— Isso parece tedioso.
Comentei enquanto tirava meu casaco e coloquei sobre o sofá.
— A senhorita faz parte da realeza, não pode se misturar, por segurança.
Ele disse em seguida murmurou algumas palavras que eu não conseguia ouvir. Deixei minha bolsa no sofá e disse:
— Realeza.
Murmurei para me mesma, desde quando eu segui ordens e normais? Peguei meu copo e saí caminhando de volta para o público.
— Vamos nos divertir.
Fizemos um brinde, quando levantei os olhos, encontrei Diego olhando para nossa direção, sorri do lado e levantei o copo em breve aceno.
— Vamos dançar.
Dei um gole em minha bebida, fomos deixar os copos no balcão e corremos para a pista de dança. Eu sorri deixando a música envolver meu corpo, balançando loucamente, um copo após o outro. Emily e eu estamos nos esfregando no meio da pista de dança. Isso não seria uma coisa r**m, exceto que eu tenho que puxar a parte de trás do meu vestido e quanto mais eu bebo, menos eu o percebo subindo.
Continuo dançando com Emily, mas me sinto muito mais sóbria agora. Depois de outra música, eu me viro para Emily.
— Eu preciso usar o banheiro.
— Boa ideia. Vamos.
Abro o caminho em direção ao banheiro, enquanto Emily fazia suas necessidades, organizava meus cabelos.
Estamos quase no fim do corredor, quando um homem aparece na frente da Emily. Eu me aproximo ao lado dela para ver qual é o problema.
— Eu vi você a noite toda se esfregando e beijando várias bocas, que tal uma rapidinha no corredor? Eu sou muito bom no que faço.
Minhas veias se transformam em gelo. Quem esse cara pensa que é? Uma mulher tem todo o direito de beijar quem quiser na hora que quiser, isso não quer dizer que ela é uma qualquer. Emily sempre foi assim, beijando quem quiser sem nenhum sinal de compromisso, em nenhum momento mostrou sinal de ir além disso.
— Caí fora cara, ela não quer nada consigo.
Emily tenta se mover ao redor dele, mas ele a para.
Eu dou um passo à frente e coloco o ombro no peito dele.
— Deixe-a passar.
Ele ri.
— Ou o quê, garotinha? Você não é par para mim.
Ele ri de novo. Eu segurei a mão da Emily puxando-a para o meu lado, quando ele segura minha mão.
— Você acabou de assinar seu atestado de óbito.
Eu murmurei para ele.
— Eu não tenho medo de você, garotinha.
— Você pode não ter medo dela, mas você com certeza deve ter medo de mim.
Olho para trás quando os olhos azuis brilhantes que enchem meus sonhos passam por trás de nós. Percebo que o corredor se esvaziou de repente. Até a fila do banheiro parece ter desaparecido.
— Chegou atrasado, eu peguei-a para mim.
Eu solto uma risada sarcástica, este homem está morto.
Diego aponta a arma para a cabeça dele e a pressiona contra a testa. Sinto o cheiro de mijo antes de ouvir o líquido batendo no chão. Aquele cara solta minha mão ficando preso contra a parede.
Diego inclina a arma para baixo, para que a bala saia da cabeça dele e caia no chão, em vez da parede externa atrás dele. Ele não olha para Diego. Em vez disso, ele está orando.
Diego olha bem nos meus olhos e puxo o gatilho.
Eu pulo um pouco quando ele puxa o gatilho. Eu esperava um estrondo alto, mas, em vez disso, houve um pequeno pfft. Não tiro os olhos de Diego. Meu coração está acelerado. Eu apenas assisti ele matar um homem.
Eu deixei isso afundar e sinto meu corpo tremendo, mas respiro fundo para acalmá-lo. Mesmo que eu nunca tenha visto alguém assassinado antes, preciso colocar uma frente forte.
Curiosamente, ver o poder que Diego possui realmente me excita. Sinto um calor se espalhar pelo meu centro e me sinto um pouco envergonhada pela minha reação. Este homem sombrio e mortal tem um poder que meu corpo anseia.
Eu me decido ao que vai acontecer depois. Eu dou conta disso.
Diego deve ver algo nos meus olhos, porque ele levanta uma sobrancelha para mim enquanto tira o silenciador da arma. Ele devolve para o homem que não conheço.