A caminho do escritório, tiveram que atravessar a cozinha. Juliana estava sentada à mesa, conversando com a folguista, a postura rígida demais para alguém que fingia normalidade. Quando Gabriel passou pela porta ao lado de Luna, ela levantou o olhar. Não disse nada. Apenas encarou. O tipo de olhar que falava sozinho. — A cara da sua noiva não estava das melhores. — Luna comentou em tom leve, quase divertido, enquanto caminhavam. — Dá até pra sentir o clima daqui. Gabriel lançou um olhar de lado para ela. — Não ri. — balançou a cabeça. — Isso não tem graça nenhuma. — Ué, não é culpa minha. — deu de ombros, sem perder o sorriso. — Claro que é. — ele acabou rindo também, apesar da tensão. — Você é a minha perdição, sabia? — suspirou. — Eu não faço ideia do que dizer pra ela agora. — Só

