53 - Carla

1213 Palavras

Carla Narrando Eu ainda lembro direitinho da nossa conversa na garagem da minha casa, como se tivesse gravado na pele. Eu e o Carioca, não, o Caio, porque foi ali que ele pediu pra eu chamar ele assim. A garagem tava meio escura, só a luz amarela pendurada, cheiro de concreto e gasolina, aquele silêncio que parece que escuta o coração da gente bater mais alto. Ele encostou no carro, cruzou os braços e me olhou daquele jeito sério que só ele tem. Eu fiquei nervosa, mexendo no dedo, sem saber se sorria ou se respirava. — Carla, deixa eu trocar uma ideia contigo. Na hora meu estômago gelou. — Fala — respondi, tentando parecer tranquila. Ele chegou mais perto, invadiu meu espaço sem pedir licença. Não foi invasivo, foi firme. Presença. Caio é isso. — A gente já tá se curtindo, teu pai

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