arqueamento de sobrancelha. — Pensei que estivéssemos aqui para decidir. O silêncio após a fala de Damien não se quebra de imediato. Pelo contrário — se intensifica. Alguns conselheiros desviam o olhar. Outros fingem analisar documentos que já não importam. Ninguém parece disposto a ser o primeiro a responder. Exceto ela. — Decidir? A voz feminina corta o ambiente com precisão. Calma. Segura. Sem pressa — e, acima de tudo, sem medo. Damien move apenas os olhos em sua direção. Sentada do outro lado da mesa, postura impecável, está Élise Moreau. Diretora jurídica da empresa. Cabelos escuros presos em um coque baixo, traços marcantes, olhar afiado como lâmina. O tipo de mulher que não levanta a voz — porque nunca precisou. Ela fecha a pasta à sua frente com um gesto suave. — Interessante — continua, inclinando levemente a cabeça. — Porque, até onde me consta, decisões exigem consenso. E consenso exige… discussão. Alguns membros do conselho respiram, aliviados por alguém ter tido coragem de falar. Outros apenas observam. Porque aquilo não era uma simples intervenção. Era um desafio. Damien a encara agora, diretamente. Sem pressa. Sem irritação. Mas, pela primeira vez, há algo diferente em seu olhar. Interesse. — E você acredita em consenso, doutora Moreau? — pergunta ele, a voz tão controlada quanto antes. Ela sustenta o olhar sem vacilar. — Eu acredito em poder bem fundamentado — responde. — O que, curiosamente, nem sempre vem de herança. Um murmúrio baixo percorre a mesa. Jacques finalmente olha entre os dois. Atento. Muito atento. Damien recosta-se na cadeira, analisando-a como se estivesse reorganizando mentalmente o tabuleiro. — Então me diga — ele continua — o que exatamente você sugere? Élise entrelaça os dedos sobre a mesa. — Que antes de assumir qualquer cadeira… — ela faz uma breve pausa, escolhendo as palavras com precisão cirúrgica — você prove que consegue mantê-la. Silêncio. Denso. Vivo. Algo muda na sala. Não é mais apenas uma reunião. É um jogo. E, pela primeira vez desde que entrou, Damien sorri de verdade. Não amplo. Não amigável. Mas genuíno. — Finalmente… — murmura ele. — Alguém interessante. Os olhos dele não saem dela. E, de forma quase imperceptível, Élise sustenta um leve sorriso de volta. Não de provocação. Mas de reconhecimento. Ela também viu. Ele não era o único predador naquela sala. — Agora me diga… — Damien inclina-se levemente para frente, o olhar fixo nela, um sorriso irônico desenhando o canto dos lábios — como seriam essas “provas”? Nenhum som na sala. Nem respirações ousam ser altas demais. Élise não responde de imediato. Ela o observa. Como se avaliasse não apenas a pergunta… mas o homem por trás dela. Então, descruza as mãos e se levanta. O simples movimento já muda o eixo da sala. — Três frentes — diz, caminhando lentamente ao longo da mesa. — Se o senhor Damien Poulin pretende presidir esta empresa, deve provar que consegue sustentá-la onde ela é mais vulnerável. Ela para. Olha rapidamente para Jacques… e depois volta para Damien. — Primeiro: crise. Alguns conselheiros se entreolham. — Há uma ação judicial prestes a vir à tona. — Sua voz continua firme. — Uma subsidiária internacional… práticas questionáveis… e uma imprensa que adoraria transformar isso em escândalo. Um leve desconforto se espalha. — Quero ver como você lida com pressão real. Sem o nome do seu pai como escudo. Ela ergue um dedo. — Segundo: poder interno. Agora, seus olhos percorrem a mesa. — Metade deste conselho não confia em você. A outra metade… teme você. Um leve sorriso, quase imperceptível. — Nenhum dos dois sustenta uma presidência. Ela se aproxima um passo da cadeira dele. — Convença-os. Sem ameaças. Sem herança. Apenas influência. Silêncio absoluto. Então, o terceiro dedo. — Terceiro… visão. Ela se inclina levemente, apoiando as mãos na mesa. Agora estão mais próximos. Muito próximos. — Esta empresa não precisa de um herdeiro. Precisa de alguém que a leve a um lugar onde nem mesmo Jacques Poulin ousou ir. Uma pausa. O olhar dela não vacila. — Mostre qual é esse lugar. O silêncio que segue é quase elétrico. Damien não desvia. Não recua. Pelo contrário… ele parece mais vivo. O sorriso dele se aprofunda, mas seus olhos permanecem frios. Calculando. — Crise, controle… e legado — ele repete, como se experimentasse o peso das palavras. Então, se levanta. A cadeira desliza para trás com um som seco. Ele dá um passo na direção dela. Agora estão frente a frente. — Você não está propondo provas… — diz, baixo. — Está propondo uma guerra. Um segundo de pausa. O suficiente para que todos sintam. — E me colocando no centro dela. Élise inclina levemente o rosto. — Não. Um quase sussurro. — Estou revelando onde você já está. Silêncio. Denso. Cortante. Damien a encara por mais um instante… e então solta uma breve risada, baixa. — Perfeito. Ele se vira, olhando agora para o restante do conselho. — Quanto tempo? Élise responde sem hesitar: — Trinta dias. Alguns conselheiros reagem discretamente. Pouco tempo. Curto demais. Arriscado demais. Damien apenas ajusta o punho do terno. — Então sugiro que comecem a prestar atenção — diz, a voz firme. — Porque em trinta dias… Ele lança um último olhar para Élise. Intenso. Direto. — …vocês não estarão decidindo se eu posso assumir esta cadeira. Uma pausa. — Estarão decidindo se conseguem me impedir.

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