Uma Tarde de Sorrisos e Confissões

399 Palavras
Um mês se passou desde aquele último conflito com Amanda. A vida seguia mais leve, com dias de paz, estudos intensos e o amor por Otávio crescendo cada vez mais. Naquela tarde tranquila, recebi uma mensagem dele: "Vida, vem aqui pra casa mais tarde? Quero terminar umas coisas aqui com você… e matar a saudade." Sorri sozinha com o celular na mão. Já fazia um tempo que eu não ia até a casa dele, e confesso… já estava mesmo com saudade. Sem pensar duas vezes, levantei e fui até o quarto da minha mãe. — Mãe? — Oi, filha. Entra. — Como a senhora tá? — Tô bem, um pouco de dor de cabeça, mas já já passa. — Ela respondeu com um sorriso cansado, mas doce. — E você e o Otávio, como estão? Sentei-me na beirada da cama e dei aquele sorrisinho tímido que só quem está apaixonada entende. — Ah, mãe… a gente tá tão bem. Toda vez que estamos juntos é incrível. A forma como ele me olha… como ele consegue me surpreender todos os dias… parece que eu tô num sonho. Minha mãe ficou só me observando, com aquele olhar que mistura ternura, cuidado e orgulho. Depois sorriu e disse: — Meu bebê está amando. Que coisa mais fofa! — Mãe… assim não tem graça! — respondi rindo, meio encabulada. Ela riu comigo e segurou minha mão. — Minha filha, você não imagina a felicidade que é ver você feliz assim. Saber que o Otávio te trata com carinho, que te faz bem… isso me deixa mais tranquila, mais leve. Isso é amor de verdade, minha filha. — Mãe… — sorri emocionada — ele me chamou pra dormir na casa dele hoje. — ui, ui,hoje sim! — ela disse levantando as sobrancelhas com um olhar travesso. — Mãe, para! — falei rindo, jogando uma almofada nela, mas sem esconder o riso cúmplice. Rimos juntas como sempre — não apenas mãe e filha, mas verdadeiras amigas. Havia confiança ali, um laço bonito e cheio de amor. — Vai, filha — ela disse me dando um tapinha leve na perna. — Corre pra se arrumar, arrumar tua roupa… que uma hora voa! Me levantei com o coração leve e as bochechas ainda queimando de felicidade. Era bom ter alguém esperando por mim… e ainda melhor saber que minha mãe estava feliz por me ver tão amada.
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