E lá estava Luna, deitada na cama, olhando para o teto escuro, deixando os pensamentos correrem soltos. Tudo tinha virado uma bela bagunça. Uma bagunça criada por ela mesma, ainda que se recusasse a admitir em voz alta. Não fazia ideia de por onde começar para consertar. Sabia que Rita tinha razão. Sabia. Se continuasse agindo daquela forma, acabaria perdendo Gabriel para sempre. O problema era que também não conseguia simplesmente ficar ali, trancada o dia inteiro, fingindo indiferença. A casa estava vazia demais, silenciosa demais e ele quase não pisava ali mais. Virou de lado, o travesseiro abraçado ao peito. Pensou em encontros “casuais”, em coincidências bem planejadas, em qualquer coisa que a tirasse daquela distância forçada. Pensando em como armaria tudo, acabou pegando no sono

