Briga noturna

939 Palavras

O cheiro do sabonente, da água morna e do shampoo barato preenchia o pequeno banheiro. Lâmia lavou os cabelos com cuidado, esfregou a pele como se quisesse tirar o passado junto com a sujeira. Quando vestiu a roupa limpa e saiu, foi para fora; Cora e Penélope estavam sentadas em um mesa de jardim. — Vem comer, Lâmia— disse Cora, sorrindo. Ela se sentou. Comeu devagar, os olhos atentos, desconfiados. Observava cada movimento, cada gesto. Mas aos poucos foi relaxando. — Seu nome é bonito — disse Cora. — Lâmia. — Era da minha avó. Ela dizia que sonhou com esse nome antes de eu nascer. — Sua avó devia ser uma mulher forte. — Era. Até o fim. Ninguém perguntou mais. Elas respeitaram o tempo dela, o espaço, o ritmo. Quando terminou de comer, Lâmia ofereceu ajuda. — Posso lavar a louça

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