O Que a Mente Inventa

1116 Palavras

O silêncio entre a gente não era constrangedor. Era pior. Era carregado. A casa tinha aquele barulho típico de tarde preguiçosa: o vento batendo de leve nas folhas do quintal, o som distante da água da piscina se movendo devagar. Manuela tinha entrado para buscar alguma coisa na cozinha — um pano, um tempero, qualquer desculpa doméstica — e, de repente, eu e Sophia ficamos ali. Sozinhos. Não completamente sozinhos. Mas o suficiente. Ela estava sentada na espreguiçadeira, as pernas dobradas, o cabelo ainda úmido caindo sobre os ombros. Tinha colocado uma camiseta larga por cima do biquíni, dessas que a gente usa sem pensar, só porque é confortável. E talvez fosse isso que mais me desarmasse: a naturalidade. Nada calculado, nada forçado. Só ela sendo ela. E eu tentando, com todas as for

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