A manhã desabrochava lentamente sobre a mansão, como um sussurro dourado que invadia as frestas das janelas e repousava com delicadeza sobre cada superfície de mármore e madeira. O sol filtrava-se pelas cortinas leves, tingindo a sala de café da manhã com uma luz morna e suave, como se o tempo, ali, tivesse seu próprio compasso — mais lento, mais íntimo. Sarah e Claire estavam sentadas à mesa, e entre elas se estendia uma sinfonia silenciosa de porcelanas finas, frutas frescas, pães dourados e café recém-passado. Havia algo de solene naquela refeição, ainda que nenhuma delas parecesse forçar qualquer gesto. Era um momento suspenso entre o dever e a espontaneidade, onde o silêncio dizia mais do que as palavras ousavam. Sarah foi a primeira a romper a delicada barreira do silêncio. Seu tom

