Maite entrou no quarto do irmão e o viu se arrumando. Estranhou não sabia que o irmão teria algum compromisso com Diana ou algo da empresa.
Maite: Nossa! Está tão cheiroso. Disse assustando o irmão.
Alfonso: Que Droga, Maite! Quer me assustar?
Maite: Desculpa. Disse sorrindo.
Alfonso: Não perde essa mania de entrar sem bater.
Maite: Onde vai tão arrumado e cheiroso assim?
Alfonso: Vou ver a Annie. Disse decidido. E Maite arregalou os olhos.
Maite: Você enlouqueceu?
Alfonso: Olha, Mai. Eu te agradeço por se preocupar comigo, por tudo que tem feito por mim, mas eu não posso ficar mais nessa casa, eu não posso ficar sem vê-la. Já se passaram semanas. Não vou viver refém dos meus medos.
Maite: Eu tenho medo sim, por você, por elas, por todos nós.
Alfonso: Era por isso que não queria te contar nada.
Maite: Eu ainda não me conformei com tudo o que me disse.
Alfonso: Eu sei que fiz besteira e vou consertar, eu prometo, só não posso mais ficar sem ver a Annie.
Maite: E a Diana? O que vai dizer para ela?
Alfonso: Eu aproveitei que ela deu esse tempo e saiu daqui de casa, voltando para o apartamento dela e inventei uma desculpa qualquer.
Maite: E ela vai acreditar?
Alfonso: Para isso eu preciso que você confirme a minha história.
Maite: O que quer que eu diga? Disse se sentando na beirada da cama.
Alfonso contou o que a irmã deveria dizer a Diana caso ela ligasse, já que o telefone dele estaria desligado, naquela noite ele não queria que nada atrapalhasse ele e Anahí. Maite ainda achava arriscado, principalmente depois de saber tudo o que tinha acontecido com o irmão.
Flash Black
Maite: Como assim mafioso? Perguntou sem acreditar e ao mesmo tempo espantada.
Alfonso: É uma longa história.
Maite: Então me conte, Poncho.
Alfonso: Eu conheci a Diana em uma das minha viagens a negócio em Londres. Eu nem sequer a via como alguém em que em pudesse me relacionar.
Maite: Mas você transou com ela. Acusou.
Alfonso: Sim, mas não foi assim de cara. Se justificou.
Maite: Então o que aconteceu?
Alfonso: Eu estava indo a Londres conseguir parcerias, estávamos m*l, Mai. A empresa estava com muitas dívidas e m*l conseguíamos pagar os funcionários, tinham empréstimos sem pagar, m*l conseguimos produzir. Eu precisava de alguém que investisse.
Maite: Por isso na época nunca me deixou tomar contas dos negócios.
Alfonso: Eu queria que você terminasse sua faculdade, que não pensasse nos problemas da empresa, eu pensei que daria conta de resolver sozinho.
Maite: Mas eu não entendi o que isso tem a ver com a Diana e o pai dela.
Alfonso: A Diana trabalhava nessa empresa que fui tentar fazer parceria. Ela sabia que minha empresa estava r**m, ela trabalhava dentro da diretoria. Ela me convidou para almoçar, eu recusei a princípio estava com a cabeça cheia de problemas e tinha percebido que ela queria sair comigo. Eu só não tinha cabeça para isso. Ela se aproximou de mim aos poucos nos dias em que estive lá. Eu até achei que dali poderia sair um amizade ou algo do tipo, a companhia dela era agradável, nós conversamos sobre tudo. Um dia saímos para beber, era só um drink, só que de um virou dois, três, quatro. E quando fui perceber tínhamos passado a noite juntos.
Maite: Ela se fez de amiga, para conseguir o que queria. Disse com raiva.
Alfonso: Eu disse que aquilo tinha sido só sexo, que não deveríamos nos envolver e ela aceitou. Disse que era coisa de uma noite só.
Maite: E você caiu nessa.
Alfonso: Eu não via que ela queria algo a mais, para mim ela só me via como uma diversão, sexo casual e uma companhia agradável. O que ela era para mim também. E com os dias lá nos aproximamos, ela disse que sabia de um investigador que poderia me ajudar.
Maite: O pai dela. Disse bufando de raiva.
Alfonso: Sim, mas eu não sabia que ele era o pai dela e nem em que trabalhava.
Maite: E você nem checou as informações, Poncho? Não procurou saber em que ele trabalhava.
Alfonso: Eu estava desesperado, Mai. Com dívidas, tínhamos fechado já duas empresas em outras cidades, as contas não fechavam há quase um ano, estava a ponto de perder os bens do papai, os bancos não queriam mais fazer empréstimos e ninguém queria fazer sociedade ou investir em uma empresa quase falida.
Maite: E ele te emprestou o dinheiro em troca de você namorar a filha dele? Isso é um baixo.
Alfonso: Não foi assim, ele me emprestou o dinheiro, o que foi muito dinheiro. Uma verdadeira fortuna, mas consegui reerguer a empresa de novo. Eu voltei para cá e em um mês depois encontrei a Diana. Ela insistiu quis que passássemos outra noite juntos, mas me neguei. Não queria. Eu nem se quer me lembrava direito da outra vez. Ela não gostou muito. Mas depois ficamos meses sem ter notícias um do outro. Até que o pai dela me procurou. Me cobrou. Eu ainda não tinha o dinheiro todo. Foi aí que eu descobri de onde vinha o dinheiro. Ela me chantageou, ou eu a assumia ou além de perder a empresa, você e todos a minha volta pagariam. Por isso assumimos o namoro assim do nada.
Maite: Meu Deus, isso é loucura.
Alfonso: Depois ter o dinheiro eu tentei pagar, devolver. Se fosse só pelo dinheiro estaria resolvido, o Dimitri aceitaria, mas o problema é a Diana. Ela que não quer e o pai faz todas suas vontades. Concluiu e Maite ainda o encarava sem acreditar.
Maite: Quanto tempo isso?
Alfonso: Ao todo, três anos. Suspirou e Maite se levantou da cadeira sentia sufocada.
Alfonso: Ei! A chamou e Maitê despertou do transe.
Maite: Ham? O que foi?
Alfonso: Eu quem te pergunto. Estava aí toda pensativa.
Maite: Não é nada. Eu só acho que todo o cuidado é pouco.
Alfonso: Eu sei e primeiro que vou ter. Agora me dá um beijo. Maite abraçou e se despediu do irmão.
Quando Alfonso chegou ao cassino alguns o encaram com surpresa, fazia tempo que ele não ia ali. Gaston nem se deu ao trabalho de lhe cumprimentar e Alfonso não fazia questão. Ele subiu as escadas, não queria jogar, não queria beber, ele só queria ela. Viu a porta do quarto dela aberta e estranhou. Entrou e não tinha ninguém, nem no banheiro e nem no quarto.
Alfonso: Onde você se meteu? Perguntou, mas sabia que ela não estava ali. Ia sair do quarto quando um barulho o interrompeu em seus pensamento.
Era ela.
Podia sentir o cheiro.
Ela trancou a porta e aí se virar se assustou ao vê-lo ali parado perto da cama.
Anahí: Poncho...Disse com o coração acelerado.
Alfonso: Oi, amor. Ela praticamente se jogou no braços dele, o entrelaçando com seu corpo quase fazendo os dois caírem na cama.
Anahí: Você está aqui? Não é um sonho? Perguntou ainda não acreditando.
Alfonso: Não, amor. Sou eu. Eu disse que voltava, não disse? Ela assentiu o abraçando de novo. As pernas dela enlaçando o quadril dele, enquanto seus braços estavam em seu pescoço. Ele a abraçou também, e ao mesmo tempo uma mão a segurava no quadril e a outra em seus cabelos.
Anahí: Eu senti tanto a sua falta, tanto, tanto. Disse sentindo o choro querer sair.
Alfonso: Eu também, mas estou aqui agora.
Anahí: Foi horrível ficar sem você. Nunca mais quero sentir isso. Disse o encarando.
Alfonso: Eu também não. Eles se encaravam profundamente até seus lábios se chocaram com uma certa agressividade.