Conselheiro

1165 Palavras

O relógio do painel marcava quase nove da noite quando estacionei diante do prédio de Nathan. O carro ainda exibia a marca discreta do amassado na traseira — o tipo de detalhe que passaria despercebido pra qualquer um, menos pra ele. Eu podia imaginar o sarcasmo antes mesmo de ouvir. Subi os degraus devagar, o cansaço da tarde ainda pesando nos ombros. Nathan morava num apartamento espaçoso, no alto de um edifício moderno, com vista pra cidade e uma bagunça que desafiava as leis da física. Toquei a campainha uma vez. A porta se abriu segundos depois, e ele apareceu — descalço, camiseta preta, copo de uísque na mão e aquele sorriso de quem já aprontou alguma. — Santo Deus — disse, antes mesmo de me cumprimentar. — Não acredito que o doutor perfeição veio aqui sem agendar horário. —

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