Capítulo 33

880 Palavras
Romance na Ilha: O Próximo Passo ​O sol da tarde começava a se pôr sobre a pequena enseada, pintando o céu com tons de laranja e roxo. Alan e Alex estavam sentados na varanda, observando as ondas suaves quebravam na praia. Alan, mais novo e naturalmente mais impulsivo, tinha um brilho nos olhos que Alex entendia bem. ​"A mamãe tem razão, Alan," Alex disse, passando a mão pela nuca em um gesto familiar de ponderação. "O povo da ilha gosta de falar. E, como a Alicia é sensível, não queremos que a nossa iniciativa seja ofuscada por fofocas, mas sim celebrada pelo carinho que temos." ​Alan assentiu, ajeitando-se na cadeira. "Alicia é sensível, e é por isso que ela merece o mundo, Ale. Ela nos deu sua confiança, um presente que não podemos subestimar. Ela nos aceitou, inteiros. A gente tem que fazer do jeito certo. Não pode ser menos que perfeito." ​Alex sorriu, um sorriso que raramente alcançava seus olhos, mas que agora se iluminava com a imagem de Alicia. "Você tem razão. Mais do que razão. Temos que fazer do jeito certo. Ela merece cada detalhe, cada esforço, pois somos os namorados dela. Não apenas 'os namorados', mas parceiros que querem honrar o relacionamento que construímos." ​O ar ficou pesado com a intensidade dos seus sentimentos, mas não de forma negativa. Era uma tensão doce, de antecipação. ​"Pensei em algo," Alan continuou, gesticulando com as mãos. "Ela ama o mar e adora aquela nossa cabana isolada na ponta leste. Poderíamos começar com um jantar com velas. Não uma coisa chamativa, mas um ambiente só nosso, à luz da lua e das estrelas." ​Alex concordou imediatamente. "Perfeito. Eu posso cuidar do cardápio. Algo que ela ama... talvez aquele risoto de frutos do mar que fizemos da última vez. E o toque principal..." Ele se inclinou para Alan, a voz baixando para um murmúrio, embora estivessem sozinhos. "A aliança dela. E a nossa. A que simboliza o compromisso que estamos aprofundando. Não é um pedido de casamento formal, mas sim a formalização de que somos uma tríade, de que este amor é sério e tem futuro." ​Alan respirou fundo, absorvendo a magnitude da ideia. "Exato. A gente sabe que ela quer isso. Ela já nos deu sinais. Ela se refere a nós, sempre, como 'meus meninos', mas há uma seriedade por trás disso. Ela quer essa estabilidade, essa validação. E nós também." ​A diferença de personalidade entre os irmãos era, naquele momento, a maior força do plano. Alan, o sonhador e emocional, fornecia o brilho e o romance. Alex, o metódico e prático, garantia que a estrutura e o respeito estivessem presentes. ​"Então, o plano tem duas etapas cruciais," Alex começou, assumindo um tom de planejamento que Alan respeitava. ​O Jantar e a Proposta de Compromisso ​"Primeiro, o evento em si: O jantar romântico, as alianças e a declaração de que queremos levar isso para o próximo nível de compromisso," disse Alex. "Isso será feito de forma íntima, só nós três, expressando nosso amor e a intenção de solidificar o nosso futuro juntos." ​"E a segunda etapa, que é onde a mamãe se encaixa, é a de comunicação," acrescentou Alan. "Precisamos fazer a proposta a ela, mas ela tem que se sentir parte da decisão sobre como isso será apresentado ao mundo." ​Alex assentiu gravemente. "Vamos falar os termos para ela. Isso é fundamental. Não vamos apenas impor nossa visão de compromisso. Ela não é um objeto a ser 'conquistado' ou um mero aceitante. Ela é uma parte ativa e, de certa forma, o centro da nossa relação. Precisamos que ela opine." ​A Parceria na Comunicação ​"É aí que entra o 'povo da ilha gosta de falar'," Alex continuou, referindo-se ao comentário da mãe. "Se as notícias do nosso novo 'status' de namorados engajados (por falta de palavra melhor) vierem dela, com a nossa bênção, será muito mais respeitoso e controlará a narrativa. Ela precisa sentir que a voz dela é a mais importante. Ela pode opinar da ideia também para o contato, para quem ela vai contar primeiro, como ela quer que isso se espalhe. Se ela prefere um anúncio mais reservado ou se quer apenas usar o anel e deixar que as pessoas perguntem." ​Alan bateu palmas silenciosamente, animado. "É isso! Ela é a parte mais importante. É o amor dela que nos uniu, e a aceitação dela que nos permite dar esse passo. Trata-se de mostrar respeito pela sua sensibilidade e pela sua posição. Podemos sugerir que ela conte para nossa mãe primeiro, ou as meninasda cozinha. Mas a escolha final deve ser dela." ​Eles passaram a próxima hora refinando os detalhes. Onde Alex compraria os ingredientes? Onde eles conseguiriam as alianças (simples, mas elegantes, com um design que simbolizasse a união de três caminhos)? A conversa fluiu suavemente, misturando o pragmatismo de Alex com o idealismo de Alan, e em cada detalhe, o amor profundo e a reverência por Alicia estavam evidentes. Eles queriam que ela soubesse, sem sombra de dúvida, que o mundo deles era mais brilhante e completo com ela. Este não era apenas um passo romântico; era um ato de profunda lealdade e compromisso mútuo.
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