Me abrindo mais

1250 Palavras

Betina Ferrarini Assim que coloco os pés fora do portão, vejo o carro do Rafa encostando na calçada. O sorriso dele me recebe antes mesmo que ele diga qualquer coisa, e eu retribuo. Entro no carro e sou envolvida pelo cheiro amadeirado que é tão dele, tão único, que me faz sentir uma tranquilidade instantânea. Aquele aroma parece que invade meus sentidos e bagunça minha cabeça de um jeito bom. — Tá gata, hein? Que isso! Tô me sentindo um mendigo perto de você. — Ele solta, em tom de brincadeira, enquanto me dá uma rápida olhada antes de voltar os olhos para a direção. — Ai, Rafael, larga de ser dramático! Eu tô simples também. — Falo rindo, ajeitando o cinto de segurança. Ele dá partida no carro, e o som que enche o espaço não é nenhuma surpresa: funk. Sempre funk. No começo, confesso

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