O relógio marcava quase duas da manhã. O ventilador zumbia baixo, espalhando o ar quente e pesado pelo pequeno quarto. Gabriel estava deitado, olhos fixos no teto, o corpo cansado mas a mente em turbilhão. A briga com a mãe ainda ecoava, cada palavra dela soando como um aviso. “Você tá perdendo o juízo.” “Ela é rica, Gabriel, e você é só o filho da empregada.” Ele passou as mãos pelo rosto, exausto. Será que ela tinha razão? Será que o que sentia por Luna era mesmo tão errado assim? Seu coração pulsava inquieto, teimoso, se recusando a aceitar que amor tivesse a ver com posição, dinheiro ou conveniência. Um ruído leve o fez virar a cabeça. A porta, entreaberta, deixou passar um feixe fraco de luz do corredor. E, por um instante, ele achou que estava sonhando. Luna entrou devagari

