Aquela noite parecia não querer terminar. E, a cada segundo que passava, mais eu me dava conta de que, talvez, estivesse começando algo que não tinha como terminar. Eu estava ali, com Manuela, a poucos centímetros de distância, e o mundo todo ao nosso redor parecia ter se dissolvido na suavidade do momento. Ela ainda estava encostada em mim, a cabeça sobre meu ombro, os cabelos soltos, levemente ondulados, com aquele cheiro de flores frescas que eu ainda sentia na ponta do nariz. O toque de seu corpo contra o meu era reconfortante, como se finalmente as peças de um quebra-cabeça se encaixassem. Aquela noite, com toda a sua suavidade e complexidade, nos unia de uma forma que não conseguíamos evitar. Foi Manuela quem quebrou o silêncio, ainda com a voz suave, mas com uma sinceridade palpáv

