O jantar já estava servido — arroz soltinho, filé ao molho, legumes salteados — tudo preparado por Rita. Um dos empregados atravessou o corredor levando uma bandeja até o quarto de Aline, que havia alegado indisposição. Nada fora do comum. — Eita, achei que ia jantar sozinho — comentou ele, puxando a cadeira diante dela. — Até pensei que você tivesse fugido pra evitar o sermão. Luna riu. — Sermão? Achei que você nem desse mais disso. — Depende do tema — respondeu com um sorriso enviesado. — E o de hoje promete. Ela ergueu uma sobrancelha, divertida. — Ih, lá vem. Reinaldo se serviu de vinho e recostou na cadeira antes de começar: — Posso saber que fogos de artifício foram aqueles no andar de cima? Porque, olha, nem em noite de Réveillon eu ouvi tanto “meu Deus” junto. Luna soltou um

