Capítulo 08 - Meu emprego, cadê?

871 Palavras
- Oh seu Bernado, eu preciso muito trabalhar. - O menino ficou de joelhos - Se eu não trabalhar eu não terei dinheiro para comprar nada. Como eu vou comprar uma casa? - Perguntou ao homem.    -Comprar uma casa? - Bernado riu - Com o que um cuidador de porcos recebe? Tá doido em moleque?    -Olha, seu Bernado. Eu vou receber muito bem! - Afirmou o menor, convicto.    -Se você diz - Disse o homem. - Mas trabalhar você não vai.    -Onde está o senhor duque? - Questionou.    -Está na cidade, resolvendo coisas. Ele me pediu para não o deixar, sair.    -Por favorzinho.    -O que está acontecendo? - Vinícius reconhece aquela voz, é da mãe do duque.    -Senhora Maria de Fátima, eu sinto muito por estar aqui em sua sala, mas o seu filho me deu ordens de não deixar o menino sair e ele quer ir catar lavagem.    -Catar lavagem? - Pergunta com cara de nojo.    - É meu trabalho, senhora. - Falou ele - Pode pedir para ele deixar eu ir trabalhar? - Fez uma cara de pidão.    -Claro - Falou ela. Pouco se importava com o que aquele menino queria, mas era uma oportunidade de irritar seu filho e ela jamais a perderia. - Deixe-o ir, Bernado. Deixe que eu me resolvo com o meu filho.    -Tudo bem, senhora. - Falou o grande homem, enquanto saia da casa.    -Obrigado - Disse o menino abraçando a mulher, que sequer entendeu o que acontecia. Ela ficou entorpecida pela ação do menino, nunca mais havia dado um abraço. E por mais que fosse aquele menino, com aquelas roupas rasgadas e que nem sequer pertencia a nobreza, ela se sentiu bem naquele abraço, mas claro que ela nunca iria admitir.    -Ok, jovem. - Disse ríspida - Já pode parar e ir trabalhar.    -Sim, senhora!    O menino saiu em disparada até os fundos, lá encontrou uma das cozinheiras.     -Olá, senhora. - Disse - Eu vim buscar a lavagem, tem alguma coisa?    A moça apenas o indicou com a cabeça onde tinha um balde com as sobras das comidas.    -Obrigado, senhora. Licença - Falou entrando na cozinha e pegando o balde. Caminhou até achar a casa onde iria ficar, o chiqueiro era bem perto e assim ele conseguia se localizar ali. O plantio de cana-de-açúcar ficava atrás, era enorme. Vinícius nunca entraria ali, ele com toda certeza se perderia! Seria um terror se perder ali dentro.    Alimentou os porcos, foi até o poço encheu o balde e colocou a água no "coxo" (Bebedouro), dos porcos, para que estes pudessem tomar água.    Observou aquele poço e pensou que não teria m*l algum em dar um mergulho ali.  Se aproximou do poço, retirou as suas roupas, ficando totalmente nu e entrou no poço. Começou a brincar sozinho ali dentro.    -O que faz aí? - Questionou um homem grande que Vinícius ainda não conhecia.    -Eu estou tomando banho, senhor. - Exclamou sorrindo. - Nossa, essa água está tão boa!.    -Quem é você? - Perguntou o homem, sentando-se em uma pedra, enquanto observava aquele menino bonito.    -Eu sou o Vinícius e o senhor?    -Sou o Antônio.    -Prazer - Disse o menino saindo da água e indo vestir suas roupas. Antônio olhava aquelas curvas e aquele corpo com desejo e nem sabia disfarçar. Seu p*u ficou duro.    -Você trabalha aqui? - Perguntou interessado.    -Trabalho sim - Falou ele - Eu cuido dos porcos e você?    "É só um cuidador de porcos, eu posso fazer o que quiser com ele."    -Eu trabalho para o senhor Alberto. Sou um de seus homens de apoio.     Vinícius vestia a camisa, que colou em seu corpo por está molhado. Ele percebeu que assim como Bernado, aquele homem tinha uma arma.    -Legal - Ele deu um sorriso para o homem. - Eu vou indo, até seu Antônio.    -Espera - O homem se levantou rápido de onde estava, ele iria usar aquele garoto até dizer chega. O que ele poderia fazer? Parecia tão indefeso e o que um criador de porcos poderia fazer contra um dos homens do duque?    -Senhor? - Ele perguntou olhando o maior se aproximar.    -Eu preciso que venha comigo. - Falou seco.    -Pode ser depois, senhor? Eu vou entrar agora. - A barriga do menor roncou - Eu ainda não comi nada, desculpa.    -Eu ainda não comi também, mas eu vou agora. - Pegou no braço do menor - Venha comigo, agora.    Vinícius nem entendia essa precisão de ter de ir com aquele homem. O que ele queria?    -Senhor - O menor falou, atraindo toda a atenção do mais velho. - Por favor me solta, eu vou com o senhor depois, ok? - Forçou um sorriso - Vou só pegar sobras para comer na cozinha, eu estou faminto. Tudo bem?    O mais velho negou, enfurecido empurrou o menino no chão que caiu de b***a. Ele ficou por cima de Vinícius e o paralisou.    -Senhor? - Perguntou quando o homem mordeu seu pescoço. - O que o senhor vai fazer?    -Calado - Disse o homem autoritário. Ele virou o menino de bruços. Vinícius sentiu a terra do lado de seu rosto, ele não sabia o que estava acontecendo, mas estava quase chorando. O homem arrancou o short do menino o deixando totalmente exposto.       
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